sábado, 20 de outubro de 2012
Terceiro Conselho de Paulo: Nunca desistam!
2 Corintios 4.16-18
Da segunda carta de Paulo aos Coríntios extraímos um precioso conselho para as nossas vidas hoje: aconteça o que acontecer, venha o que vier, jamais desistamos dos nossos propósitos e sonhos como cidadãos do reino de Deus.
Este conselho, o terceiro de Paulo, nos mantém na trilha que iniciamos, onde viver o evangelho é a preocupação última; pois para conquistarmos a vitória e colhermos os frutos com os quais sonhamos na vida cristã, precisamos guiarmo-nos por uma perspectiva a longo prazo. Ou seja, se quando aceitamos o desafio de seguir a Cristo o fizemos para toda a vida, o verbo ‘desistir’ vai precisar ser abolido do nosso vocabulário vivencial.
Quando a chapa esquentar, aguente firme
Paulo estava mostrando aos crentes em Corinto que é Deus quem assegura as condições para a luta diária do cristão, bem como poder para conquistar a vitória; contrastando com a fragilidade inerente à nossa humanidade (2Co 4.7-15).
A vida é composta também de experiências amargas e de difícil digestão. Os obstáculos são muitos e às vezes frequentes. Não raro questionamos se conseguiremos enfrentar determinado embate. Dúvidas, inseguranças e medos cruzam, sem muita dificuldade, as fronteiras da nossa mente e do nosso coração. Enfim, somos pessoas. Recordamos Chapplin aqui: “Não sois máquinas, homens é que sois.”
Diante desta realidade, emerge o conselho de Paulo para que perseveremos, o qual permite, pelo menos, as seguintes reflexões:
1. Não deixe a bateria acabar (2Coríntios 4.16,17)
Ao contrário do que ocorre com alguns eletrônicos que adquirimos, em cujo manual lemos que precisamos deixar a bateria esgotar para, só então, recarregá-la, na nossa vida precisamos agir antes do esgotamento.
Desanimar neste texto é sinônimo de esgotar, exaurir. Paulo estava aconselhando os crentes de Corinto a não deixarem chegar a este ponto, a evitarem o esgotamento. De fato, a sabedoria do conselho paulino é inquestionável. Pois é muito mais difícil reverter um quadro de esgotamento ou de estresse profundo, que pode levar até à depressão. Neste caso, o adágio popular faz algum sentido: “É melhor prevenir do que remediar”. O caminho para a prevenção é apontado a seguir.
a) Coloque o foco em quem você é por dentro (v.16)
Este é o primeiro contraste do texto que estamos estudando: Exterior X Interior. A NTLH traz interessante tradução alternativa para o verso 16: “… Mesmo que o nosso corpo vá se gastando, o nosso espírito vai se renovando de dia em dia”.
A ideia do texto é que à medida que vamos envelhecendo e, por isso, perdendo vigor, agilidade e reflexo, ao mesmo tempo vamos crescendo em experiência, discernimento e maturidade. O corpo há de seguir a sua trajetória de gastar-se e amiudar-se; mas o espírito, em antítese, segue sua trilha de aperfeiçoamento e santificação.
Bem, é exatamente quem você é por dentro, mais precisamente em quem você se tornou ao receber Cristo como Salvador e Senhor, que capacita você a enfrentar as tensões e crises do dia a dia, as quais atingem, em primeira instância, o seu corpo.
A História do Cristianismo registra, num de seus mais belos capítulos, o testemunho de Policarpo, discípulo do apóstolo João e pastor da igreja de Esmirna, na Ásia Menor. Instado a negar sua fé em Cristo, sob ameaça de ser lançado vivo numa fogueira, Policarpo teria respondido: “As chamas dessa fogueira podem atingir o meu corpo, mas o meu espírito está guardado com Cristo Jesus”. O episódio serve para ilustrar a validade do conselho paulino que estamos estudando. Vivesse Policarpo com o foco em quem era por fora, possivelmente teria negado a sua fé.
Para evitar o esgotamento, procure lembrar que os sofrimentos e as vicissitudes são marcas da nossa peregrinação e que, para vencê-las, você precisa fortalecer o seu homem interior.
b) Concentre-se no que tenha valor permanente (v.17)
Aqui nós temos o segundo contraste do texto: Momentâneo X Eterno. O apóstolo Paulo ensinou que, em contraponto à glória que aguarda os cristãos, que é eterna, a vida apresenta as tribulações, que são momentâneas. Além de leves.
O esgotamento toma conta, fácil, de uma pessoa que não consegue tirar os olhos das tribulações; especialmente quando se manifestam por meio de problemas e dificuldades bem maiores do que nós e bem mais contundentes do que a nossa pequena força poderia suportar.
Por outro lado, quando uma pessoa concentra-se no que tem valor permanente e eterno, atravessa em melhores condições os mais áridos desertos da vida. O esgotamento tende a instalar-se sem dificuldades quando a pessoa se deixa capturar pelo momentâneo, mas é driblado e evitado quando a pessoa aprende a viver com o coração voltado para o que é permanente e eterno.
2. Vença a mediocridade (2Coríntios 4.18)
Medíocre é o que não é grande nem pequeno, que não é bom nem mal. Assim é a vida de quem optar por excluir de sua peregrinação a fé. Uma vida sem fé é uma vida medíocre. É uma vida insossa , insípida , desinteressante.
