quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

PASTORAL FIM DE ANO – TUDO “NOVO” DE NOVO!

Passamos por mais um fim de ano. No último domingo, festejamos o Natal de Jesus com uma singela celebração, porém tão agradável e edificante! Deus continue capacitando os irmãos, que maravilha!! Agora, estamos com muitas expectativas com a chegada de um novo ano – 2011. Oportunidade para analisarmos como foi o ano que passou e projetarmos o que esperar do novo ano que se inicia.
A cada início de ano, a maioria de nós pensa em fazer diferente! Daí vem o famoso planejamento e tudo sempre termina com a velha e boa promessa de que tudo será diferente: “Vou começar aquela dieta, depois das férias, é claro!”(apesar de não precisar...);“Vou arranjar mais tempo para a leitura”; “Eu vou me policiar para dar mais atenção à minha família, à minha esposa e filho” ou ainda, “Começarei aquela poupança”... Promessas e mais promessas!
Independente das promessas que renovamos à cada final de ano, quase sempre pensamos que se tivéssemos feito outras escolhas nossa vida poderia ser diferente: “Ah!Se eu tivesse aceitado aquele emprego... Se eu tivesse feito aquele curso... Se eu tivesse feito daquele jeito! Tantas coisas teriam acontecido...”.
Tenho uma visão um pouco diferente de tudo isso. Desde que aceitei a Jesus como Senhor e Salvador da minha vida, tenho dedicado meus planejamentos a fazer a vontade Dele. Nem sempre consigo, pois como todo ser humano sou falho e o inimigo de nossas almas sempre está para me lembrar disso. Durante minha vida, até hoje, procurei seguir um conselho que ouvi na adolescência: “Sempre se arrependa do que você fez, nunca daquilo que você deixou de fazer”. Nós precisamos seguir sempre o nosso coração, porém, direcionados pela vontade de Deus, porque diz a Bíblia que o coração é enganoso. O nosso coração precisa estar sintonizado com o coração de Deus para que tenhamos condições de entendermos Sua vontade e planejarmos nossa vida à luz de Sua vontade.Como diz a Palavra de Deus na Carta do Apóstolo Paulo em Filipenses 4:6: “Não andeis ansioso de coisa alguma; em tudo porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica com ações de graça.” Ou seja, em nossos planejamentos, devemos colocar em primeiro lugar a vontade de Deus.Devemos sempre pedir que Ele nos dê a sua direção.E Ele nos dá!Infalivelmente!
Agora, que lugar Deus ocupou em sua vida no ano de 2010 que já terminou? Que lugar Deus vai ocupar em sua vida em 2011? Uma sugestão: monte seus planos, seu calendário, suas atividades de tal maneira que Deus não fique num canto qualquer de sua casa, ou no porta-malas de seu carro, ou naquela caixa velha de bagunças, de livros velhos ou de roupas velhas sem uso, esquecidas. Ele precisa estar em evidência em seu coração, em sua boca, em sua vida, em suas leituras. Então 2011 será um ano marcante na sua vida. Na minha com certeza será! Quero relatar coisas maravilhosas no seu final e estar pronto para, caso Deus assim queira, iniciar com muito mais alegria e garra. Vamos juntos?
Que neste novo ano você faça seus planos, defina suas metas e prioridades, mas não se esqueça de que Deus controla sua vida e Ele cumprirá fielmente o que prometeu, pois “Deus não é homem para que minta nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não confirmaria?” (Números 23:19) Tenha um ano abençoado e que seus planos se realizem dentro da vontade de Deus! Deus vai irrigar a sua vida, adubar a sua terra. Deus vai tomar providências para você ser a pessoa que você deve ser: uma pessoa frutífera, produtora de fruto bom. Amém!? Feliz Ano Novo!!! Com fé, Pr. Rangel

EVANGELIZAÇÃO NO MINISTÉRIO DE JESUS

Texto Bíblico: Mateus 10.1-23
Fica bem claro para os que se propõem estudar a Bíblia, e de maneira objetiva o assunto Missões e Evangelização, que é necessário entender que o tema está bem presente no ministério de Jesus. Ele é o grande Mestre de palavras e de vida. Jesus veio para salvar, conforme declarou em seu ministério, mas Ele, em sua missão de salvar, deixou para os seus discípulos grande ensinamento da obra missionária e evangelizadora. Não há como apontar para um tempo de semeadura e colheita no reino de Deus sem dar devida atenção ao que disse o autor de nossa fé.

1. JESUS DESEJA QUE CONSIDEREMOS SUAS INSTRUÇÕES (vv. 5-7)
Jesus tem instruções para um evangelismo eficiente e eficaz. Fica evidente que é primordial em nossa tarefa dar atenção às suas instruções. O texto diz: “A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes instruções...” (Mateus 10.5). Querer e tentar fazer a obra sem essa submissão é uma ironia, é um insulto ao Mestre. A nossa experiência de marketing, nossa estratégia moderna, nossa contextualização sem uma submissão às instruções de Jesus é uma falácia. Atentar para as instruções de Jesus é reconhecer que Ele é o Senhor do reino, Ele é o Senhor da obra.
Muito ativismo, muito trabalho, muitos programas e até projetos duradouros sem que estes tenham passado pelo crivo do ensino do Mestre é “malhar em ferro frio”. A obra da evangelização e missionária precisa antes de tudo passar pelo teste da obediência. O que na verdade precisamos ouvir e aprender? A que de fato precisamos estar atentos. Em que precisamos estar em sintonia com Jesus para ouvir suas instruções? O que Jesus disse que precisamos acatar? Vejamos:

2. JESUS DESEJA QUE SEJAMOS SUAS TESTEMUNHAS (v. 16)
Fazemos parte do projeto de Deus ensinado por Jesus no testemunho da fé e das Boas-Novas de salvação. Ir em direção a uma obediência incondicional de vida proclamadora no reino do Senhor há de ser o maior e melhor projeto de vida de nós, os crentes. O texto diz que Jesus os enviou. Ide, eis que eu vos envio (Mateus 10.5; Lucas 10.1). Enviar implica uma missão específica. Uma tarefa bem definida e clara. A obra missionária é bem definida e detalhada por Jesus. Não podemos pegar o simples e transformá-lo em algo engenhoso, de difícil entendimento. Somos chamados e enviados para sermos testemunhas de Jesus. Jesus disse: “Ser-me-eis minhas testemunhas” (Atos 1.8). O que é uma testemunha? É a pessoa que tem conhecimento de alguma coisa. É quem pode atestar a verdade sobre alguém ou sobre algo ocorrido. Nós somos exatamente essas pessoas designadas a narrar de forma veraz não simplesmente fatos ocorridos na história quanto à pessoa de Jesus, mas extravasar, fazer transbordar a nossa experiência pessoal com o Cristo da fé, que vai além do que é palpável e possível de observação pelos métodos chamados científicos.
Somos testemunhas de algo que está arraigado em nosso coração, no âmago de nosso ser. Por isso que Paulo diz que: “o Espírito Santo testemunha com o nosso espírito que nós somos filhos de Deus” (Romanos 8.16).

3. JESUS DESEJA QUE VIVAMOS O SEU PODER (v.1)
Poder tem sido a palavra apreciada por muitos. Tem sido a tônica de muitos. Poder tem sido a palavra eleita para iludir, embaraçar e equivocar muitos. Busca-se poder na economia, na educação, na política, na força bélica e até psicológica. O que se vê hoje na efervescência religiosa tem sido o poder da manipulação psicológica e emocional. A manipulação tem sido gritante e não podemos, portanto, quando queremos falar sobre poder, admitir esse tipo de fervura moderna. Jesus ensinou que o seu reino não é deste mundo (João18.36). Suas palavras, ensinos e atitudes precisam ser interpretados e aplicados com um diferencial.
O texto diz que Jesus deu aos discípulos autoridade. Essa autoridade estaria sobre o que parecia ao mundo físico e material impossível de ser controlado e desfeito. A autoridade dada por Jesus pertence a Ele e não aos homens. Essa autoridade continua dele. Só Jesus pode autorizar os homens a exercerem essa autoridade. Essa autoridade que se evidenciaria em sinais e prodígios (Mateus 10.1) seria em última instância não simplesmente para fazer com que os atendidos acumulassem bênçãos temporais, mas sim para que entendessem que o Messias havia chegado, o Filho de Deus, que é poderoso para fazer muito mais. Receberem naquele instante algo temporal seria para autenticar o que Jesus tinha reservado de mais precioso para aquela gente e pessoas de todos os tempos, que é a eterna e tão grande Salvação. A autoridade dada por Jesus sobre os espíritos imundos e enfermidades mostra que aquele que é capaz de cuidar do corpo, muito mais poderoso o é para limpar e libertar a vida inteira e integral. A nossa tarefa há de ser feita com autoridade e essa vem de Jesus. Não é autoridade de nossa experiência com capacidade intelectual por mais útil e importante que essa possa ser. É na autoridade e no poder de Jesus que a obra é não apenas feita, mas frutifica. Sem essa autoridade, irmãos, podemos até fazer, e nada mais. Podemos até ter uma visibilidade em nossos projetos, mas não isso enriquece o reino de Deus com o crescimento devido e medido pelo Senhor.

4. JESUS DESEJA QUE SEJAMOS FIÉIS À MENSAGEM PREGADA (v.7)
Na evangelização e obra missionária não pregamos cultura nem filosofia humana. Não criamos uma mensagem. A roupagem pode ser diversificada. A mensagem pode e deve ser contextualizada, mas precisamos ter cuidado para que a ênfase em nossa tarefa seja o conteúdo e não o pacote.
Contextualização, com métodos que venham roubar a cena do Salvador e da mensagem a ser pregada, precisa ser expurgada. Hoje o que muito se vê é a evangelização com ênfase tão grande nos métodos que Jesus e a mensagem ficam ofuscados. Não podemos descartar o veículo, o instrumento a ser usado, mas o que precisa impressionar não são as nossas técnicas e sim a mensagem de Salvação. O que precisa compungir a vida do pecador é o próprio Cristo que é apresentado na mensagem. Jesus disse: “... pregai que está próximo o reino dos céus”. Pregar é o método, que hoje pode ser de diversas formas, mas com cuidado e inteligência. O reino dos Céus é a essência da mensagem. Há quem diga que reino dos Céus e reino de Deus sejam a mesma coisa. São os defensores de que eles são usados intercambiavelmente no Novo Testamento. Outros aplicam entendimento diferente, sem, contudo, deixar confusão porque as duas expressões são próximas. Prefiro o entendimento de que reino de Deus é o próprio Cristo e de maneira clara o seu domínio no coração daqueles que pela fé e arrependimento se rendem à sua graça, que é o favor de nos fazer seus filhos, jamais por nosso merecimento e sim por obra meritória de Jesus na cruz.

PARA PENSAR E AGIR
Jesus é valioso para a nossa salvação e o é para nossa instrução. Ele deixou-nos grande exemplo sobre o ministério de evangelização e a Ele devemos seguir.
Quando somos bem instruídos e nos conscientizados do poder do alto, tornamo-nos testemunhas autênticas, vivas e comprometidas. A nossa fidelidade envolve conhecimento e obediência ao grande e maior missionário, Jesus Cristo. Você tem seguido as instruções de Jesus? Você sente-se seguro em seguir os ditames do Mestre nessa obra de apresentar a sua luz aos que estão em trevas?
Certo homem, visitando um farol, disse ao guardião: "Você não tem medo de viver aqui? É um lugar terrível para se ficar por muito tempo." "Não," respondeu o homem, "eu não tenho medo. Aqui nunca nos preocupamos com nós mesmos." "Nunca se preocupam com vocês mesmos! Como pode ser isso?" A resposta foi convincente: "Nós sabemos que estamos perfeitamente seguros e só nos preocupamos em manter nossas lâmpadas brilhando e refletindo claramente para que aqueles que estão em perigo possam ser salvos".
Amados, nós estamos seguros e bem instruídos com Cristo, e precisamos deixar que a “nossa” luz brilhe a intensidade da luz de Cristo na obra da evangelização.

