sábado, 12 de janeiro de 2013

Malásia: vitórias no campo

Os missionários Jorge Luís e Cristina Nascimento estão na Malásia, nação de maioria muçulmana no Sudeste Asiático, para testemunhar o Evangelho de Cristo no país, e recentemente o casal tem tido vitórias no campo, como eles mesmos relatam. “Pedimos orações, pois havia uma grande chance de sermos interrogados pela Polícia local, uma vez que as leis religiosas aqui são severas. Porém, pela misericórdia do Senhor, nada aconteceu”, diz o missionário Jorge Luís.
“Pedimos orações, pois havia uma grande chance de sermos interrogados pela Polícia local, uma vez que as leis religiosas aqui são severas. Porém, pela misericórdia do Senhor, nada aconteceu”, diz o missionário Jorge Luís.
O casal, que desenvolve o Programa Esportivo Missionário (PEM) no campo, começou um novo projeto com os pais das crianças da escola de futebol onde os missionários trabalham. “Montamos um time de futebol para os pais, e isso tem sido animador, pois nos coloca mais perto das famílias e nos abre portas de relacionamento para proclamar a Verdade”, explica o missionário. Já no início de 2013, a missionária Cristina começará reuniões com as mulheres. “Ela já fez vários contatos e está muito animada”, conta Jorge Luís. “Acreditamos que essas reuniões serão uma grande ponte de relacionamento com o povo local”, acrescenta. Os missionários finalizam pedindo oração pelo ministério na Malásia e também pela saúde deles e dos filhos. “As lutas são diárias, mas as vitórias são constantes. Deus é bom”, conclui. Por Willy Rangel 28 de dezembro de 2012 JMM

Cultuar é necessário

Texto Bíblico: Salmo 100.2 Introdução Tem crescido o número daqueles que defendem que o culto coletivo não é necessário. Eles afirmam que o culto útil a Deus é aquele que se traduz em serviço ao próximo. É uma espécie de culto “indireto”, ou seja, Deus é adorado por intermédio do serviço prestado aos outros. Não há dúvidas de que a prática das boas obras é uma ação da fé cristã que glorifica a Deus, quando nascidas na sinceridade do coração, mas não é razão para apagar da “agenda” do cristão o culto da comunidade de fé. É um erro de interpretação bíblica tal concepção! Uma coisa não pode ser elevada em detrimento da outra. O culto é necessário. Refletiremos sobre quatro justificativas dessa necessidade . 1. O culto é necessário por ter sido instituído por Jesus Cristo Cristo não só instituiu mas também ordenou o culto. Quando a igreja celebra o culto, simplesmente obedece à ordem de Jesus. Culto não é invenção da igreja, mas odediência: “Fazei isto em memória de mim” (Lucas 22.19; 1Coríntios 11.24,25). A igreja se reúne para reviver a memória do sacrifício perfeito, da entrega suficiente, da morte e ressurreição do Salvador. Cultuar é anunciar o sacrifício e a volta de Jesus, envolvidos no memorial da ceia do Senhor (1Coríntios 11.26). Relembrar o sacrifício de Jesus na cruz e o túmulo que ficou vazio faz da nossa adoração uma demonstração de gratidão, que gestos e palavras não dão conta de expressar. Um culto que não começa e termina em Jesus está carente de propósito, podendo até ser transformado numa reunião social. O chamado de Jesus ao culto envolve a comunhão com o Pai e entre os irmãos, ambas possíveis pela mediação dele. Em Jesus, as nossas individualidades e preferências dão lugar à coletividade e ao bem comum. O cristão que pensa que o culto é para ser realizado do seu jeito está muito enganado. Há outros que se comportam como se estivessem sozinhos no templo ou como se Deus apenas olhasse para eles. Pobre raciocínio. Quem não aprende a viver em comunhão evidencia que não ouviu o chamado de Jesus para o culto. 