A fé injeta emoção, estimula a criatividade, impõe que desdobremo-nos, empurra fronteiras e nos arremessa ao desconhecido.
O apóstolo Paulo ensinou aos coríntios que para aguentarem firmes, além de evitarem o esgotamento, deveriam viver a vida do justo, ou seja, pela fé (Gl 3.11). Seria esta a única forma de satisfazerem as expectativas de Deus (Hb 11.6) e conseguirem atravessar as dificuldades, vencerem as pressões e derrotarem os gigantes que, não raro, surgiriam diante deles.
Para Paulo viver pela fé implicava enxergar antecipadamente as vitórias e as bênçãos, antes vivê-las e tê-las como certas, pela convicção da graça de Deus e para a honra e glória dele. Significa, por fim, viver a vida temporal e terreal, antevivendo a vida verdadeira, que é atemporal e celestial.
Não é um convite à alienação mas um apelo a trazer para a nossa lida presente o prazer e o contentamento inerentes à vindoura. Quando se vive assim, mesmo que a chapa esquente, prosseguimos e jamais desistimos, pois conhecemos o final da história (Pv 4.18; Sl 1.6; Mt 24.13).
Assim, lembremo-nos do conselho paulino. Quando a chapa esquentar, não deixemos a bateria acabar e vençamos a mediocridade. Usufruiremos, desta forma, a bênção reservada aos que perseveram.
Leituras diárias:
segunda- feira 2 Coríntios 4.7-15
terça-feira Salmos 51.10
quarta-feira Colossenses 3.10-12
quinta-feira Romanos 5.3,4
sexta-feira 2 Coríntios 7.1-4
sábado Gálatas 3.11-14
domingo Hebreus 11.6
Segundo Conselho de Paulo: Façam do amor a prioridade
Texto: 1Corintios13
Seguindo na trilha da lição anterior, em que aprendemos que o cristianismo não é e não pode ser uma mera religião com rituais, liturgias e discursos desconectados da realidade; é antes um estilo de vida, no qual, dia a dia, tenta-se agir de forma a respeitar os princípios e os valores do evangelho. A lição de hoje vai tratar de uma questão que desafia os cristãos desde sempre: a prática do amor.
O Segundo conselho de Paulo para a vida cristã está em sua primeira carta aos cristãos que viviam na cidade de Corinto, na Grécia. Muitos dizem que a igreja de Corinto foi a mais difícil na experiência pastoral de Paulo. No entanto, o apóstolo aos gentios ministrou a essa igreja com a mesma dedicação e amor com que o fez às demais.
Extremamente pragmático e oportuno, o conteúdo desta carta paulina tem relevância inquestionável para a igreja de hoje. O foco na questão do amor objetivo sobressai dentre tantas outras, também importantes na epístola.
Falar é fácil
Como quase tudo na vida, falar de amor é fácil; amar mesmo é que se revela difícil. Paulo usou uma estratégia extremamente didática e feliz para tratar deste assunto com a igreja de Corinto. Observe que ele está, no capítulo 12 desta primeira carta, discorrendo sobre os dons espirituais. Note também que o assunto do capítulo 14 continua sendo dons. Paulo inseriu um capítulo sobre o amor no meio de um tratado sobre dons espirituais. Ele estava ensinando aos coríntios que até mesmo as experiências mais extraordinárias que a fé e a espiritualidade oportunizem, nada significam se o amor não for a marca principal da igreja.
Hoje em dia temos igrejas de todo tipo. Há a igreja que faz missões, a que evangeliza, há a igreja que adora e grava CD, a que ensina e discipula, a que faz eventos sucessivos, há a igreja que mantém centros comunitários, a que tem o foco nas crianças. Tem a igreja em célula, a igreja com celular e a igreja celular; há a igreja no modelo dos 12, também no modelo dos 7 e no modelo dos 10; fala-se de igreja multiplicadora, igreja com propósito, igreja da rede ministerial, igreja dos atletas, dos artistas e igreja dos surfistas. Enfim, há igreja de todo tipo. Não condenamos nem exaltamos nenhuma, até entendemos o que o pastor Rick Warren, da Igreja de Saddleback, em Lake Forest, Califórnia, EUA, precursora da filosofia de igreja dirigida por propósitos, quis ensinar quando disse que “é preciso ter todo tipo de igreja para alcançar todo tipo de pessoa”. Ou seja, o fato de existirem igrejas de vários estilos e que usem várias metodologias ajuda na tarefa evangelizadora.
Mas a questão é: onde está a igreja do amor? Sim, onde está a igreja em que, independentemente de estilos e modelos, metodologias e estratégias, as pessoas se amam de verdade e conquistam, pelo amor, vidas e mais vidas para o Senhor? O método do “discípulos, se tiverdes amor uns para com os outros”(Jo 13.35). Amor que viabiliza a unidade e faz o corpo de Cristo crescer (Jo 17.21). O Amor que é evidência de comunhão com Deus (1Jo 4.8).
O que é mais fácil, treinar 30 líderes de pequenos grupos, implantar uma filosofia eclesiástica fundada no radicalismo do princípio da submissão à autoridade, organizar eventos e mais eventos, ou ensinar a igreja a amar de verdade? Por escolher o caminho mais fácil, a igreja está perdendo o que há de mais precioso na experiência cristã genuína: a prática do verdadeiro amor e, por conseguinte, os frutos desta prática. Vale a pena parar para refletir sobre isso. É imperioso que a igreja de hoje considere seriamente este desvio de efeitos terríveis para os interesses do reino de Deus.