LEITURAS DIÁRIAS
segunda ...Mateus 10.1-4
terça ...Mateus 10.5-11
quarta ...Mateus 10.12-15
quinta ...Mateus 10.16-23
sexta ...Lucas 19.10
sábado ...Mateus 4.23
domingo ...Marcos 1.15

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Acostumados aos respingos da graça de Deus

Texto básico: Lucas 16.19-31
Sem dúvida alguma o capítulo 16 de Lucas é um dos mais difíceis de serem compreendidos nos evangelhos e na Bíblia. Por isso antes de tirarmos preciosas lições, para compreendermos de modo mais correto esse texto, é preciso entender o que a parábola do rico e Lázaro NÃO diz:
a. Fica claro nela que não há comunicação entre os mortos e entre mortos e vivos. A condenação à consulta aos mortos não é pela sua possibilidade de ocorrer, mas sim pelo abandono de Deus que ela representa e pela janela que se abre a Satanás e seus demônios na vida de pessoas que assim fazem (2Co11.14; Ec 9.5; Is 8.19-22; Lv 20.6). A própria expressão na parábola usada por Abraão diz que para um morto voltar a falar com vivos ele precisa ressurgir (v.31);
b. De igual modo fica claro que não há trocas possíveis entre o céu e o inferno. Jesus evidencia de modo interessante o que Ele disse sobre o mordomo infiel – use as riquezas para granjear amigos eternos (v.9). O rico nem fez isso com Lázaro. Mas na verdade, mesmo que tivesse feito, é ensino bíblico que não há trocas possíveis entre o céu e o inferno, assim como não há outro lugar para se estar na eternidade. Não existe, por exemplo, um “purgatório”;
c. Jesus também não estava beatificando a pobreza e condenando a riqueza. Se riqueza fosse algo ruim em si, o céu seria comparado a uma grande favela, com valões passando... O que Jesus sempre condenou foi o amor à riqueza, o ter por ter. O ensino do Mestre também contradizia a noção de que riqueza era sinal de bênção, e pobreza, por sua vez, de pecado. Essa heresia parece que está retornando no meio do povo evangélico brasileiro. Jesus, com essa parábola, simplesmente desdiz qualquer pensamento nesse sentido.
Sendo assim por que essa história teve um fim tão inusitado?
1. Porque o rico viveu sem precisar de Deus e Lázaro só viveu porque dependeu de Deus
Não estou aqui sacralizando a mendicância. Mas sim o estado de espírito que pode estar presente em cada um desses polos apresentados por Cristo na parábola.
Provavelmente o rico, por ser rico, não precisaria recorrer a Deus. Normalmente pessoas bem-sucedidas desenvolvem um excesso de autoconfiança que se traduz pelo sentimento que impede o florescimento da presença de Deus. Essa autoconfiança é a “independência”. Num sentido bíblico, todo brado de independência é acompanhado de morte, ao contrário do que pensava D.Pedro I.
Mas não era só pela possível postura de independência que o rico pode ter preterido Deus em sua vida. A parábola diz que ele vivia nababescamente (v.19), vestido de púrpura e de linho fino. O rico vivia no luxo e à sua porta havia um homem tão miserável que os cães lambiam suas feridas (v.20). Aquele rico era sem Deus, pois não manifestou um gesto de misericórdia por aquele miserável. Lázaro tinha que viver se esforçando para pegar as migalhas.
Além disso, ele nunca deu importância à Lei e aos profetas (vv.29,30). Ele sabia o que era a Palavra, mas não a vivia. Assim era também com sua família. Erraram por não conhecer “as Escrituras nem o poder de Deus” (Mc 12.24). Alguém vazio da Palavra é alguém vazio também de Deus.
Já Lázaro... esse tipifica aquele que vive pela fé. Gente que trilha o caminho da confiança que gera dependência. Seu próprio nome era uma confissão de fé. Lázaro quer dizer “Deus é a tua ajuda”. Enquanto viveu, Lázaro não teve ajuda de ninguém. O homem mais indicado para ajudá-lo nem tomou conhecimento dele. Sua única companhia visível na terra era de inoportunos cachorros. Porém parece que anjos estavam a servi-lo, pois assim que morre os anjos o acolhem para conduzi-lo ao céu (v.22). O rico tinha autoconfiança. Lázaro tinha uma confiança do Alto.
Entendo que se Lázaro tivesse saído debaixo da mesa e fosse para debaixo do céu (v.21) sua vida teria sido melhor. Ficar debaixo da mesa, da influência dos outros é ser fadado a comer migalhas. É ter uma vida construída pelas sobras. Mas ficar debaixo do céu... hum... era receber o Maná. O que você prefere? Ficar debaixo da influência de alguém ou debaixo de Deus?
Uma pena que a pobreza de Lázaro não o tenha aproximado ainda mais de Deus...
Quem é que Deus está colocando perto de você para que exerça misericórdia com essa vida?
2. O rico desfrutou da providência de Deus, enquanto Lázaro creu no Deus da Providência
Há uma cara doutrina bíblica que vem sendo esquecida por muitos. Trata-se da doutrina da providência. Por ela entende-se que há ações e cuidados de Deus que acabam recaindo sobre justos e injustos, sobre bons e maus, indistintamente.
Uma pessoa ímpia, perversa, que acorda em sua casa e se depara com um lindo dia, está sendo atingida pela providência divina. A chuva que cai, refresca a terra e abastece os reservatórios é sinal do cuidado de Deus (Ec 9). Uma vez a Palavra pregada sendo ouvida até mesmo por um ímpio que atenda suas recomendações, vai fazer a vida desse iníquo melhorar um pouco.
Quando se diz também que Deus está no controle da História, como recentemente juntou (anos 80-90) vários líderes mundiais para promover uma abertura no mundo comunista, estamos falando da providência divina. Quando um milagre atinge uma pessoa que não é crente, mas que recebeu a intervenção divina, falamos da providência divina. Como esquecer, por exemplo, aquele pedreiro que estava num andaime na parte final da construção de um prédio e que caiu de uma altura de 7 andares após uma rajada de vento numa piscina e não teve nada na queda, nem tampouco morreu afogado (sim, porque ele não sabia nadar!)? Isso é providência divina.
Mas a providência mesmo sendo maravilhosa e gigantesca, é só um aspecto de Deus. São gotas do Senhor! O rico desfrutou como ninguém dessa providência. Tudo o que o mundo tem para oferecer ele aproveitou. Paisagens paradisíacas, conforto, comodidade... tudo isso estava a seu alcance. E Ele podendo ter o Rio da graça (AP 22, Ez 47) continuou preferindo as “gotas”. Por isso é revelador o pedido que ele fez a Abraão de poder molhar a língua com uma gota que caísse do dedo (v.24).
A água que tem no céu é a água da vida, o rio da graça que corre do trono de Deus. O rico vivera toda sua vida com gotas. E agora na eternidade queria suportar seu tormento com gotas. Ora, o inferno é o lugar para quem experimentando as gotas da providência divina e aprovando-as (mesmo porque não tem como não gostar delas), não quis beber, se encharcar com o Rio da graça de Deus.
Conclusão
A parábola do rico e de Lázaro nos remete para algo inexorável da nossa vida: a morte. Ela alcança e alcançará a todos: ricos ou pobres, cultos ou indoutos, sãos ou doentes, bons ou maus, justos ou injustos. Interessante é que a equidade que a morte impinge a toda a humanidade como experiência é bem expressa pelos angolanos, que conhecem o cemitério como “lugar da igualdade”.
Essa parábola deve nos levar a uma santa insaciedade. Se o respingo é bom, é maravilhoso, quanto mais ser encharcado por esse rio. Mas para ser completamente imerso nesse Rio, você precisa assumir Jesus como a água da vida (Jo 4).
O Reino de Deus mata a sede existencial do homem por intermédio do Rei, que é Jesus. Não termine estes estudos sem se definir, sem tomar uma posição clara de ter a Jesus como seu único e suficiente salvador. Faça isso agora!
E se você já o tem, torne-se mordomo de Cristo. Os bens que Deus confiou a você são para servir aos outros. Desafio você a levantar a cabeça e ver quem está pegando as “migalhas da sua casa”. Será que é um amigo de seus filhos que tem uma família toda disfuncional e que vê sua casa como um oásis? Será que tem um pobre/mendigo de plantão ao seu alcance? Aprenda a usar o que está sob seu cuidado para abençoar outros. E assim brilhará o Sol da justiça sobre você (Is 58.8-12).
Leitura Diária
segunda-feira... Rm 5.12-21
terça-feira... Rm 6.1-14
quarta-feira... Rm 6.15-23
quinta-feira... Jo 1.1-18
sexta-feira... 1Pe 5.5-11
sábado... Ef 2.1-10
domingo... Lc 16.19-31

sábado, 18 de dezembro de 2010

PASTORAL CHEGOU O NATAL !


“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz”. (Is 9:6)
É o que sinaliza o mês de dezembro. Lu¬zes e enfeites em todos os lugares.
O comércio se agita buscando com certo frenesi clientes em potencial.
Tudo e todos em nossa volta; rádio, tele¬visão, jamais gritam: chegou o natal!
O que nós cristãos, não podemos esque¬cer é o verdadeiro significado e valor do natal. O que torna o natal tão extraordi¬nária tem a ver com o que chegou no na¬tal.
No primeiro natal chegou Jesus. Naquela manjedoura em Belém chega o Salvador da Humanidade; Aquele prometido nas profecias do Antigo Testamento, separa¬do na Eternidade para resgatar a criatu¬ra perdida, transformando-a em filha do Deus Altíssimo.
No primeiro Natal chegou a Salvação. A humanidade perdida e condenada a morte eterna tem, na manjedoura, a es¬perança de salvação da alma através da vinda do Messias prometido.
No primeiro Natal chegou a Salvação. A humanidade perdida e condenada a morte eterna tem, na manjedoura, a es¬perança de salvação da alma através da fé simples no Salvador Amado.
No primeiro Natal nasceu a luz para iluminar a história de cada um de nós e aquecer o coração de todos quantos fize¬rem de Jesus a luz de sua vida e Salvador de sua alma.
No primeiro Natal nasceu a paz que exce¬de todo entendimento. O Príncipe da Paz nasce para inundar de paz à alma crente que, assim, pode experimentar bonança na tempestade e alivio na provação. A paz nasceu com Jesus!
No primeiro Natal nasceu a alegria. A alegria de viver na história com a eter-nidade no coração. A alegria de morar no céu na “...casa de meu Pai há muitas moradas...”
O Natal sempre chega na vida de quem recebe Jesus. Sempre é Natal com Jesus Cristo na mente e no coração. (Extraído)
Amados, já posso desejar um Feliz Natal a todos vocês, pois esta semana comemoraremos o Natal!Celebremos a Salvação, Celebremos Jesus o nosso maior presente! Pois Natal sempre chega na vida de quem recebe Jesus!! Celebremos Jesus!! Feliz Natal!
Com
fé, Pr.Rangel

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Duras constatações e uma doce verdade!