2. O culto é necessário porque é suscitado pelo Espírito Santo Negar a necessidade de culto é contestar a ação do Espírito Santo na vida do salvo (2Coríntios 1.22). É o próprio Espírito que “dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus” (Romanos 8.16). O culto é uma celebração de gratidão daqueles que estão sendo preparados por Deus, na garantia do seu Espírito (2Coríntios 5.5). A ação de graças daqueles que foram alcançados pelos milagres de Cristo, conforme registram os evangelhos, são notáveis exemplos da necessidade de culto suscitada pelo Espírito Santo: o paralítico, curado, voltou para a sua casa gloricando a Deus (Lucas 5.25); a mulher enferma, curado por Jesus num sábado, se endireita e dá glória a Deus (Lucas 13.13); o leproso, que diferentemente dos outros nove, compreendeu o significado da sua cura, retonou “glorificando a Deus em alta voz” (Lucas 17.15); o cego de Jericó, curado, decide seguir a Jesus, dando louvores a Deus (Lucas 18.43). Não só aqueles que foram alvos das ações miraculosas de Jesus foram movidos a render graças, mas todos que alcançaram a salvação em Cristo. A própria confissão de que Jesus é o Senhor é pelo Espírito Santo (1Coríntios 12.3). Cultuando a Deus, rendemos graças pelo seu perdão, que nos restituiu a capacidade de adorar, perdida por causa do pecado. Aquele que tem a presença do Espírito Santo de Deus na vida é movido a cultuar. 3. O culto é necessário porque é um dos meios de efetivação da história da salvação O fato de Jesus ter morrido de uma vez por todas pela salvação do mundo não significa que toda a humanidade está salva automaticamente. Para que o ser humano seja salvo é necessário arrependimento dos pecados e fé em Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. É assim que tem prosseguimento a história da salvação. O Espírito Santo nos convence do pecado, da justiça e do juízo (João 16.8), passamos a fazer parte do corpo de Cristo – a igreja – e nele somos mantidos. No culto, celebramos a Palavra da salvação, relendo a narrativa bíblica. O ser humano, criado por Deus à sua imagem e semelhança, pecou e foi separado de sua glória (Romanos 3.23). A recompensa do pecado é a morte (Romanos 6.23). Deus mesmo providenciou o meio de reconciliação e o fez conhecido na sua encarnação (João 1.14). Em Jesus, todos têm acesso a Deus. Esse caminho de retorno é celebrado no culto cristão e efetivado por obra do Espírito Santo na vida do pecador que se arrepende. Portanto, afirmar que o culto não é necessário ao salvo equivale a desprezar a fonte da graça e a esquecer as palavras de Jesus. 4. O culto é necessário porque o reino de Deus ainda não se manifestou em todo o seu poder A igreja terrena é militante. Somente no céu a igreja será triunfante. Quando estivermos no céu, não precisaremos congregar nos templos, pois o santuário será o próprio Senhor Deus, o Todo-Poderoso, e o Cordeiro (Apocalipse 21.22). Enquanto na terra, é necessário o ajuntamento do povo de Deus para o culto. O reino de Deus já está presente entre nós, mas não em sua plenitude. Os que se comportam como se tudo na terra já fosse o reino de Deus erram por não considerar a dimensão escatológica da igreja no mundo. Noutras palavras, este mundo passará e a igreja, santa e purificada, continuará viva na eternidade de Deus. O culto celebra a esperança da volta de Jesus, reafirmando, de contínuo, que não estamos sozinhos na caminhada, mesmo que enfrentemos lutas e privações, tão naturais à realidade humana. No céu, não precisaremos nos ajuntar para o culto, porque sempre estaremos juntos e em culto diante do Cordeiro de Deus, gloricados por Ele, definitivamente livres da presença do pecado. Para pensar e agir Cultuar é necessário, mas não