O amor é insubstituível
Neste capítulo 13 de sua primeira carta aos Coríntios, Paulo pontua algo que hoje, quase dois milênios mais tarde, precisa voltar a ser destacado: é inútil querer substituir o amor! Em todas as dimensões possíveis de serem imaginadas o amor é insubstituível. Desejar substituí-lo por dinheiro, adulação, privilégios, bens materiais e oportunidades revela-se inútil e improdutivo. Para o amor não existe ‘plano B’. Acompanhe.
1. Experiências espirituais e religiosas não substituem o amor (1Coríntios 13.1)
Sem amor, até as experiências mais misteriosas e profundas são pervertidas em motivos de competição, rivalidades e divisões na igreja. É o amor que vai sinalizar a genuinidade da experiência espiritual. Um cristão sentir-se superior a outros pelo fato de ter este ou aquele dom, ou de exercer este ou aquele ministério, é um contrassenso, um absurdo, algo simplesmente incoerente com a fé cristã.
2. Conhecimento, capacidade e fé não substituem o amor (1Coríntios 13.2)
De uma vez por todas cada cristão precisa entender que seu conhecimento, sua capacidade e até mesmo sua fé, independentemente do seu alcance ou profundidade, tornam-se presunção, ostentação e religiosidade inútil quando o amor está ausente. O amor tem a propriedade de agregar relevância social às nossas riquezas pessoais.
3. Caridade e autossacrifício não substituem o amor (1Coríntios 13.3)
Atos de misericórdia praticados sem a motivação do amor soam mecânicos, insinceros e protolocares. Com a motivação do amor, são transformadores. O protocolo faz uma pessoa concordar com um desconto em seu salário em contribuição para uma instituição social; o amor faz esta mesma pessoa ir até a instituição, conhecer e interagir com os necessitados. Por outro lado, passar uma noite sem dormir num velório, conduzir uma pessoa em uma longa viagem, entregar uma cesta básica, sem um sorriso amoroso no rosto, com murmuração, reclamando de tudo, soa hipócrita, retórico, frio. O amor faz o beneficiado ver Cristo no rosto do que ajuda.
O amor é produtivo
Aqui temos algo muito importante: O amor cristão não é contemplativo, abstrato e teórico. Antes é proativo e produtivo. Em outras palavras, o amor cristão funciona primeiro nele e, por intermédio dele, na vida do seu próximo. Ao melhorar as nossas vidas, o amor melhora nossas relações.
1. Você pode ser uma pessoa melhor (1Coríntios 13.4)
Quando o amor está presente, melhora a nossa vida na dimensão pessoal. Não somos mais levados pelo imediatismo, usados pela maldade, pelo ciúme ou orgulhosos esnobes. Assim tornamo-nos melhores cônjuges, pais, filhos, patrões, empregados, melhores cidadãos e melhores crentes. Precisamos destacar que um dos quadros mais tristes numa igreja é a falta de amor, que leva ao julgamento, ao alijamento, à rejeição e até à destruição emocional do outro. Por outro lado, o amor cura os relacionamentos.
2. Você pode se comportar melhor (1Coríntios 13.5,6)
Relacionamentos saudáveis só são possíveis com amor. Com amor pesamos nossas ações, avaliamos nossas motivações, controlamos nossos impulsos e administramos nossas emoções. O amor é o “GPS” que nos indica e monitora sempre nas trilhas da verdade e da justiça. Nosso comportamento revela se o nosso “GPS” está funcionando bem ou não.
3. Você pode amadurecer (1Coríntios 13.7-11)
As situações da vida que nos reservam sofrimentos, desafiam a nossa fé e treinam a nossa resistência, cooperam para o nosso amadurecimento, quando o amor assume a direção. Circunstâncias quando o que nós sabemos e o que desconhecemos, o que esperamos e o que já vemos não bastam para o seu enfrentamento, o amor funciona quando espaço lhe é dado para estabelecer-se.
O amor é superior
Vivemos num tempo que entroniza o pragmatismo , o materialismo e o hedonismo ; como cristãos precisamos levar o amor de Cristo para as ruas, transportando-o em nossos corações.
Ao priorizarmos o amor em nossa experiência de vida, alinhamos o enredo da nossa peregrinação com o roteiro divino, que o estabelece como elemento normatizador, modelador e motivador da nossa vida, acima mesmo da fé e da esperança que o ladeiam.
Eis o conselho de Paulo para vida cristã: Priorizemos o amor.
Leituras diárias:
Segunda-feira João 15.12,13
Terça-feira Romanos 12.9-21
quarta-feira 1 Tessalonicenses 3.12,13
quinta-feira Mateus 22. 36-40
sexta-feira 1 Pedro 1.22
sábado João 15.13
domingo Romanos 8.35-39
Frente missionária de Monte Alto realiza batismos
Cinco novos irmãos foram batizados no último sábado, na missão batista de Monte Alto, SP. A frente missionária é liderada pelo casal de obreiros Gerson e Ivaneide dos Santos, que tem lutado pelo crescimento do Reino de Deus na localidade.