Texto básico: Lucas 16.1-13
Imagine um político corrupto sendo elogiado pelo Senhor por agir com sagacidade (v.8). Roubou mas foi elogiado... Será que Jesus realmente está ensinando um padrão ético do “mal menor”? Teria Jesus se tornado pragmático? Seria Ele o senhor da parábola?
Estes questionamentos aparecem porque estamos diante de uma das parábolas mais difíceis de compreensão em toda a Bíblia. Ela é uma parábola no seu sentido mais estrito e uma das poucas do evangelho de Lucas. A questão é tão séria que Juliano, o Apóstata a usou para inferiorizar a fé cristã e Jesus Cristo.
1. As soluções inadequadas que apareceram até agora
Estar diante de um texto tão desafiador fez com que muitos tentassem harmonizá-lo. Disseram por exemplo que o mordomo que funcionava como um agenciador das terras do seu senhor, com autoridade para negociar, quando subscreve valores mais baixos do que os contratados estaria beneficiando aquele fazendeiro, porque o contrato além de estar com juros (com usura, que era condenável por Deus – Dt 15.7,8), tinha também um valor de comissionamento, que cabia ao “mordomo”. Era comum já nessa época gente que emprestava o nome para negócios escusos, representando algum patrão. O administrador da fazenda era esse homem autorizado a ganhar dinheiro para o patrão espoliando os arrendatários, sabendo que caso houvesse algum problema, o patrão sairia livre. Por isso o senhor teria louvado a fidelidade do mordomo a Deus, o que resultou num patrão abençoado... será?
Outros dizem que o senhor da parábola nada tem a ver com Cristo. Mas Joaquim Jeremias indaga com razão que se esse senhor da parábola não é o Senhor da História, daria aquela sanção a quem lhe acabara de dar mais prejuízo? Parece que não. Além do mais como explicar a identificação com Deus que vem sendo feita no cap.15 para logo depois dizer que o senhor da parábola não é o Senhor? Quem faz essa distinção esquece que em Lucas kurios (grego – Senhor) é usado para Deus e Jesus somente.
Pensando assim o foco da parábola seria tão somente um ensino de Jesus sobre como lidar com as riquezas. De fato o Mestre pontua este assunto na parábola (v.9). Não dá para administrar o que é dos outros se não conseguimos administrar o que nos foi confiado (1Cr 29.14). Não dá para Deus confiar as riquezas eternas (muito) para aqueles que foram infiéis no pouco, na administração de bens durante a vida aqui (v.9).
Jesus não está dizendo aqui que vamos “residir” com amigos na eternidade, porque trouxemo-los para nós por meio de dinheiro. No entanto Ele quer dizer que os recursos que chegam às nossas mãos deveriam ser aplicados segundo a ótica do Reino, que é a visão da eternidade. Mas seria só isso?
Por fim há uma última ideia que assevera que Jesus não teria elogiado a trapaça daquele mordomo, mas sim sua astúcia. Sua preocupação com o futuro, seu modo firme de agir num momento crítico o teria dignificado. Um homem injusto se dignificando... nada mais em desacordo com a mensagem bíblica (Sl 32;51;Rm 3.23, 6.23). De fato Jesus não estava isentando aquele homem dos meios que ele usara para atingir seu fim.
Por isso quero convidá-lo a fazer uma leitura impregnada do combustível do Reino de Deus, que é a graça de Jesus.
2. Quando se pensa em Reino, o mordomo tipifica a vida de cada ser humano
A parábola é clara ao mostrar que aquele mordomo tinha tudo para dar certo. Tinha espaço para desenvolver seu trabalho, era conhecido dos arrendatários e tido como fiel representante do dono da fazenda. Contudo em algum momento de sua trajetória ele se tornara escravo também das riquezas. Alguém que defrauda o patrão normalmente o faz por conta da motivação de ter o mesmo padrão de vida que ele. Por isso Jesus afirma que ninguém pode servir a dois senhores ao mesmo tempo (v.13).
Fato é que muitos perdem a fidelidade justamente nessa hora de confronto com o conforto que as riquezas podem oferecer. E essa infidelidade do mordomo mostra que todo gerenciamento que fazemos nesta vida é imperfeito. Não só no tocante a recursos financeiros, mas sobretudo a relacionamentos. Isso porque todos os relacionamentos neste mundo acabam se transformando em encontro de contas.
Interessante que a palavra “denunciar” no v.1 é diabletê (grego – calúnia). Essa palavra tem sua origem no grego diábolos (caluniador), de onde vem o nome do nosso inimigo – o Diabo. O acusador sempre fará denúncias sobre essa infidelidade que os servos do Senhor manifestam.
Alguns são infiéis na visão de mordomia. Administram os bens do Senhor, o que Ele permite que se tenha, como se fossem seus. Outros são infiéis na aplicação dos recursos (dízimos e ofertas), jamais dando primazia ao Reino, mas sim destinando a ele, quando muito, as sobras. Outros são infiéis nos talentos e dons que Deus dispensou sobre sua vida. Ao invés de empregarem os dons na obra do Senhor, acabam somente usando em benefício próprio. Por que aquele mordomo da parábola não manifestou sempre aquela disposição?
Reconhecer essa incapacidade crônica de ser absolutamente fiel é o primeiro passo para ser alvo da graça.
3. Para o Reino conta não a nossa perfeição, mas o nosso melhor
O senhor daquele mordomo assim que verifica a denúncia, o despede. A expressão para “prestar contas da tua administração” (v.2), mostra uma ordem vigorosa e uma demissão imediata. A partir daquele momento aquele administrador não tinha mais autorização para falar em nome do dono.
Mesmo assim ele age, defraudando ainda mais seu senhor (veja os versos 4 e 9). Nesse sentido, o agente pensou sobriamente sobre si; e o fez de modo autêntico. Sua ação visava a um aproveitamento pessoal, mas também trazia um benefício moral para o dono das terras. Se o fazendeiro não desautorizasse a ação daquele “ex-mordomo”, ele seria reconhecido pela sua grande generosidade, marca distintiva de um nobre. Ele então procura fazer com que aqueles trabalhadores que ocupavam a terra do seu senhor recolham o valor que deviam ao senhor.
Comentando esse trecho da parábola, o pastor Caio Fábio afirmou, “quem não tem tudo para dar a Deus, dá tudo o que tem”. Deus não espera portanto nossa perfeição, mas o nosso melhor. Será que você tem dado o seu melhor para Deus e no Reino de Deus?
4. No Reino vale a misericórdia, não as riquezas
Aqui chegamos ao clímax da revelação do texto sagrado. Jesus contou essa parábola aos discípulos para que eles evitassem um comportamento réprobo dos fariseus: a avareza (v.14). Para esse grupo, ser rico era sinal de bênção divina e, portanto, de caminho seguro até o “seio de Abraão” (v.22). Contrapondo a isso Jesus ratifica que alguém preso ao dinheiro não entrará no céu porque já escolheu servir a outro senhor. Exemplo disso é que no v.13, “devotará” pode ser traduzido como apegar-se-á, agarrar-se-á a alguém.
Aquele homem precisou confiar tudo à misericórdia infalível do seu senhor, o qual era duro no acerto de contas, mas era de igual modo generoso. Nesse sentido o louvor de Jesus não seria a sagacidade daquele agente, um homem que agiria pensando no futuro. A aprovação do Mestre estava no olhar do passado: aquele mordomo conhecia profundamente a misericórdia do seu senhor.
Aqui a parábola se liga à história da redenção humana. Jesus, por amor e misericórdia, pagou o preço na cruz do Calvário para salvar cada um de nós, mordomos, que pela nossa fidelidade jamais receberíamos aprovação do Senhor.
Conclusão
O Reino de Deus não se constrói com riquezas. No Reino e para o Reino, os recursos não importam mais do que a misericórdia, do que o amor. Uma pessoa que já conheceu o amor de Deus pode muito bem, numa hora de crise, confiar totalmente nas misericórdias do Senhor, que se renovam cada manhã.
Leitura Diária

segunda-feira... Is 1
terça-feira... Jr 2.1-19
quarta-feira... Sl 89.1-24
quinta-feira... Sl 89.24-52
sexta-feira... Sl 117
sábado... Lm 3.22-26
domingo... Lc 16.1-13

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Os extintores do amor

Texto básico: Lucas 15.11-32
Pode parecer um contrassenso falar de amor e extintor. Isso porque nossa visão cultural sobre o amor é moldada a partir de um aquecedor. Mas há atitudes que funcionam como extintores do amor. Elas podem esfriá-lo até o ponto em que se torna difícil “reaquecê-lo”. Talvez o melhor exemplo bíblico disso seja a conhecida parábola do filho pródigo.
Esse era o caso do pai. E Jesus revela as vísceras de uma casa que na parábola não tinha qualquer resquício do resultado do amor, que é a unidade. E é ali que notamos as três atitudes que funcionam como extintores do amor.
1. O desejo de abrir a porta da casa do pai (v.12)
Esse primeiro extintor está ligado ao filho pródigo. Seu movimento era egoísta, pois não ansiava abrir a porta da casa do pai para que outros entrassem. Antes, pelo contrário, queria era sair. Seu olhar estava tão somente voltado para si. E quem assim vive torna impossível o cultivo do amor.
Viver para si é uma expressão de arrogância. Esse individualismo acaba tirando espaço para o outro, na medida em que se coloca numa posição de superioridade sobre os demais. E como isso faz mal ao amor! Lembro-me do hino : “Muitas vezes a arrogância, murcha e mata o amor.”