como quem “bate cartão” por obrigação numa empresa, mas com voluntária alegria (Salmo 100.2). Li uma história narrada por um pastor, como verídica, que dizia o seguinte: “ao final do ano, um irmão (daqueles “cheios de cargos”) disse ao pastor que não assumiria nenhum cargo ou ministério para o ano seguinte, pois queria um tempo de “descanso, sombra e água fresca” (aspiração de quem está prestes a se aposentar, mas de “impossível” aplicação na igreja de Cristo). Mesmo orientado pelo pastor, o irmão manteve-se irredutível em sua decisão. Poucos dias após, exatemente no dia 31 de dezembro, o dito irmão faleceu (como qualquer mortal), mas o pastor observou alguns fatos curiosos: o irmão descansou exatamente no último dia dos “compromissos assumidos”; seu sepultamento deu-se à sombra de uma frondosa amendoeira, e, como só acontece em casos especiais, num calor de 40 graus, ao término do sepultamento, caiu uma pesada chuva (daquelas que, nem correndo, dá tempo de não se molhar) e regou abundantemente a sepultura. Curioso, – deduziu o pastor – o irmão teve seu pedido atendido integralmente: descansou, foi sepultado à sombra de uma frondosa amendoeira e recebeu água fresca em abundância”. Não percamos tempo, abrindo mão de participar do culto coletivo por motivos infundados. Valorizemos as oportunidades, priorizemos as celebrações. Cultuar é necessário. Façamos a nossa parte. Leituras Diárias Segunda: Salmos 11, 12 e 13 Terça: Salmos 14 e 15 Quarta: Salmos 16 e 17 Quinta: Salmo 18 Sexta: Salmo 19 Sábado: Salmos 20 e 21 Domingo: Salmo 2

O que é culto

Texto Bíblico: Romanos 12.1 Introdução Pela graça de Deus, estamos iniciando uma abençoadora caminhada, refletindo sobre princípios para o culto cristão. Um passo necessário é definir o que entendemos por culto. Há diversas definições de culto, que competentes estudiosos registraram. Selecionamos uma, de Nelson Kirst, que diz que “culto é o encontro da comunidade com Deus e liturgia é o conjunto de elementos e formas através dos quais se realiza esse encontro” . Essa definição nos ajuda a compreender algo muito importante: culto é a essência e liturgia, a forma, os elementos. Embora as formas de culto possam ser variadas, a sua essência deve permanecer inalterada. O culto de anos atrás, quando as igrejas tinham menos recursos – algumas utilizavam lamparinas, inclusive – é o mesmo de hoje, com vários instrumentos, boletim, multimídia etc. O que mudou de lá para cá? Os recursos, as formas, ou seja, a liturgia, mas não a essência que caracteriza um verdadeiro culto cristão. Se essa essência foi mudada, alguma coisa está errada. Será preciso rever o valor do culto e a importância dos seus elementos. O que não é culto Lamentavelmente, não basta definir o que é culto, também se faz necessário dizer o que não é culto. Denise Frederico afirmou que “o culto cristão não é um show, como se vê na televisão, com um apresentador famoso lá na frente, tentando ganhar pontos no Ibope para a sua emissora. Não é uma performance, com atrações variadas, apresentações pessoais e coletivas para abrilhantar e fazer a plateia sair satisfeita por ter usado bem seu tempo e seu dinheiro” . A pluralidade deste tempo tem dominado as mentes. As pessoas estão sendo “engolidas” pela febre do imediato, do descartável e do clientelismo. Essa visão de mercado, se não houver cuidado, acaba chegando aos membros da igreja. São aquelas pessoas que se acham no direito de serem clientes dos cultos das suas igrejas, para usufruir bons produtos “sacros”. O pior de tudo acontece quando a liderança acredita e transforma o culto em show. Esquece-se de que se deve agradar ao Senhor e passa-se a agradar aos “clientes”. Aí acaba valendo tudo