Segundo os missionários, o desenvolvimento do trabalho evangelístico na cidade acontece sob um forte clima de batalha, com vários obstáculos se erguendo na tentativa de frear o avanço da Palavra. "Não foi fácil a luta, mesmo porque um dia antes do batismo e minutos antes da realização deste ato muitos dos obstáculos colocados só foram vencidos à base de oração, palavra de Deus e comunhão uns com os outros", lembrou pr. Gerson.
Os batismos simbolizaram a vitória sobre as dificuldades e o derramamento das bênçãos de Deus sobre a vida dos novos crentes em Cristo e seus familiares. "Foi um presente de Deus. São bênçãos que Deus realiza na vida destes e na nossa também que não tem como explicar a não ser vivê-las", disse o obreiro.
O pastor pede ainda para que os parceiros de Missões Nacionais intercedam por seu ministério em Monte Alto, pedindo a Deus que derrame suas bênçãos sobre os novos candidatos ao batismo que já estão sendo discipulados.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Segundo Conselho de Paulo: Façam do amor a prioridade
Texto: 1Corintios13
Seguindo na trilha da lição anterior, em que aprendemos que o cristianismo não é e não pode ser uma mera religião com rituais, liturgias e discursos desconectados da realidade; é antes um estilo de vida, no qual, dia a dia, tenta-se agir de forma a respeitar os princípios e os valores do evangelho. A lição de hoje vai tratar de uma questão que desafia os cristãos desde sempre: a prática do amor.
O Segundo conselho de Paulo para a vida cristã está em sua primeira carta aos cristãos que viviam na cidade de Corinto, na Grécia. Muitos dizem que a igreja de Corinto foi a mais difícil na experiência pastoral de Paulo. No entanto, o apóstolo aos gentios ministrou a essa igreja com a mesma dedicação e amor com que o fez às demais.
Extremamente pragmático e oportuno, o conteúdo desta carta paulina tem relevância inquestionável para a igreja de hoje. O foco na questão do amor objetivo sobressai dentre tantas outras, também importantes na epístola.
Falar é fácil
Como quase tudo na vida, falar de amor é fácil; amar mesmo é que se revela difícil. Paulo usou uma estratégia extremamente didática e feliz para tratar deste assunto com a igreja de Corinto. Observe que ele está, no capítulo 12 desta primeira carta, discorrendo sobre os dons espirituais. Note também que o assunto do capítulo 14 continua sendo dons. Paulo inseriu um capítulo sobre o amor no meio de um tratado sobre dons espirituais. Ele estava ensinando aos coríntios que até mesmo as experiências mais extraordinárias que a fé e a espiritualidade oportunizem, nada significam se o amor não for a marca principal da igreja.
Hoje em dia temos igrejas de todo tipo. Há a igreja que faz missões, a que evangeliza, há a igreja que adora e grava CD, a que ensina e discipula, a que faz eventos sucessivos, há a igreja que mantém centros comunitários, a que tem o foco nas crianças. Tem a igreja em célula, a igreja com celular e a igreja celular; há a igreja no modelo dos 12, também no modelo dos 7 e no modelo dos 10; fala-se de igreja multiplicadora, igreja com propósito, igreja da rede ministerial, igreja dos atletas, dos artistas e igreja dos surfistas. Enfim, há igreja de todo tipo. Não condenamos nem exaltamos nenhuma, até entendemos o que o pastor Rick Warren, da Igreja de Saddleback, em Lake Forest, Califórnia, EUA, precursora da filosofia de igreja dirigida por propósitos, quis ensinar quando disse que “é preciso ter todo tipo de igreja para alcançar todo tipo de pessoa”. Ou seja, o fato de existirem igrejas de vários estilos e que usem várias metodologias ajuda na tarefa evangelizadora.
Mas a questão é: onde está a igreja do amor? Sim, onde está a igreja em que, independentemente de estilos e modelos, metodologias e estratégias, as pessoas se amam de verdade e conquistam, pelo amor, vidas e mais vidas para o Senhor? O método do “discípulos, se tiverdes amor uns para com os outros”(Jo 13.35). Amor que viabiliza a unidade e faz o corpo de Cristo crescer (Jo 17.21). O Amor que é evidência de comunhão com Deus (1Jo 4.8).
O que é mais fácil, treinar 30 líderes de pequenos grupos, implantar uma filosofia eclesiástica fundada no radicalismo do princípio da submissão à autoridade, organizar eventos e mais eventos, ou ensinar a igreja a amar de verdade? Por escolher o caminho mais fácil, a igreja está perdendo o que há de mais precioso na experiência cristã genuína: a prática do verdadeiro amor e, por conseguinte, os frutos desta prática. Vale a pena parar para refletir sobre isso. É imperioso que a igreja de hoje considere seriamente este desvio de efeitos terríveis para os interesses do reino de Deus.
O amor é insubstituível
Neste capítulo 13 de sua primeira carta aos Coríntios, Paulo pontua algo que hoje, quase dois milênios mais tarde, precisa voltar a ser destacado: é inútil querer substituir o amor! Em todas as dimensões possíveis de serem imaginadas o amor é insubstituível. Desejar substituí-lo por dinheiro, adulação, privilégios, bens materiais e oportunidades revela-se inútil e improdutivo. Para o amor não existe ‘plano B’. Acompanhe.