Segundo alguns comentaristas, aquele filho mais moço deve ter ficado impressionado com os relatos que judeus da Diáspora (foi a dispersão dos judeus pelo mundo depois da destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d.C.), que viviam pelo Mundo Antigo, contavam quando vinham a Jerusalém. Coisas que somente na cultura helênica eram permitidas e valorizadas enchiam os olhos e a mente de uma juventude que não tinha muito contato com esse “submundo do entretenimento”. Aquela ilusão foi tão alimentada que esse pecado, sendo concebido (Tg 1.15) gerou separação na própria casa. Aquele filho mais moço se tornou indiferente. Note bem: quando há discussão numa família é sinal de que as pessoas ainda se importam. Quando as discussões cessam é porque a indiferença já tomou conta dos corações. O amor, a essa altura, morreu.
Aquele filho manifestou sua indiferença enterrando sua família em vida. Pedir a sua parte da herança (v.12) era afirmar que sua casa tinha morrido. Já imaginou passar por uma dor dessas?
Fato é que alimentar a alma com coisa que não presta acaba gerando ilusões. No caso do filho pródigo, criou nele o desejo de amar o que não devia ser amado, e desprezar aquilo que não podia ser rejeitado. E aquele rapaz foi descobrir na pele que nem todo desejo sacia; alguns, na verdade, matam de fome! E fez isso de forma humilhante: foi apascentar porcos. Para um judeu, apascentar porcos era uma espécie de estágio final da vida. Ele tinha sido indiferente com seu pai e agora recebia a indiferença dos “seus amigos”.
Poucas coisas danificam e destroem mais o amor que a ameaça de abrir a porta. Por isso não apague o amor jogando sobre ele água com a ameaça de abrir a porta. Mesmo porque a parábola do filho pródigo mostra que por pior que estejam as relações familiares é melhor tolerar o “mau cheiro por algum tempo” do que encarar a morte lá fora (Gn 6). Em outras palavras: vale a pena lutar pela reversão dessa situação difícil. Dentro da casa, o Pai está com você. Por isso, sair não é a melhor opção.
2. O desejo de fechar a porta da casa do pai (vv.25-29)
Agora passamos a focar o irmão mais velho. Para alguns ele parece ser um protótipo de vida santa e íntegra. Um modelo a ser imitado. Mas, na realidade, ele era tão mau ou pior que seu irmão pródigo, pela sua avareza.
O avarento é fechado por natureza. Não consegue se abrir para os outros, nem tampouco abrir o que tem. É incapaz de dizer o que o incomoda, assim como é incapaz de agir para transformar o incômodo. O texto mostra que o irmão mais velho não estava muito feliz. Se o pai transbordava amor, ele como avarento que era mantinha a cisterna tampada, impedindo de receber e viver esse amor.
Ele se via como um escravo. A palavra que ele usa (v.29) é o grego doulos, que significa servo ou escravo. Ora, como um filho pode se achar na condição de um escravo? Ainda mais tendo um pai tão amoroso? Muito envolvimento com a “fazenda”, com a obra do pai e pouco envolvimento com ele... Tornou-se, então, uma pessoa pesada, enfastiada e dessa feita desprovido de qualquer interação.
Se ele pudesse fecharia a porta da casa do pai. Transformaria o ambiente onde estava num prolongamento do seu estado de alma: completamente fechado. E o amor é incompatível com o lacre, com o confinamento. Amor oferece as sandálias (v.22) para aquele que volta. Sabe o que significava calçar os pés? Era dizer que aquele filho que voltava era livre para ir embora caso desejasse.
Naquele momento aquele irmão mais velho estava sendo um extintor sobre a ambiência familiar. Ele não usa a palavra irmão. Cita o mais novo como um qualquer. É incrível que na parábola somente o pai e os empregados usem o termo irmão. Isso mostra que entre eles dois (pródigo e mais velho) havia tal separação e dissensão que praticamente não se consideravam irmãos. Quem sabe até esse não tenha sido um dos motivos do retardo da volta para casa do filho pródigo... Quem sabe não fora esse o motivo de ele querer ser tratado como a um empregado, como se tivesse ciência prévia de que seu irmão mais velho não o acolheria? Será que existe alguém para quem você precisa mostrar amor?
O amor abre-se para o novo. Ainda que sejam novidades que surjam em antigos relacionamentos. Onde há amor há acolhimento, hospitalidade. Onde há amor Deus é percebido e o Diabo, envergonhado. Aliás, a maior forma de envergonhar o inimigo é viver a essência de Deus: amar. Abrir a porta para acolher incendeia o amor. Fechar a porta para banir, extingue-o.
Se alguém de sua casa (família ou igreja) errou, não feche a porta. Não haja com presunção, julgando peremptoriamente. O irmão mais velho nem vira ou ouvira seu irmão mais novo e já havia um pesado juízo em sua boca. Seja manso (Gl 6.1,2), exerça a misericórdia. Lembre-se: famílias e igrejas que amam têm a cara de Deus.
3. O desejo de não passar pela porta do pai (vv.17,26)
Mas talvez a coisa mais chocante dessa parábola seja a figura dos empregados. Estamos falando de um Pai que era extremamente amoroso. De alguém que exalava amor. Por que aqueles empregados não ousaram, pedindo a filiação também? Um “empregado” acabara de se tornar filho...
Cabe aqui ressaltar a figura do servo e do trabalhador naquele tempo. E para isso vou evocar uma figura do Brasil Imperial, que era o trabalho escravo e imigrante. Qual era a diferença entre os dois? Era basicamente a assiduidade, a perpetuidade. O escravo do Brasil Imperial, assim como o servo dos tempos de Jesus era alguém cuja vida pertencia ao seu Senhor. Por isso o servo trabalhava sempre na casa do pai, do seu senhor. Já o trabalhador era como o imigrante: vinha para a colheita como por uma temporada. Era gente que estava atrás da bênção do pão (v.17).
Não é assim que acontece com muitos? Gente que convive com famílias mas que não se deixa ser transformada em filhos. Filhos que foram adotados, amados, desejados, mas que pelo fato de não serem legítimos, recusam essa filiação.
O que não dizer de gente que anda sempre perto da família de Deus? Gente que circula pela casa, que usufrui do pão (Palavra), mas que não ousa pedir a filiação? Reconhece até que Deus é amor, porém sua atitude aciona o extintor. Será que esse é o seu caso?
Conclusão
Na parábola do filho pródigo só há um exemplo a ser seguido: o do pai. Pai que restaurou a dignidade (roupas novas), a autoridade (anel), e a liberdade (alparcas nos pés) do filho mais novo. Guarde bem isso: a justiça própria afasta e até mata (At 7). O amor restaura. E não é obra de esteticista. É restauração profunda.
Esse pai aguardava ansiosamente a volta do filho a ponto de esperar e olhar todo dia para a porteira da fazenda. Por isso que ele avistou seu filho ainda longe e correu até ele (v.20). Pai que se lança ao pescoço de um filho, num ato de humilhação para aquele tempo. Mas quem está preocupado com humilhação quando se ama intensamente?
A grande verdade é que Deus se humilhou (Fp 2.5-13) por amar você! Ele foi e ainda é mal interpretado por muitos por conta desse ato. Mas o que importa agora é que resposta você dará a esse amor.
Quero terminar dizendo que para aqueles que aceitam está reservada uma experiência única: a de sentir Deus correndo em sua direção e se atirando ao seu pescoço! Você quer isso?


Leitura Diária

segunda-feira ...1Jo 2.15-17
terça-feira ...Tg 4.4-10
quarta-feira ...Hb 6.4-12
quinta-feira ...Hb 10.19-39
sexta-feira ...Jo 3.1-21
sábado ...1Co 13.1-13
domingo ...Lc 15.11-32

Pastoral


Dezembro é Especial.
Dezembro não é um mês qualquer. Em dezembro, alguns trabalham mais que nos outros meses, não importa que estejam cansados.
Em dezembro, alguns alternam períodos de atividade e descanso, sobretudo os
estudantes.Em dezembro, alguns se arrastam para o ano seguinte, como se a virada do calendário virasse a vida.Em dezembro, alguns se agitam, passando seus dias e noites entre compras e agitações.Em dezembro, alguns ficam alegres, ao ritmo das luzes natalinas nos prédios, enquanto outros perdem qualquer motivo para saírem de casa, tomados por tristeza que não sabem explicar.Em dezembro, alguns pensam em Jesus, cujo nascimento é anunciado por sinfônicas vozes.Em dezembro, alguns fazem uma avaliação do ano, pondo na caderneta de crédito/débito o que fizeram e o que não conseguiram realizar.Então, se for trabalhar mais em dezembro, não faça do seu trabalho um ídolo. Trabalho é o que é: trabalho.Se for descansar, não se canse.Se for olhar para o próximo ano, lembre-se que o próximo ano pode chegar e terminar igual ao de agora. As mudanças não são automáticas, mas resultado de desejo, decisão, dedicação, disciplina e dignidade.
Se for se agitar, tenha em mente que a vida não é uma festa constante.Se for ficar alegre, não procure o prazer que seja fugaz e, se for fugaz, que não deixe consequências das quais venha a se arrepender.Se for ficar triste, pergunte se há motivo para a tristeza, que, quase sempre, é filha da comparação. Neste caso, não compare suas alegrias com as alegrias dos outros, seus presentes com os presentes dos outros, seus sucessos com os sucessos dos outros, alegrias essas, presentes esses e sucessos esses que você sequer sabe se são reais, embora possam ser. Se for pensar em Jesus, abra o Novo Testamento e desça ao fundo de suas páginas,para ser renovado com o retrato que sua própria leitura vai revelar.Se for fazer uma avaliação do ano, não pense no próximo ano, mas nos próximos cinco anos.
(Texto Extraído Pr.Israel Belo de Azevedo)

E acrescento, com todo respeito ao texto do querido Pr.Israel, que o mês de Dezembro é especial também, por ser o mês que assumi o pastoreado aqui na IBEC. São 2 anos de descobertas, limitações, comunhão, amor e sonhos!
A maioria dos fazendeiros diz que onde se planta é quase tão importante quanto o que se planta. Uma semente tem potencial, mas, se for plantada em solo ruim, não vingará. Em Mateus13:20-23 vemos que os solos da parábola de Jesus representam diferentes tipos de vida.O salmo 37.3-5 nos desafia a confiarmos no Senhor. Como o nosso tempo de vida é limitado, precisamos permanecer dentro da vontade de Deus, confiando, deleitando-nos e entregando-nos ao caminho divino. Ele é o único que pode reconstruir nossa vida e redirecionar nossa vontade quando ela colidir com a dele.
Todos nós temos talentos. Sim, todos nós! Você tem técnicas e habilidades que podem
mudar a vida de outras pessoas se você as colocar em prática. Não importa quanto tempo tenhamos para viver juntos, ele será apenas alguns segundos comparados com a eternidade. Nossa vida só tem sentido se entendemos que é uma preparação
para a eternidade. Por isso precisamos investir tempo no que é eterno e não temporário.
Quero dizer a você, amado irmão e amada irmã que precisamos nos unir nesta nova caminhada que se inicia, já passamos da experiência, das apresentações, agora é hora de juntos, unidos usarmos nossos talentos e dons na Obra do Senhor e assim colhermos frutos saudáveis. Nosso objetivo maior, ser uma igreja que adore a Deus,
que se interesse pela inclusão de vidas no Reino, que integre as pessoas num convívio sadio pela prática de atos familiares, sociais e espirituais que satisfaçam a vontade de Deus. Amo vocês e que possamos ter prazer em fazer a vontade de Deus sempre! Juntos avançaremos!!!! Parabéns a todos!! Com fé, Pr. Rangel

2º ano do pastor Rangel na IBEC

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Há valores que se perdem em casa


Texto bíblico: Lc 15.8-10
Pode crer: é em casa que perdemos nossos valores. Isso porque só levamos para dentro de casa aquilo a que damos real valor. Dentro de casa por vezes se vão o respeito, a cumplicidade, o amor, o carinho, a estima... Justamente onde nos sentimos seguros é que perdemos essas coisas que nos são tão caras.
De fato, nós só perdemos aquilo que tem valor. Você já perdeu dinheiro alguma vez? Foi na padaria e quando chegou lá percebeu que o dinheiro caiu do bolso? Pois é exatamente isso que quero dizer: nós só notamos a perda daquilo que tem algum valor.
O ensino de Jesus aqui é uma resposta à parte crítica do público ouvinte, composta por fariseus e escribas (v.2). Ele não só está dizendo que os publicanos e pecadores têm valor, como está patenteando que judeus, que valores, tinham se perdido dentro de casa, isto é, dentro da convivência do povo de Deus. Por isso Ele usou ovelha perdida para falar aos pecadores e dracma perdida para falar aos publicanos, considerados traidores por cobrarem impostos para Roma. Se alguém entendia de valores monetários, esse alguém era o publicano.
Vamos então aprender algumas lições desse texto.
1. Para Deus uma dracma vale muito!
É engraçado notar como no Reino de Deus os valores são díspares aos de nossa cultura. Deus valoriza a oferta da viúva pobre (Lc 21) bem como dá valor a uma dracma. A dracma era a moeda de menor valor nos tempos de Jesus. E foi ela que a mulher da parábola foi procurar.
Interessante que a busca não foi por um talento de ouro (algo de real valor). Jesus está mostrando aqui que Deus não se deixa impressionar pelas convenções e padrões de valor que a sociedade estipula. Para Deus até aquilo que havia sido desprezado como algo sem valor (publicano/dracma) tinha de ser achado uma vez que tinha valor para o Senhor. Por vezes o valor absoluto é menor que o relativo. Por vezes um presente que custa barato para nós tem um preço incalculável. Para Deus toda vida, toda pessoa tem um valor inestimável, ainda que sobre ela tenha sido colocado o rótulo de “sem valor”.
Aquela mulher perdera uma, mas ainda tinha nove dracmas. Podia se alegrar por não ter perdido as outras. Podia se bastar com aquelas que estavam sob seu domínio. Mas não: ela preferiu buscar aquilo que tinha um grande valor para ela.
Deus pode, à semelhança da mulher, ter muitos valores sob seu poder. Mas Ele não quer que nenhum, que ninguém se perca (1Tm 2.4). Por isso Ele vai atrás daquele que se perdeu. Guarde bem isso: você vale muito para Deus. Não deixe que nenhum fariseu coloque sobre você a pecha de que você não tem valor. Não deixe que as circunstâncias da vida, nem que os outros depreciem você. Sua vida foi comprada por um “alto preço” (1Co 6.20) e por isso ela não pode “ser parcelada”. Ela “não tem preço”.
2. O que está perdido não se acha sozinho
Como aquela mulher da parábola achou a dracma perdida? Procurando. Há gente que fica esperando as coisas acontecerem. Entendem que a fé é um convite à sonolência e à letargia... será esse o seu caso? Fato é que sem esforço, sem procura, jamais reencontraremos aquilo que foi perdido.
A busca mostra quanto valor era realmente dado ao perdido. Parar de fazer tudo que se tinha para fazer para poder achar aquilo que fora perdido, somente dando valor. Sentir a falta do que foi perdido é um convite para uma parada e redefinição de prioridades da vida. Para aquela mulher, nada agora era mais importante do que localizar a dracma. Todas as demais coisas importantes que temos de fazer ganham coloração secundária. A agenda, grande indicador de nossas prioridades e valores, é revista.
Quando Davi perdeu tudo o que tinha em Ziclague (1Samuel 30), ele orou ao Senhor. Ele se fortaleceu no Senhor. Mas ele foi atrás recuperar, reaver o que tinha sido perdido. Se ficasse parado esperando, nada teria acontecido.
Isso quer dizer que se houve uma perda da comunicação em casa, terá que haver um esforço para que ela seja retomada. Se houve perda do respeito, ambos terão de buscá-lo. Se houve perda do afeto, você precisará reiniciar esse movimento de troca de carinho. Se ninguém começar a procura, jamais todos reencontrarão essa “dracma”.
3. O que está perdido só é achado quando procurado com diligência (V.8)
Como foi que a mulher procurou a moeda perdida? Ela faz essa procura com diligência, isto é, com extremo cuidado. Uma procura com diligência é marcada pelo empenho, pela organização, pela insistência e pela resolução. Sim, porque nenhuma procura feita com diligência acaba antes de se encontrar o objeto perdido. Pois foi isso que aquela senhora fez quando varreu a casa.
A disposição dela foi tamanha que ela só parou quando terminou. E nesse processo ela certamente descobriu que:
a. Que varrer a casa é jogar fora o pó ou aquilo que virou sujeira. Há coisas que guardamos que depois descobrimos que podíamos jogar fora. Nesse processo de busca por reaver valores ela com certeza se deparou com coisas que estavam dentro de casa, mas que não eram para serem guardadas. E nessa hora é preciso varrer, ainda mais quando falamos de uma tradicional casa da Palestina, que provavelmente tinha seu piso com terra batida, para descartar de uma vez por todas essas sujeiras.
Por falar nisso, que sujeiras você tem abrigado em seu coração? Frustração? Decepção? Mágoas? Pecado?
b. Quando se varre a casa ela fica mais adornada, mais limpa. Dificilmente se perderão coisas boas, valores, numa casa que agora está limpa. E aqui há um paralelo com a vida em santidade que Deus quer para nós. Por vezes a perda de um valor faz com que reencontremos um maior, que é a comunhão com o Pai e a santidade que ela produz. E uma vez retomado o caminho da santidade, nós ficamos prontos para incorporar novos valores. Por vezes Deus não pode agraciar-nos com algo especial, simplesmente porque não estamos prontos para receber. Ele sabe que se recebermos fora de hora, vamos acabar perdendo... e o que vem do Pai não é para ser desperdiçado.
Será que não é santidade que está faltando a sua vida? Será que pela ausência dessa “limpeza” sua vida não deu uma estagnada?
Conclusão
Para achar aquilo que se perdeu é necessário jogar luz. E aqui entra a oração. Deus vai nos guiar nesse processo de reencontro. A busca será nossa. A diligência da procura também nos pertence. Mas a luz... essa cabe ao Senhor. Ele é Luz (1Jo1.5)!
Pela Palavra (Sl119.105) aprendemos a ver valores que não conhecíamos. A Bíblia mostra de forma clara o quanto cada um precisa melhorar. Sabe por quê? A luz mostra. Há valores que estão perdidos e que muitos nem imaginam que existam. Esse contato com a Palavra de Deus é que vai iluminar os cantos e recantos da fé e da nossa alma, a fim de que os encontremos. Isso porque quando somos expostos à Luz do Senhor, somos transformados. Na radiação (presente em todo processo luminoso) da presença fulgurante do Senhor (Ap 21.23) há sempre transformação. Já em outros processos radioativos há deformação. Essa transformação gera mudança, arrependimento, o que tanto alegra o coração de Deus.
Portanto, ore e peça a Deus que mostre o que está perdido e onde se perdeu. Se você ainda não conhecia o Senhor, ore também. Sabe quem está esperando sua oração para jubilar de alegria? O próprio Deus. A Palavra diz que o júbilo não é dos anjos (v.10), mas diante deles. Isto equivale a dizer que Deus fica felicíssimo quando alguém a quem ninguém dá valor (uma dracma) ora para ser achado por Ele.
O que você está esperando então?
Leitura Diária

segunda-feira..... Gn 4.1-10
terça-feira..... Jz 2.6-23
quarta-feira..... Jz 6.25-32
quinta-feira..... 2Sm13
sexta-feira..... 1Sm 2.27-36
sábado..... Atos 5.1-11
domingo..... Lc 15.8-10

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Os perdidos precisam ser achados

Texto básico: Lucas 15.3-7
Achar alguém que está perdido ficou normal. Cresce o número de pessoas que em situações corriqueiras (andando de van) ou inusitadas (sendo assaltadas), acabam se deparando com alguém que em algum momento pertenceu ao povo de Deus. Segundo uma pesquisa divulgada pela Revista Enfoque, estima-se que no Brasil já sejam cerca de 40 milhões de desviados. É como se para cada membro ativo da igreja houvesse um excluído.
Na época de Jesus havia de igual modo inúmeros pecadores. Gente que era do povo de Deus, mas que agora andava à margem da comunhão. E a volta sempre era mais difícil, porque se creditava ao perdido todo o trabalho do retorno. No judaísmo de então, não havia busca pelo afastado. Jesus vem dizer que Deus era bem diferente daquela ausência de prática religiosa... Deus vai ao encontro, atrás daquele que está afastado. Às vezes, vendo essas estatísticas, fico pensando se as igrejas não têm mais a cara do judaísmo do que de outra coisa...
Fato é que Jesus contou a parábola da ovelha perdida para falar ao coração daqueles pecadores que estavam afastados do Pastor. E também para contrapor o pensamento dos fariseus. A forma como Jesus termina a parábola no verso 7 pode ser vista como um tanto quanto “sarcástica”. Ora, quem é o homem que não precisa de arrependimento? Quem, excetuando-se Jesus, jamais cometeu um pecado? Conquanto os fariseus não admitissem, eles também eram ovelhas perdidas, mas que se consideravam achadas. A pior coisa que pode acontecer a alguém que está perdido é não reconhecer que precisa retomar a direção...
Os pecadores (15.1,2) estavam entendendo perfeitamente o que o Mestre dizia, pois sabiam e relembravam as muitas vezes em que Deus se apresentou como o Pastor de Israel no Antigo Testamento.
Vamos a algumas lições?
1. As prioridades do Reino são diferentes das nossas
Não há uma igreja que em sã consciência discorde de uma busca pelos afastados. Pelo menos não no discurso. Mas quantas de fato se envolvem com isso?
Não há também uma celebração digna pela volta (v.7). Celebramos os novos, mas não o retorno dos perdidos. Investimos naqueles que dão batismo; contudo, pouco fazemos por aqueles que já foram batizados. De fato nossas prioridades destoam das do Reino.
Deus não está satisfeito com esse crescente e exorbitante número de perdidos. E Ele como Sumo Pastor não se deixa impressionar por um fenômeno aparente que acompanha a vida de muitas igrejas: a rotatividade eclesial. Esse fenômeno de mercado (jamais do Reino de Deus!) que faz com que a igreja uma vez sempre cheia, dê a impressão de que está todo mundo ali, acaba atrapalhando qualquer acompanhamento pastoral. Aliás, diga-se de passagem, que a prioridade para quem valoriza isso são os frequentadores, enquanto o Senhor visa aos discípulos.
Quais são as suas prioridades? E as da sua igreja? Às vezes, ser fiel a Deus é andar na contramão da toada religiosa... Não era isso que Cristo fazia ali, naquele momento em que proferiu essa parábola? Afinal, com quem sua igreja quer se parecer? Com o Senhor ou com aquilo que é preconizado pela religiosidade vigente?
2. Ovelhas se perdem no caminho do deserto
Você reparou onde as 99 ovelhas foram deixadas? No deserto. Provavelmente o pastor as estaria conduzindo para uma nova e melhor pastagem. As ovelhas possuem a característica de “sugarem” as pastagens. Isso obriga o pastor a ter de fazer um movimento migratório com elas em busca de melhores e verdes pastos (Sl 23.2). Justamente nesse trajeto é que uma das ovelhas se perde.
Por que se perder quando se dirige ao deserto? Porque deserto é local de provação. Deserto, na linguagem bíblica é local de teste. É local de privação, de ausência, de dificuldade, e por vezes de sofrimento. É local de duras revelações, porque no deserto fica patente quem somos nós e que tipo de relacionamento temos com quem nos cerca e com Deus. Entretanto muitas ovelhas esquecem que o deserto é local de passagem, que à frente dele está Canaã, e que ele não vai durar uma eternidade. Não lembram que as promessas de Deus não falam para nós em deserto... (Gn12.1-4; Jr 29.11-14a; Is 64.4 e 1Co 2.9).
Ovelha que não confia totalmente no seu Pastor, que não o ama profundamente, que não tem um relacionamento profundo com Ele, quando vê o prenúncio do deserto, costuma desistir. Ao invés de se fortalecer no Senhor, acaba abrindo flancos/brechas para o pecado.
Parte desse problema está no discurso triunfalista de muitos que apregoa uma “vida de vitória e abençoada” para as ovelhas. Quando essas se deparam com o deserto experimentam um colapso da “sua forma de fé” e desistem. Mas o fato é que o Pastor é quem conduz as ovelhas para o deserto. Não foi o Espírito quem conduziu Jesus, após ser batizado, para ser tentado no deserto (MT 4.1)? Há ovelhas que desistem quando enxergam o deserto. Há outras que se prostram no deserto, não resistindo á tentação. Parece até que o tempo mais comum de deserto na vida do crente é logo após seu batismo... não foi nessa época que você se sentiu mais suscetível ao pecado, parecendo que o Pastor estava distante? Mas, ainda que você se sinta assim, saiba que o Pastor está de olho em você. Ele gravou você na palma de suas mãos (Is 49.15)! É Ele mesmo quem nota sua falta no grupo e é o Senhor quem vai atrás da ovelha que se perdeu.
Ir para o deserto guiado pelo Pastor é coisa de ovelha. Deus quer aprofundar sua experiência com Ele. Deus quer que você entenda o que Jó disse no fim de sua vida (Jó 42.5). Deus quer que você tenha o rosto iluminado (Salmo 34.5). E o Senhor não vai abrir mão de seu instrumento pedagógico favorito (deserto) para falar a você.
Se o deserto chegou para você, saiba que Deus o conduziu até aí. E lembre-se de que há pastagens novas, melhores, níveis mais profundos de intimidade com o Senhor para os quais Ele quer levar você.
Conclusão
Fica para nós uma pergunta: quem afinal está perdido? O Mundo. No entanto a parábola da ovelha perdida nos alerta para gente que fazia parte do povo de Deus e que se perdera. Gente que deixou de andar na companhia do Pastor (Jo 10) e que por isso acabou se perdendo.
É bem possível que o Espírito Santo esteja trazendo à sua memória agora nomes de pessoas que hoje estão afastadas da igreja. Gente que foi extremamente usada por Deus, mas que agora está largada no imenso deserto espiritual e emocional que é este mundo. Não despreze isso. Deus não o está fazendo por acaso. Ele está convidando você a fazer parte daquilo que foi a tônica do ministério de Jesus: “buscar e salvar o que estava perdido” (Lc 19.10/Mt18.4/Lc 5.31).
Sabe o que mais? Quem busca o perdido está em rota de aproximação com Jesus. A parábola mostra o pastor deixando uma reunião de ovelhas e indo atrás da que estava perdida. Confesso que aqui paira uma profunda indagação: seria esse um dos motivos pelos quais algumas celebrações/cultos são tão sem a presença de Jesus? Igrejas que expurgam as ovelhas perdidas, as mesmas as quais o próprio Senhor está buscando (v.4)?
Queria terminar com um desafio de Deus para o seu coração. Ouse dar valor àquilo que move o coração do Bom Pastor. Ore, ligue, converse com gente que você tem contato e bom trânsito e que se perdeu ao ver, ou ao entrar no deserto. Ouse seguir a Jesus – Ele está reunindo seu rebanho.
Leitura Diária

segunda-feira..... Lc 18.35-43
terça-feira..... Lc 19.1-10
quarta-feira..... 2Rs 5.1-19
quinta-feira..... At 10.1-8
sexta-feira..... Ap 22.12-17
sábado..... Lc 15.1-7
domingo..... 1 Pe 2. 10 e 25