1. Experiências espirituais e religiosas não substituem o amor (1Coríntios 13.1)
Sem amor, até as experiências mais misteriosas e profundas são pervertidas em motivos de competição, rivalidades e divisões na igreja. É o amor que vai sinalizar a genuinidade da experiência espiritual. Um cristão sentir-se superior a outros pelo fato de ter este ou aquele dom, ou de exercer este ou aquele ministério, é um contrassenso, um absurdo, algo simplesmente incoerente com a fé cristã.
2. Conhecimento, capacidade e fé não substituem o amor (1Coríntios 13.2)
De uma vez por todas cada cristão precisa entender que seu conhecimento, sua capacidade e até mesmo sua fé, independentemente do seu alcance ou profundidade, tornam-se presunção, ostentação e religiosidade inútil quando o amor está ausente. O amor tem a propriedade de agregar relevância social às nossas riquezas pessoais.
3. Caridade e autossacrifício não substituem o amor (1Coríntios 13.3)
Atos de misericórdia praticados sem a motivação do amor soam mecânicos, insinceros e protolocares. Com a motivação do amor, são transformadores. O protocolo faz uma pessoa concordar com um desconto em seu salário em contribuição para uma instituição social; o amor faz esta mesma pessoa ir até a instituição, conhecer e interagir com os necessitados. Por outro lado, passar uma noite sem dormir num velório, conduzir uma pessoa em uma longa viagem, entregar uma cesta básica, sem um sorriso amoroso no rosto, com murmuração, reclamando de tudo, soa hipócrita, retórico, frio. O amor faz o beneficiado ver Cristo no rosto do que ajuda.
O amor é produtivo
Aqui temos algo muito importante: O amor cristão não é contemplativo, abstrato e teórico. Antes é proativo e produtivo. Em outras palavras, o amor cristão funciona primeiro nele e, por intermédio dele, na vida do seu próximo. Ao melhorar as nossas vidas, o amor melhora nossas relações.
1. Você pode ser uma pessoa melhor (1Coríntios 13.4)
Quando o amor está presente, melhora a nossa vida na dimensão pessoal. Não somos mais levados pelo imediatismo, usados pela maldade, pelo ciúme ou orgulhosos esnobes. Assim tornamo-nos melhores cônjuges, pais, filhos, patrões, empregados, melhores cidadãos e melhores crentes. Precisamos destacar que um dos quadros mais tristes numa igreja é a falta de amor, que leva ao julgamento, ao alijamento, à rejeição e até à destruição emocional do outro. Por outro lado, o amor cura os relacionamentos.
2. Você pode se comportar melhor (1Coríntios 13.5,6)
Relacionamentos saudáveis só são possíveis com amor. Com amor pesamos nossas ações, avaliamos nossas motivações, controlamos nossos impulsos e administramos nossas emoções. O amor é o “GPS” que nos indica e monitora sempre nas trilhas da verdade e da justiça. Nosso comportamento revela se o nosso “GPS” está funcionando bem ou não.
3. Você pode amadurecer (1Coríntios 13.7-11)
As situações da vida que nos reservam sofrimentos, desafiam a nossa fé e treinam a nossa resistência, cooperam para o nosso amadurecimento, quando o amor assume a direção. Circunstâncias quando o que nós sabemos e o que desconhecemos, o que esperamos e o que já vemos não bastam para o seu enfrentamento, o amor funciona quando espaço lhe é dado para estabelecer-se.
O amor é superior
Vivemos num tempo que entroniza o pragmatismo , o materialismo e o hedonismo ; como cristãos precisamos levar o amor de Cristo para as ruas, transportando-o em nossos corações.
Ao priorizarmos o amor em nossa experiência de vida, alinhamos o enredo da nossa peregrinação com o roteiro divino, que o estabelece como elemento normatizador, modelador e motivador da nossa vida, acima mesmo da fé e da esperança que o ladeiam.
Eis o conselho de Paulo para vida cristã: Priorizemos o amor.
Leituras diárias:
Segunda-feira João 15.12,13
Terça-feira Romanos 12.9-21
quarta-feira 1 Tessalonicenses 3.12,13
quinta-feira Mateus 22. 36-40
sexta-feira 1 Pedro 1.22
sábado João 15.13
domingo Romanos 8.35-39
Primeiro Conselho de Paulo: Experimentem a vontade de Deus!
Texto: Romanos 12.1,2
O capítulo 12 marca o início da segunda parte da Carta de Paulo aos Romanos. Normalmente aceitamos que, na primeira parte (capítulos 1 a 11), Paulo tratou das questões de natureza teológica ou doutrinária. Já na segunda parte (capítulos 12 a 16), o apóstolo cuidou de assuntos práticos ou vivenciais. Uma outra forma de analisar isso seria dizer que a primeira é a parte da ortodoxia paulina, e a segunda, a parte da ortopraxia . Na metade inicial Paulo apresentou o fundamento, a base para os conselhos pragmáticos que ofereceu na metade final.
É precisamente do início da parte prática da Carta que extraímos o primeiro conselho de Paulo para a vida cristã: Experimentem a vontade de Deus!
Nesta primeira lição nós vamos considerar o significado deste conselho e sua observância em nossos dias.
Chega de conversa fiada!
Depois de toda uma ampla exposição sobre a doutrina correta, Paulo iniciou a aplicação à vida dos seus leitores originais (os cristãos que viviam em Roma) com um apelo veemente: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus…” (v.1). Em outras palavras: “Eu insisto que vocês, com a ajuda de Deus, ajam da seguinte maneira…”.
Vale a pena observarmos como Paulo era corajoso expositor das Escrituras. Assim como foi perseguidor corajoso dos cristãos, nos tempos da cegueira farisaica, agora tornou-se expositor intrépido da Palavra de Deus. É papel de quem ensina ou prega a Bíblia, não apenas apresentar suas verdades, mas também apontar as áreas da vida nas quais tais verdades se aplicam e como se aplicam. Pois é na hora da aplicação que a teologia se transforma em vida. O Dr. Martin Loid Jones disse: “Precisamos ter luz e calor, sermão e pregação. Luz sem calor jamais afetará a quem quer que seja; calor sem luz não tem valor permanente. No que consiste a pregação? Em lógica pegando fogo! Em raciocínio eloquente! Em Teologia em chamas!”
Se a Carta de Paulo aos Romanos terminasse no capítulo 11, não passaria de discurso teológico, de sermão sem pregação, de lógica fria e teologia molhada. Mas os 5 últimos capítulos atearam fogo na teologia. Paulo mostrou-se profundo na ortodoxia e contundente na ortopraxia.
Como precisamos disso em nossos dias! Quanta falta faz-nos o púlpito ungido, corajoso, contundente; quanto necessitamos de professores de EBD com a capacidade de ensinar lições banhadas em mensagens relevantes, oportunas e incômodas ao nosso eu secularizado.
Vivemos dias difíceis, quando o palavrório religioso está roubando o lugar do ensino fervoroso; quando o blá-blá-blá evangélico está ocupando o espaço da influência benfazeja de cristãos maduros sobre a vida de discípulos iniciantes. Eis o conselho de Paulo para a nossa igreja hoje: Chega de conversa fiada! Está na hora de vocês, cristãos, mostrarem o verdadeiro evangelho por meio de ações concretas, subsidiadas por condutas íntegras e posturas corajosas, brilhando como estrelas, diante de uma cultura relativista e malignamente em desordem (veja Fl 12-16). Na trilha para experimentar vontade de Deus passamos necessariamente pelo desafio de romper com a religiosidade do discurso e enfrentar o mundo com os valores do evangelho.
É pegar ou largar!
Paulo entende que a vontade de Deus não era para ser apenas entendida, debatida ou discutida; precisava ser experimentada. “… para que experimenteis…” (Rm 12.2). Experimentar aqui (como traz a versão Revista e Atualizada da SBB, bem como a Versão Revisada da IBB), é tradução do grego ‘dokimazo’, que significa: Testar, examinar, provar, verificar, reconhecer como genuíno etc. Eugene Peterson ousou uma tradução alternativa: “… Descubram o que ele quer de vocês e tratem de atendê-lo…”(A Mensagem). Notemos que o sentido apontado é o da vida prática, da realidade cotidiana, da concretude em que precisamos decidir fazer o que entendemos ser correto diante de Deus e então verificarmos os resultados desta nossa decisão.
Neste ponto o cristão vai precisar fazer uma escolha: ou estaciona numa religiosidade contemplativa e meramente teórica, que em nada altera e nada impacta a vida e a história; ou avança corajosamente, pela fé, para uma práxis cristã libertadora (do comodismo farisaico) e construtora (de uma personalidade mais semelhante a Cristo e de uma sociedade mais consentânea com os propósitos de Deus). Não existe meio termo: é pegar ou largar.
Acertando o alvo!
Para experimentar a vontade de Deus nas áreas e nas questões bem práticas do nosso dia a dia, vamos precisar praticar a dedicação integral das nossas vidas a Deus. Isso se dá por meio de três atitudes bem simples, mas extremamente profundas:
1. Precisamos dedicar a Deus as nossas ações (Rm 12.1)
Tudo o que fazemos é por intermédio do nosso corpo. É por ele que vivemos, pragmaticamente falando. Todas os nossos atos são concretizados pelos membros do nosso corpo. Assim, ‘apresentar o corpo’ significa praticar ações que subam até as narinas de Deus como cheiro suave (veja Levítico 29.8); implica adorar o Senhor com todas as nossas ações.
A pergunta é: As nossas ações são dignas de serem apresentadas a Deus como adoração e louvor?
2. Precisamos dedicar a Deus os nossos pensamentos (Rm 12.2a)
Renovação da mente implica substituição de paradigmas. Os conceitos, princípios e valores errados que jazem em nossas mentes, depositados ali sorrateiramente pelo Diabo, pai da mentira (Jo 8.44), precisam ser substituídos pelas verdades eternas da Palavra de Deus. Chamamos de libertação o resultado desta substituição (Jo 8.32,36), que se dá em nossas vidas pelo processo que chamamos de santificação. À medida que a Palavra de Cristo vai habitando em nós e nos libertando das mentiras de Satanás, forma-se em nós a mente de Cristo (1Co 2.16).
Se por um lado tudo fazemos por meio do corpo, por outro lado é a mente que comanda o corpo. Logo, o corpo é servo da mente. Como pensamos determina o que fazemos e até quem somos (Pv 23.7). Assim que, se a impureza e o mal dominarem a nossa mente, o nosso corpo será instrumentalizado para o pecado e para a maldade. Por isso mesmo, o próprio Paulo nos adverte a cuidarmos bem e sermos seletivos em tudo o que pensamos (Fp 4.8).