Batismo (20/11/2010)






quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ainda há lugar


Texto básico: Lucas 14.15-24
Parece que Deus é festeiro e que gosta de casa cheia. E ao que tudo indica, gosta de servir banquetes. É disso que trata a parábola da grande ceia. A eternidade com Deus é ilustrada pela figura de um grande banquete oferecido pelo Rei (Jesus), aos seus convidados. Interessante notar que para Jesus, por ocasião do seu nascimento em Belém, não houve lugar (Lc 2.7). Mas o Senhor da vida veio justamente anunciar que há lugar (v.22). E temos somente uma vida, a que vivemos, para respondermos a esse convite.
O que é incrível nesta parábola é a rejeição das pessoas. Você deve ter conhecimento de gente em sua igreja que ficou chateada porque não foi convidada para uma festa de casamento, mesmo sabendo que os noivos não tinham dinheiro para bancar mais gente, ou que houve um esquecimento involuntário. Quem sabe você mesmo não ficou assim um dia... tudo por causa de uma boa festa e uma boa dose de imaturidade também. Pois bem: como explicar então que a maior festa de todos os tempos está sendo preparada por Deus para nosso encontro com Jesus, e ainda assim haver gente recusando o convite? Que tipo de gente é essa que vai perder a grande celebração, chamada no Novo Testamento de Bodas do Cordeiro?
1. Os negligentes (vv.18-20; Mt 22.3,5a)
Jesus fala de gente que se justificou dizendo que tinha coisa mais importante para fazer. A fim de destacar a incongruência das justificativas o Mestre destaca as desculpas esfarrapadas daqueles homens. Que negociante iria comprar um campo e depois vê-lo? Quem iria comprar gado para depois examiná-lo? Negligentes são aqueles que não dão o devido valor à mensagem do evangelho. Toda e qualquer outra ocupação tomam seu tempo. Deus jamais será prioridade para alguém assim. Para o negligente, Deus e a dimensão espiritual não passam de um apêndice – está presente, mas, se inflamar, é só arrancar que não faz a menor diferença. Negligente é aquele que vive para si, para seus projetos e sonhos de vida.
Negligentes foram os judeus. Eles eram os convidados. Eles receberam os convites pelos profetas. Mas simplesmente se ocuparam de outras coisas que não estavam ligadas ao projeto do Reino.
Nesse sentido, os convidados não eram predestinados, mas sim privilegiados por deterem a Palavra, os mensageiros de Deus (nabi – hebraico – profeta=falar em nome de Deus) e terem ciência do convite. Mas o fato é que desprezaram sua importância. Por isso que o Rei fica irado (v.21). Como recusar o convite real?
Bom é que Deus não se deixa engessar. Se alguém o despreza, Ele procurará quem o aceite. Se seu coração é duro, Deus procurará um que seja quebrantado para moldá-lo e transformá-lo. Daí surge o convite para todos. O banquete não é para alguns escolhidos. O banquete é para todos que aceitam o convite. Ou como li certa vez: “Ninguém entra no banquete sem convite; e ninguém fica de fora sem recusá-lo”. Por causa da negligência dos judeus o Espírito direcionou os seus servos para falar aos gentios (At 13). Guarde bem isso: onde houver negligência, Deus procurará outra vida, família e igreja para transformá-los.
Será que você é negligente? Será que você é daqueles que têm tempo para tudo menos para Deus? Você tem sido negligente no anúncio de que para o grande banquete ainda há lugar? Há cadeiras vazias na mesa de Deus que Ele espera que você ajude a preencher por meio do seu testemunho e pregação.
2. Os indignos (v.21; Mt 22.5b-8)
Indignos são aqueles que vão além dos negligentes. Eles extrapolam quando, além de recusarem o convite do Rei, têm a ousadia de matarem os servos dele (Mt 22). A forma como a parábola no evangelho de Lucas acentua a indignidade é a tipificação dos que passaram a constar na lista de convidados. Se é verdade que mataram os profetas (provavelmente Isaías, só para ficar num exemplo, foi serrado ao meio – Hb 11.37), é verdade também que eles se igualaram com esse ato ao tipo de gente que era desprezada em seu tempo: pobres, aleijados, cegos e coxos.
Deus jamais desprezou os desprezados. Deus desprezou aqueles que não o prezavam, considerando-os indignos.
Indignos são aqueles que se acham bons demais para o evangelho. Gente que se esquece da verdade de Romanos 3.23. Gente que acha que a moral dos crentes de uma igreja é a moral do Reino... que engano mais infantil! Indignos são aqueles que veem dignidade em si mesmos, quando na verdade digno é o Cordeiro (principal mensagem de Apocalipse). Quanto a nós, somos dignificados por Jesus Cristo.
Você se considera bom demais para Deus? Perfeito demais para ser de uma igreja? Então lamento lhe dizer: você é indigno. Gente que nada tem, gente que é desprezada por toda uma sociedade e cultura, tornou-se mais digna que você. O que você está esperando para mudar esse quadro?
3. Os mal vestidos (Mt 22.11-13)
É em Mateus que vamos encontrar mais um grupo dos que rejeitam o convite para a maior festa do universo. Trata-se dos mal vestidos. Não se assuste. Deus não está preocupado com moda. Na verdade, essa expressão – “sem veste nupcial” – indica duas coisas:
3a) veste suja – alguém que foi ao banquete do Rei com uma roupa visivelmente suja, sem lavar, cheirando mal. Ora, por que em sendo um banquete do Rei, não se lavou a veste, ou não se usou uma veste limpa? A Palavra de Deus nos garante o perdão (Is 1.18, 1Jo 1.9, 3.3). Por que não lavamos as vestes? Por que não buscamos a santificação? Não é o pecado que nos tira do banquete, mas nossa recusa em lavar as vestes (1Jo 3.9,10). Se alguém não reconhece seu erro, não se arrepende (Mt 18) pode ser que ele, mesmo tendo “cara e vernáculo de crente” não o seja. Um crente não consegue andar sujo. Como bem diz o pastor Ivênio dos Santos: “Não é mais limpo quem nunca se suja, mas quem sempre se lava”.
Você tem se lavado no sangue do Cordeiro? Como andam as suas “vestes”? Alvas como a neve? Ou encardidas pelo pecado?
3b) Veste inapropriada – alguém que se recusou a vestir a veste dada pelo rei. Naquele tempo era comum os reis terem grandes armários com inúmeras vestes para ocasiões especiais. Pessoas pegadas desprevenidas eram instadas a visitarem o “closet real” (um desses armários) para que se trocassem e pudessem se apresentar dignamente diante do Rei. Aquele conviva, ao que tudo indica na parábola, se recusou a vestir a veste que o Rei lhe ofereceu. Era só aceitar... Assim também acontece com a nossa salvação. Deus já propiciou para nós as vestes da salvação (Is 61.10). Há um “closet celestial” onde podemos nos vestir para o grande banquete. Esse “closet” chama-se graça. E todos que a vestirem, todos que a aceitarem, participarão do banquete. A sua melhor roupa não é um traje real. Somente o Rei (Jesus) pode vestir você com roupas de rei. Você quer isso para sua vida?
Conclusão
A mensagem desta parábola é clara: ainda há lugar. Ainda há lugar, porque ainda há tempo de você priorizar o Senhor e não mais ser negligente. Ainda há lugar porque este é o tempo de você abrir mão de sua arrogância e reconhecer que indigno não é o servo do Senhor que traz o recado dele, mas que indigno é aquele que ainda não reconheceu a dignidade do Cordeiro. Ainda há lugar para você se arrepender (Hb 12.27) e pedir para ser lavado pelo sangue do Cordeiro, para tirar essa veste encardida e ser limpo pelo Senhor. Ainda há lugar na mesa do banquete para você. Mas somente se assentará nessa mesa, para a grande festa, quem estiver vestido com os trajes da salvação, que o Rei mesmo dá.
Você quer se arrepender? Você quer vestir os trajes do Rei? Então ore agora ao Senhor e peça que Ele entre em sua vida e mude a sua história.
Leitura Diária

segunda-feira .....Mt 22.1-14
terça-feira .....Sl 23
quarta-feira .....Lc 2.1-7
quinta-feira .....Jo 14.1-6
sexta-feira .....1Tm 2.5
sábado .....Lc 14.7-14
domingo .....Lc 14.15-24