A pergunta agora é: Que tipo de ações são prenunciadas pelos pensamentos que permitimos habitar em nós?
3. Precisamos dedicar a Deus as nossas intenções (Rm 12.2b)
Se o corpo é controlado pela mente, os nossos desejos também deveriam ser. Mas o pecado, que marca a nossa natureza humana, luta tenazmente para que os nossos desejos carnais controlem a nossa mente.
Mas é exatamente quando dedicamos a Deus as intenções e desejos do nosso coração que a mente de Cristo, em formação em nós, prevalece sobre a nossa vontade má, imperfeita e amarga, contrastante com a de Deus, que é boa, perfeita e agradável.
De forma que, mesmo desejando ou tendo alimentado a intenção de conseguir algo que colide com o querer divino, eu sigo o exemplo de Paulo e também “… esmurro e reduzo-o à escravidão…” (1Co 9.27).
Aqui a pergunta a ser feita é: na nossa vida, as nossas paixões têm controlado a nossa mente e, por isso, determinado as nossas ações?
Esta dedicação total, de intenções, pensamentos e ações a Deus, nos fará experimentar a sua vontade em cada área da nossa vida. Quer no contexto conjugal e familiar, quer em nossos relacionamentos, na nossa vida profissional e também na nossa vivência eclesiástica.
O primeiro conselho de Paulo para a vida cristã é que vivamos uma vida linda, sempre dedicando nossos desejos, pensamentos e ações ao senhorio de Cristo, que nos esquadrinha por sua Palavra viva e operosa (Hb 4.12); encarando, dia após dia, o desafio de experimentar a vontade de Deus em cada aspecto e em cada área da nossa vida.
Que consigamos vencer todas as barreiras, para seguir este abençoado conselho, parando de conversa fiada, dedicando todo o nosso ser a Cristo.
Leituras diárias:
segunda- feira 1 Coríntios 6.19,20
terça-feira Filipenses 1.20,21
quarta-feira Gênesis 22.1-24
quinta-feira Efésios 4.17-24
sexta-feira 2 Coríntios 3.18
sábado 1 João 2.15-17
domingo Efésios 6.5,6
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
LUTANDO PELA SANTIDADE
Texto: Neemias 13.
“Não existe atalhos para a santidade”.
(A. W. Tozer)
Chegamos ao final do nosso estudo. O último capítulo não relata uma grande celebração ou as famosas recomendações tão comuns nas epístolas escritas por Paulo. Os fatos narrados neste capítulo 13 revelam os acontecimentos relacionados ao período em que Neemias esteve ausente de Jerusalém. Quando ele teve que prestar contas ao Rei Artaxerxes, após cerca de doze anos. Não temos o registro do tempo em que ele permaneceu na corte até conseguir uma nova autorização para o retorno a Jerusalém (2.1,6,13.6).
Neemias ao invés de narrar uma recepção calorosa e festiva, narrou a “degradação” espiritual que havia tomado conta dos judeus. As coisas foram de mal a pior durante o período em que esteve ausente. As atitudes das pessoas contrariava a vontade de Deus. Ele precisou agir rapidamente.
Novamente podemos perceber a firmeza espiritual de Neemias, agora mais maduro, ele teve que se envolver numa desgastante reforma que exigiu dele firmeza (V.8,11,17,27) e muita oração (V.14,22,29,31). Neemias trabalhou e se arriscou ousadamente para que o povo retornasse ao caminho da santidade. Seu intento era levar o povo de volta ao centro da vontade de Deus.
OS EQUIVOCOS PRATICADOS PELOS JUDEUS
1°) Uso indevido das dependências do templo (V.4-9) – O sacerdote Eliasibe era o encarregado dos depósitos do templo (12.44). Ele também era um parente próximo de Tobias, o mesmo que participou da oposição a reconstrução dos muros (1.10; 4.3; 6.1; 6.12). Eliasibe cometeu o erro de ceder a Tobias uma grande sala, que deveria ser usada para guardar os dízimos e as ofertas. Neemias, muito aborrecido, primeiro desocupou a sala, depois tratou de purificá-la e por fim, designou-a para o seu verdadeiro fim (V.9).
2°) A falta de sustento para os que trabalhavam no templo (V.10-13) – Num momento de grande quebrantamento (Lição 11), um acordo havia sido feito: “Não negligenciaremos o templo do nosso Deus” (10.39). Infelizmente eles não estavam cumprindo os votos. O resultado foi à falta de recursos para os que serviam no templo. Os levitas deveriam morar no templo e receber pagamento pelos trabalhos desempenhados. Mas, devido a grande negligência na entrega dos dízimos, Eles tiveram que abandonar seus postos e retornar para suas terras em busca do sustento. Ao saber do que estava acontecendo, Neemias repreendeu os oficiais, convocou os levitas e os recolocou em seus postos e por fim, designou pessoas de confiança para administrar a distribuição dos recursos entregues pelo povo.
3°) A negligência do sábado (V.15-22) – Novamente eles estavam descumprindo um voto feito (10.31). O sábado deveria ser um dia apenas para honrar a Deus e para descanso. Mas os judeus estavam profanando o sábado pelo comércio. Observar o sábado era um sinal especial do povo israelita (Ex. 31.12-17). Segundo o Comentário bíblico Broadman: “Desconsiderar ou violar o sábado era romper com o pacto e atrair a ira de Deus sobre a comunidade”. Neemias reprendeu os nobres lembrando-lhes as tristes consequências dos pecados cometidos pelos antepassados. Ordenou que as portas da cidade fossem fechadas no por do sol de sexta-feira e abertas apenas quando o sábado tivesse terminado. Ele confrontou os comerciantes que estavam negociando do lado de fora da cidade e ameaçou prendê-los. Por fim, ele convocou os levitas, dando-lhes o encargo de zelar pela guarda do sábado.