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Só há uma passagem


Texto básico: Lucas 13.22-30
Se o Reino é abrangente a entrada nele não o é. É possível que pessoas vivam valores do Reino sem serem do Reino. É possível até que pessoas se beneficiem de valores do Reino mesmo nunca fazendo parte dele. Mas é impossível que façam parte do Reino sem passarem pela porta estreita, objeto desta parábola.
Nesse sentido Jesus contempla uma pergunta que inquieta o coração de muitos: como pode, o Reino sendo tão bom, e o Rei tão maravilhoso, haver poucos salvos? Por que a maioria não se salva? Porque preferem as obras das trevas (Jo 3.19).
A parábola da porta estreita mata qualquer possibilidade de universalismo, dessa compreensão errônea de que todos somos filhos de Deus e de que “todos os caminhos levam a Roma”. Bem, a “Roma” podem até levar, mas o nome da cidade celestial é Jerusalém... Isso porque a Bíblia apresenta o Deus que é exclusivista, que não aceita adoração a nenhuma outra divindade porque sendo Ele o único Deus, o resto é falso (Dn 4.19-27; Is 44.9; 45.21-23; 48.11; Jr 2.11-13; Is1; Êx 20; Jz 8.33,34; Dt 1.45). Deus inclusive sente “ciúme” de nós (Ez 8). Ele zela, cuida de nós chega a ponto de não aceitar outra interferência. Dessa feita, pode-se entender as outras religiões como uma tentativa do homem de chegar a Deus, e o cristianismo (Cristo) como a única ponte de Deus para o homem.
1. Que porta estreita é essa?
A porta não pode ser outra coisa a não ser Jesus Cristo (Jo 10.8,9). Iniquidades, pecados serão encontrados também naqueles que professam a Jesus como Senhor (v.27). A diferença é que estes estão lavados no sangue do Cordeiro e podem purificar “suas vestes” constantemente (1Jo 1.9). E mesmo quando adotam comportamento de pessoas que transitam pela porta larga se arrependem e voltam a dar bons frutos (Mt 7.18).
Igualmente não é pela etnia (descendência) que seremos contados (Jo 1.11-13). Por isso aqueles que não passarem por Jesus não estarão com os patriarcas nem com os profetas no Reino de Deus (v.28). Se você ler com cuidado essa passagem vai perceber até uma ponta de humor em Jesus. Quando o Mestre diz que judeus ficarão de fora e que gentios se juntarão ao banquete do Reino (v.29) já se podia ouvir o ranger de dentes em especial dos fariseus que ali estavam (v.31). Onde está o humor de Cristo? Simples: “vocês rangem os dentes agora, mas ranger mesmo é o que acontecerá a vocês no futuro, se não crerem”.
Interessante é que a porta estreita faz um belo paralelo com a arca de Noé (Gn 6,7). Só havia uma porta por onde passar. E essa porta era a da arca. Os animais entenderam isso. Os homens não. E houve um momento em que Deus fechou a porta. Ele a abriu, Ele a fechou. Assim ocorre também com Jesus: a porta, conquanto seja estreita, ainda está aberta. Porém um dia será fechada (v.25 – trancada com chave).
Quem você conhece que ainda não passou por essa porta estreita? Clame por essa vida ao Senhor (At 4.12).
2. A Passagem pela porta
Agora, como se passa pela porta? Sabemos que é pela graça, mediante a fé (Ef 2.8,9), e que pela confissão com a boca e a crença de todo o coração somos salvos (Rm 10.9-11). Mas Jesus fala também de um esforço, que nada tem a ver com obras.
Esforçai-vos (v.24) é a tradução para agonizo (grego), da onde vem a palavra agonia. Agonizo é o esforço para fazer algo certo, bom. Normalmente essa palavra estava ligada aos esforços estrênuos exigidos de um atleta em uma competição, o que dependia de um empenho de alma, mais do que simplesmente físico. Era estar com todo o coração ali naquele preparo, naquela atividade.
Jesus está trabalhando aqui três pontos principais. O primeiro diz respeito a nossa postura. Só há um jeito de passarmos pela porta estreita: é com todo o coração, realmente crendo com toda a alma. Qualquer atitude diferente dessa é porta larga.
O segundo diz respeito à perseverança cristã. Muitos querem e não podem simplesmente porque não perseveram. Quando começam a dar uma abertura para Jesus em suas vidas, quando começam a se permitirem crer nele, acabam desistindo e voltando para trás. Chegam perto da porta estreita (v.26), mas não passam por ela. Sabem muito sobre Jesus, mas pouco de Jesus. Isso porque não pertencem a Ele. Ele não os conhece nem sabe de onde são (v.25). Ao que tudo indica muitos se perdem com a plateia (grego – largo, rua larga onde pessoas ficavam), na busca de aplausos do mundo e não de Deus (1Co 4.1-5).
O terceiro fala do comportamento. Qual é a distinção entre o que passa pela porta e o que passa ao largo da porta? É justamente o comportamento. Porta larga é sinônimo bíblico para comportamento desvairado. Ora, uma vez que passamos pela porta estreita não podemos ter esse tipo de comportamento, pois ele contradiz por si só a nossa experiência. Na verdade porta estreita é nos colocar em luta constante e agonizante contra o pecado (Hb 12.4; Rm 7).
No entanto, para passar pela porta é preciso que haja arrependimento. Passar pela porta significa abrir mão de sua vontade para fazer a vontade de Deus. É abrir mão do ego para viver uma nova vida em Cristo. É assumir os valores do Reino e rasgar aqueles que eram discrepantes destes. É se permitir ver a vida com um novo olhar – o prisma divino, a forma de Deus ver. Metanóia (mudança da mente no grego) é o resultado de alguém arrependido e que passa pela porta estreita.
Arrependimento é necessário para passar pela porta estreita porque só se passa por ela deixando a velha carga para trás. Arrepender-se é dizer que se pudesse voltar no tempo “não faria aquilo que fiz”. É poder dizer hoje: “não faço novamente aquilo que fiz”. E dizer sobre o amanhã que “não farei, com a ajuda de Deus, o que um dia fiz”.
Sem arrependimento não é possível ser salvo, porque é necessário que todos reconheçam que são pecadores. Arrependimento ou disposição para se arrepender é marca de um crente (Mt 18.15-17).
Você já passou pela porta estreita? Sua vida testemunha, ratifica essa sua experiência? Ou seu comportamento a desdiz? Você tem um coração quebrantado, disposto a se arrepender? Que carga é essa que não está deixando você passar pela porta?
3. Quem está mais pronto para a porta estreita?
Uma das frases mais propagadas em fila de almoço de igreja é dita por Cristo nesse texto: “últimos que serão primeiros e primeiros que serão últimos”(v.30).
O Mestre estava falando da prontidão para passar pela porta. Justamente os religiosos, os fariseus, que por conhecerem mais a Bíblia e por serem “fiéis depositários” da Palavra deveriam ser os primeiros a fazer parte do Reino, a passar pela porta estreita. Só que eles se julgavam sãos. Bons e prontos para o Reino. Por isso se tornaram os últimos.
Quem então ficou com a dianteira do Reino, para escândalo dos judeus mais apegados à tradição, foram os pecadores. Se os primeiros se viam superiores e bons demais para o Reino, os últimos, por se verem não merecedores e carregados demais pelos seus pecados e pela opressão religiosa daquele tempo, acabaram se tornando os primeiros. Seus corações eram mais prontos ao quebrantamento. Deus não rejeita o coração contrito (Sl 51.17; 147.3)! Por que então você não tenta pregar para pecadores inveterados (Rm 5.20-6.3)?
Conclusão
Nessa parábola Jesus distingue duas classes de pessoas (v.27): os de dentro da casa e os de fora dela. Em assim fazendo ele corrobora com o padrão usado para a medida – porta estreita e porta larga.
O que resta saber é a qual dessas classes de pessoas você pertence. Porque somente uma delas vai cear com o dono: a daquelas que escolheram passar pela porta estreita.

Leitura Diária
segunda-feira .....Gn 7
terça-feira .....Mt 25.1-13
quarta-feira..... Fp 2.12-14
quinta-feira..... Mt 7.13,14
sexta-feira..... At 8.4-8
sábado..... At 17.1-9
domingo..... Lc 13.18-20

Comunicação

No dia 20(Sábado) de novembro será realizado Batismo, na Igreja Batista Central em Cabuçu – ás 15h. Contamos com a participação e a presença de toda igreja!

No dia 20 de novembro Aniversário de Ministério do PR. Rangel

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O Reino é Expansão


Texto básico: Lucas 13.18-20
Jesus compara a infertilidade de Israel com a capacidade de expansão e de produção que a mensagem do Reino tem por si só. Grão de mostarda e fermento sinalizam para pequenas coisas que têm o poder de fazer toda a diferença. Pequenas coisas que têm um grande efeito multiplicador. Assim é com o Reino de Deus.
O grão da mostarda é provavelmente a sinapis nigra (mostarda negra) que era a menor das sementes da mostarda. Já o fermento é colocado numa boa quantidade de farinha (3 medidas = 36 kg), a qual produziria pão para cerca de 162 pessoas. Alimentar a fome do mundo é uma das vocações do Reino, seja na propagação do evangelho, que anuncia que Jesus é o Pão da Vida (Jo 6), seja na propagação de valores como justiça e paz social que visam mudar a estrutura econômico-social corrompida pelo pecado. E isso é expansão!
1. Mexendo no vespeiro
Uma das tônicas ministeriais que mais tomam o tempo de líderes eclesiásticos é a questão do crescimento. Saber quantos se converteram, quantos foram batizados, qual a taxa anual de crescimento de uma igreja; volume financeiro das entradas... tudo isso e algo mais se tornou assunto preferencial para muitos. Mas algumas questões surgem: pode o Reino de Deus crescer, ou seria ele já definido? Será que é possível uma igreja, corretamente tida como uma agência do Reino, não crescer? E por fim: todo crescimento de uma igreja significa crescimento do Reino?
Para começar, quero dizer a você que num certo sentido o Reino não pode nem crescer, nem diminuir. Lembre-se de que o Reino de Deus é maior que a igreja. Dr. Ladd destaca isso ao observar a cena da adoração ao Cordeiro relatada no livro de Apocalipse (Ap 4). Nessa cena, os apóstolos estavam lá, Lutero, Calvino, Wesley, Billy Graham, você, eu,... Como isso foi possível? Pelo fato de o céu estar fora da limitação tempo/espaço. Deus habita numa realidade atemporal, sem passado, presente e futuro (Ap 13.8). Por isso nessa realidade ulterior onde a vontade do Pai é realizada no seu todo, sem qualquer impedimento ou barreira (Mt 6.10), o Reino de Deus já é.
Contudo, para nós que aqui estamos, ele é um Reino que “está sendo”. Nesse sentido, o Reino precisa crescer para dentro e para fora. Para dentro assim como o fermento com a massa, que mesmo sem ninguém ver vai mudando os corações pela influência de Cristo, cujo efeito é sentido por pessoas à volta.
Para fora porque o Reino não só está crescendo em nós, mas também ao redor de nós. A mostardeira é visível e acaba abrigando aves do céu, figura na Bíblia usada também para os povos da Terra (Dn 4.12,20-22; Ez 17.23;31.6).
É aqui, mais precisamente na figura do grão de mostarda, que está nosso maior problema. É possível uma igreja não crescer? A resposta é infelizmente sim. Isso não se dá só por conta de problemas de migração populacional, ou mesmo da ausência de uma veia evangelística no pastor, entre outros fatores. Mas sendo o Reino expansão, uma igreja que não viva os valores e ideais do Reino está fadada a não crescer, ou a não ser uma igreja. Igrejas que se identificam com uma tradição histórica acima do que diz a Palavra; igrejas cujos valores maiores não são os do Reino, mas sim os que foram construídos ao longo de sua trajetória; igrejas que não ousam mudar, uma vez compreendido o que a Bíblia diz; igrejas que preferem o engessamento à mobilidade são igrejas fadadas a não crescer. E isso não é coisa de pastor. É coisa da igreja toda. Chega a ser cruel e até mais uma prova da ausência do Reino na vida de uma igreja culpar o líder por uma deficiência que é de todo um povo.
Mas também é possível uma igreja crescer sem ter uma ligação com o Reino. Nem todo crescimento de igreja é crescimento do Reino. Se a vida das pessoas que ali congregam não é transformada; se elas não experimentam do fermento de Deus crescendo a cada dia em seus corações e melhorando a sua forma de ser; se a igreja não exerce uma profícua influência na localidade onde está; se os valores do Reino (tais como verdade, amor, perdão, graça, sinceridade, honestidade, justiça) não são vividos pela sua liderança e pelo seu povo, lamento lhe dizer: biblicamente falando o que está crescendo é uma espécie de clube (o número de sócios está aumentando!), mas não uma igreja. Uma igreja pode sim crescer muito inclusive contando com fenômenos migratórios da população, mas ter muito pouco a ver com o Reino. Não foi isso que Jesus quis dizer em Mt 7.15-23?
Bom é quando o crescimento de uma igreja está tão alicerçado com os valores do Reino que há uma expansão do domínio do Senhor no coração do seu povo e também ao redor dele.
2. O Modo da expansão do Reino
Será que há um modo, um padrão estabelecido para a expansão do Reino de Deus? De fato um processo metódico não há. Mas estas duas parábolas, objetos de nossa análise, trazem alguns princípios interessantes para nossa observação.
O primeiro refere-se ao anonimato. Um homem plantou o grão, uma mulher colocou o fermento. Jesus não atribuiu a judeu esses feitos. Isso quer dizer que pessoas podem encarnar valores do Reino e ser instrumentos de sua expansão mesmo não fazendo parte dele. Quando Bill Gates, que ao que tudo indica não é do Reino (não é crente), pega parte de sua fortuna e aplica em filantropia na África, ele está encarnando um valor do Reino chamado misericórdia. Quando ele convida outros a participarem ou mesmo influencia pessoas pelo exemplo a se engajarem, ele está contribuindo com a expansão do Reino. Isso é chocante para você? Para mim também é. Mas essa é a verdade da Palavra (Mc 9.38-41). O Reino cresce independentemente de nós.
Sem dúvida o melhor é quando a igreja encarna esses valores e puxa a sociedade para uma ação coerente. A questão é que nosso pensamento hoje é muito mais de retaguarda do que de vanguarda, ao contrário do da igreja primitiva em Atos. Fato é que os valores do Reino independem da igreja para serem vistos ou vividos. Mas sem dúvida alguma eles ganham sua melhor expressão quando o Corpo de Cristo os vive integralmente!
O segundo tem a ver com o tempo. Nem tudo que acontece pelo Reino tem efeito imediato. A mostardeira demorou a crescer. O fermento demorou a levedar. Isso equivale a dizer que há um tempo de plantio, de iniciativas (Ec 11.1-6; Gl 6.7-9) e há um tempo de colheita, de expansão. A implantação do domínio do Senhor, dos valores do Reino na vida de uma pessoa, de uma comunidade de fé, de uma cidade, de um país pode demorar um pouco para acontecer. No entanto, há uma certeza de que isso ocorrerá.
O terceiro está conectado com a simplicidade. Assim como fermento e grão de mostarda eram coisas usuais e simples de se ter naquele tempo, assim é o Reino. Ser alvo da influência do Reino é para todos, dos mais simples aos mais “complexos”. A própria expansão do Reino se dá de forma simples. Você pode usar de instrumentos midiáticos para divulgar valores. Mas não é a mídia que vai fazer o Reino crescer. Quem dá o crescimento é Deus (1Co 3.6b). Numa época em que não havia rádio nem televisão, a igreja foi chamada de cristã em Antioquia (At 11.26) e reconhecida na vida de Paulo e Silas como os que “transtornaram o mundo” (At 17.6). O que dizer de Jesus Cristo que dividiu a História em duas, antes e depois? Fermento e mostarda... expansão do Reino.
Conclusão
Sendo o Reino expansão, há duas questões que precisam perseguir você neste momento:
a. Quanto do Reino cresce em você? Você hoje é mais do Senhor do que era antes? Ou ainda há alguma área da sua vida que não pertence a Ele? Esse é o princípio do fermento... crescendo dentro de nós!
b. Quanto do Reino cresce à sua volta? Nem todas as aves do céu, isto é, nem todas as etnias foram abrigadas na árvore do Reino (Mt 24.15). O que você tem feito sobre isso?