4°) O envolvimento com estrangeiros (V.23-30) - Mais um voto não estava sendo cumprido (10.30). Neemias ficou furioso com a mistura de idiomas que ele havia percebido nas crianças. Ele não “incitou” o divórcio por parte daqueles que habitavam com estrangeiras. Ele estava apenas defendendo uma postura diferente em relação aos próximos relacionamentos. Mas com o filho do sumo sacerdote Joiada foi diferente (V.28). Neemias agiu com autoridade expulsando-o. Ele por ser da linhagem sacerdotal não poderia se relacionar com estrangeiras (Lev. 21.4,7,14). Ele havia casado com a filha de Sambalate um declarado opositor de Neemias. Ele foi mais severo com aquele que provavelmente seria um futuro líder espiritual do povo.
LIÇÕES PARA OS NOSSOS DIAS.
1. Diante do pecado visível no meio do povo, um líder espiritual deve agir em busca da santidade. Deve se esforçar ao máximo para conduzir as pessoas de volta ao centro da vontade de Deus - Quando o assunto é o pecado, não podemos cair na armadilha da passividade. Já estudamos sobre isso na lição 11. Charles R. Swindoll declarou: “Nenhum líder deve brincar com o erro”. Ao comentar as atitudes de Neemias neste capítulo, ele destacou as seguintes qualidades:
1. Neemias enfrentou o erro diretamente.
2. Neemias lidou severamente com o erro.
3. Neemias trabalhou por uma correção permanente.
4. Neemias sempre acompanhava o erro com oração.
Outros servos de Deus agiram de forma semelhante à Neemias ao confrontar os erros: Moisés (Êx. 32); Samuel (I Sam. 15); Jesus (Jo. 2); Pedro (At. 5); Paulo (II Cor. 6); João (III Jo.9). Diante do pecado revelado, nós também precisamos agir em busca da restauração que vem do Senhor. Precisamos aplicar a orientação de Paulo em Gl 6.1: “Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado”. É missão de cada salvo conduzir as pessoas à reconciliação com Deus (1Jo 1.9).
A busca pela santificação deve ser constante. Jamais será uma tarefa simples. Uma vida de santidade exigirá renúncias, perseverança e fé nas promessas de Deus. “O caminho da santidade que leva à felicidade é um caminho estreito; só há lugar para um Deus santo e uma alma santa andarem juntos”. (Thomas Brooks).
2. Nossos votos precisam ser acompanhados dos nossos atos – Salomão declarou: “Quando você fizer um voto, cumpra-o sem demora, pois os tolos desagradam a Deus; cumpra o seu voto. É melhor não fazer voto do que fazer e não cumprir” (Ecl. 4,5). Em nosso estudo observamos algumas falhas dos israelitas que infelizmente ainda estão sendo repetidas por muitos servos de Deus.
1. Alianças que profanam o sagrado (I Cor. 3.16).
2. Não se envolver no sustento da obra de Deus (Mal.3.10).
2. Negligência quanto a adoração (Jo. 4.23)
3. Jugo desigual (II Cor. 6.15).
Não podemos esquecer as nossas responsabilidades diante do nosso Deus. Tudo aquilo que plantamos, colhemos (Gl 6.7).
3. A verdadeira santidade será precedida de oração, obediência às leis de Deus e firmeza – Paul S. Rees afirmou: “O problema de muitos cristãos é que eles estão mais preocupados com sua doutrina da santidade do que com o fato de serem revestidos da beleza da pureza de Cristo”. Para que haja uma verdadeira santificação na vida do crente e consequentemente da igreja, será preciso uma decisão. Somente os inconformados com o mundo (Rom.12.2) serão íntimos do Senhor (Jo 14.21; Tg 4.4; I Jo. 2.15). Santificação não deve ser um conjunto de regras ou declarações teológicas, deve ser um estilo de vida por parte daqueles que já foram alcançados por Jesus. Para os que ainda não foram, é necessário primeiro uma conversão genuína aos pés de Cristo.
PARA DISCUSSÃO EM CLASSE?
1) Qual tem sido a postura da liderança da igreja evangélica brasileira em relação aos pecados cometidos internamente?
2) Estima-se que mais da metade dos membros das igrejas são negligentes na entrega do dízimo? Qual a razão deste grave desvio de conduta?
3) Quando nos assemelhamos aos judeus em relação a negligência ao dia de culto? Quais os maiores prejuízos quando o mesmo não é observado?
4) O que tem levado os cristãos a buscarem união conjugal com incrédulos? Nossos jovens estão levando a sério as leis de Deus para o corpo e a formação da família?
LEITURA DIÁRIA:
Segunda – Gálatas 6.1-10.
Terça – Efésios 5.1-21.
Quarta – Tito 2.11-14.
Quinta – Hebreus 3.12-19.
Sexta – II Crônicas 7.11-15.
Sábado – Hebreus 10.19-39.
Domingo – Filipenses 3.12-16
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