Leitura Diária
segunda-feira .....Atos 2.37-47
terça-feira .....Mc 2.1-12
quarta-feira .....At 9.26-35
quinta-feira .....Jo 6.22-71
sexta-feira .....At 8.4-8
sábado .....At 17.1-9
domingo .....Lc 13.18-20

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Um Investimento sem resultado



Texto básico: Lucas 13.6-9
Uma das experiências mais frustrantes que um ser humano pode ter é a falta de retorno. Pais que investem anos em filhos, que por sua vez não dão nenhum retorno a eles; igrejas que investem em seminaristas que simplesmente não vingam; pastores que investem em igrejas que não saem do lugar; amigos que “carregam as fichas” numa amizade e que na hora de maior aperto são abandonados. Sem dúvida alguma, não ter resultado em um investimento é muito frustrante.
Frustração é o sentimento do coração de Deus quando contempla uma figueira sem fruto. Curioso é que a figueira na Palestina dá fruto 10 meses por ano. Em qualquer tempo um homem encontraria figo para comer, até mesmo na figueira mais desavisada. Escolhida, plantada em um lugar especial (sim, pois a vinha era plantada em solo fértil - v.6), desejada pelo dono da vinha, cuidada com todo o carinho... como podia não dar fruto? Será que sua vida está como aquela figueira? Boa terra, bom cuidado, excelente Dono, mas sem fruto?
1. Entendendo o contexto
Para que você entenda melhor esta parábola explicito os significados que foram atribuídos à figueira ao longo do Antigo Testamento.
Um primeiro significado era da figueira como símbolo da paz e da prosperidade sobre Israel. Em tempos de paz, cada israelita descansaria debaixo de sua figueira (Mq 4.4; Zc 3.10; Os 9.10).
Outro significado seria a figueira como a liderança de Israel. Gente em quem Deus investiu tempo, Palavra, mas que se recusava a andar segundo o coração dele.
Por fim há a ideia do povo de Deus (Jr 24). Nesse sentido figueira e vinha eram usadas como expressões correlatas. Ocorre que no Novo Testamento, por ser o fruto da vide (da videira) o símbolo da nova aliança entre Deus e o povo, a vinha passa a tipificar de modo preponderante esse papel (Jo 15), coisa que Isaías já fazia (Is 5). A vinha seria então o Israel de Deus, a “assembléia universal dos Santos” (Hb 12.22,23). Todos os salvos no passado, presente e futuro.
Nesse sentido Jesus então contrasta com sua vinda a esterilidade de Israel. Os teólogos destacam com razão que Israel era para ser uma nação sacerdotal, um lugar em que (vide sua localização) os povos acorreriam para buscar a presença de Deus. E essa ausência de frutos era agora mais evidenciada com a vinda de Cristo, meio pelo qual não precisamos mais de sacerdotes, nem de nações sacerdotais para termos comunhão com Deus (1Pe 2.8,9; 1Tm 2.5). Por isso o uso por Jesus de uma figueira no meio da vinha... de algo que foi tido como povo de Deus mas que, por se recusar a crer no seu sacrifício, deixara de ser.
Para evidenciar essa percepção, Lucas registra logo após essa parábola o encontro de Jesus com uma mulher israelita, frequentadora de uma sinagoga, mas que havia 18 anos era “cavalo do Diabo”. Uma figueira no meio da vinha. Gente no meio do Israel de Deus, porém não é povo do Senhor. Será que tem gente assim no nosso meio? Porque se tem, não é ficando no nosso meio que as coisas se resolverão. É indo para diante de Jesus (13.12a). Nesse encontro com o Senhor da vinha é que se deixa de ter uma vida infrutífera.
2. Há um tempo para arrependimento
Que fruto você tem dado? Suas mãos estão cheias ou vazias?
A mulher encurvada nada tinha a apresentar. Assim também acontecia com os judeus que questionaram Jesus sobre a morte dos galileus (13.1) e aos quais o Mestre falou da queda da torre de Siloé (v.4). Sem entrar no mérito desses dois fatos históricos, o que importa aqui é a lógica do infrutífero: “Reconheço que não dou fruto, mas há árvores infrutíferas piores do que a minha”. Ou ainda: “Sou pecador, mas tem pecador pior do que eu”, como se ser melhor do que alguém num quesito péssimo (pecado) tornasse alguém aprovado (bom). Afinal: ser “menos pior” torna alguém melhor? Foi essa lógica da autocomplacência que Cristo desmascarou.
Essa era a lógica de Israel diante de Deus. O que Jesus quis trazer é que há um tempo para arrependimento e que esse momento havia chegado. Em Cristo somos salvos. Olhando para Cristo, todos precisam de arrependimento, sejam judeus ou não.
Nesse sentido quero dizer que não creio num plano especial de Deus para salvar o povo judeu no futuro. Senão vejamos:
a. A Palavra de Deus fala de modo abrangente e pródigo sobre arrependimento. Talvez dois dos textos mais duros e claros sejam: Hebreus 2.2,3 e 2Pedro 2.4-11. Se nem anjos foram poupados, por que homens o seriam? (Rm 11.21);
b. A Palavra assevera a primazia de Cristo na Criação (Cl 1) e na eternidade (Ap 1-5). Fala também da cruz de Cristo como local de encontro entre o homem e Deus.
A Palavra apresenta também Jesus como a mensagem central da Bíblia. O caminho para o Pai. Sendo assim, falar num plano outro para algum povo é tornar Israel melhor que os outros povos e até mesmo melhor que Cristo. Biblicamente falando, é inadmissível qualquer depreciação da obra de Cristo e qualquer “arianização” semita. Israel existiu por causa de Cristo e não Cristo por causa de Israel.
c. Há uma incompreensão sobre a fala de Paulo em Romanos 9-11. Israel fora uma nação escolhida, mas agora perdera a condição de eleita porque o pacto salvífico não era via etnia, mas via promessa (fé – Rm 9.6-8). Nem todos de Israel (pátria) eram israelitas (povo de Deus). A expressão “todo Israel será salvo” (Rm 11.26) fala, portanto, de todo o povo de Deus ao longo da História. A eleição agora se dá em Cristo (Ef 1.4,5; Rm 8.29; 1Pe 2.8-10);
d. A esperança para Israel se chama Cristo. O caminho continua sendo o arrependimento (At 2.37-39). Para aqueles que creram e crerão, estes integram acima de tudo o Israel de Deus!
3. Deus procura fruto
Ao que tudo indica aquela figueira não queria dar frutos para Deus. Provavelmente a fala do dono se deu no 9º ano de vida dela. Isso porque 3 anos eram necessários para a árvore crescer; 3 para dar um fruto considerado proibido (Lv 19.23); no 4º ano (7º de vida da figueira) era o fruto puro para ser dado ao Senhor (Lv 19.24), coisa que devia ser renovada a cada 4 anos (Dt 14.28,29). O dono da vinha procurava fruto havia 3 anos! E aquela figueira se recusava a dar fruto ao Senhor. Será que você é bem-sucedido em tudo, frutifica em todas as áreas, menos dentro da vinha, do Reino de Deus?
O dono da vinha então volta procurando fruto. E não encontra. Nos evangelhos encontramos duas outras experiências assim: a de João 15 e a vez em que Jesus procura figos (Mt 21.18-22). Quando o Senhor da vinha não encontra fruto ele pode:
a. Arrancar (13.7), cortar. A palavra no grego katargei significa tornar inútil, ineficaz, gastar totalmente. Particularmente foi isso que aconteceu com Israel como nação, como vimos anteriormente, cumprindo assim a profecia de João Batista (Lc 3.7-9);
b. Há ainda a posição de limpar (João 15:2). A palavra no grego para cortar, airô, pode significar levantar o ramo, limpá-lo. Por vezes ramos caem e são pisados se tornando infrutíferos. Esses o dono da vinha os levanta, limpa de toda a sujeira para que possam então produzir fruto. Que imagem mais linda de como o Senhor trata conosco!
Conclusão
Por fim essa parábola mostra um dilema (vv. 7,8). Mas não é um desacordo na Trindade. Gosto da ideia de Keneth Bailey de que o debate que ocorre ali é entre os atributos de Deus: misericórdia e juízo. E como a Palavra revela, a misericórdia triunfa sobre o juízo (Tg 2.13). Se Deus procura fruto, se ainda há tempo para arrependimento é porque da parte dele há tempo para perdão. A palavra no verso 8 para “deixa-a” é a palavra usada no Novo Testamento para perdão. Deus é compassivo, tardio para irar-se! Aleluia!
Que na visitação do dono da Vinha sobre sua vida Ele o encontre carregado do fruto (Gl 5.22,23). E que caso você ainda não esteja frutificando, lembre-se de que se houve rigor com Israel e com os anjos, também haverá com você.
Leitura Diária

segunda-feira Jo 15.1-5
terça-feira Is 6.1-13
quarta-feira Jr 24.1-10
quinta-feira Mt 21.18-22
sexta-feira Jr 7
sábado Lc 13.10-17
domingo Lc 13.6-9

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