e, por conseguinte, “não tem nada a ver”. Que desastre! Culto é sacrifício vivo O apóstolo Paulo exortou os romanos – e a nós, também – a se apresentarem integralmente a Deus, “como sacrifício vivo, santo e agradável” (Romanos 12.1). Esse é o culto espiritual! Aqui, vale a pena destacar duas nuances do culto: a individual e a coletiva. Ao longo dos estudos, faremos destaques desses dois aspectos. Prestamos culto a Deus na individualidade. O culto pessoal não tem intervalos, é contínuo, dura a vida toda. Como servos do Senhor, todos os nossos pensamentos e atitudes se constituem em culto, ou seja, devem glorificar a Deus. É colocar o nosso corpo, a nossa vida, por inteiro, à disposição de Deus. É um oferecimento ininterrupto. É como diz o hino 543 do Hinário Para o Culto Cristão: “em palavras, ações e atitudes refletirei sua luz”. Refletindo Cristo, cultuamos a Deus, exaltando a sua pessoa e testemunhando os seus feitos poderosos e inigualáveis. Prestamos culto a Deus na coletividade. Somos família de Deus, integramos o corpo de Cristo. A dimensão do culto é tanto individual quanto coletiva. A Bíblia é clara ao recomendar: “não abandonemos a prática de nos reunir, como é costume de alguns, pelo contrário, animemo-nos uns aos outros, quanto mais vedes que o Dia se aproxima” (Hebreus 10.25). Deus sempre externou o seu desejo de ver o povo reunido para cultuá-lo: “deixa o meu povo ir para que me cultue” (Êxodo 7.16). O culto litúrgico sempre reúne pessoas. A própria palavra liturgia significa “ação do povo”. É uma resposta coletiva ao amor de Deus, que nos faz próximos em Cristo Jesus. O domingo é um dia muito esperado por nós, pois nele a comunidade de fé, a família espiritual se ajunta para adorar a Deus. Não devemos vir para o culto coletivo com o rosto fechado, com o semblante caído, como quem é forçado a fazer algo indesejável. Não! A vinda para o ajuntamento solene é motivo de festa, de regozijo espiritual, pois é o próprio Deus, o Rei dos reis, o Criador, quem nos convida. Servir a Deus e pertencer à sua família é um privilégio que deve ser valorizado ao extremo. Pra que serve a liturgia “A liturgia serve para moldar o culto cristão, ou seja, ‘desenhar’ o culto”. Dela fazem parte todos os elementos que são usados para se ordenar o culto. Denise Frederico diz que “fazer liturgia é como projetar uma casa” e sugere imaginar-se como um arquiteto que vá desempenhar um projeto para um cliente. Uma das necessidades primeiras é conhecer bem o cliente. Se a condição financeira for boa, o arquiteto poderá até projetar uma casa grande, mas, se não for, será colocado no papel o mínimo essencial. Logo, assim como no processo de construção de uma casa, na construção de uma liturgia há coisas que poderão ser descartadas e outras não. Na igreja, no início, não havia uma forma de culto, mas os cristãos foram criando formas próprias de culto, ao mesmo tempo em que frequentavam o templo. A Bíblia era o único livro litúrgico utilizado (parte do Antigo Testamento e, mais tarde, o Novo Testamento). Entre os primeiros cristãos não havia regras litúrgicas precisas. Apenas era mantida uma tradição comum. A busca da liturgia nas páginas do Novo Testamento será pouco produtiva, pois a igreja primitiva não sacralizou uma liturgia. Entretanto, nas páginas do Novo Testamento, observa-se que a ênfase no culto não está nos feitos dos homens, mas nos feitos de Deus. Esse assunto não agrada muito, pois, como característica humana, as pessoas querem ser invocadas e aplaudidas. O culto não é para isso. Nele são enfatizados os feitos de Deus. Resumindo, liturgia é o somatório de todos os elementos que constituem a ordem do culto cristão. Para pensar e agir Cultuar a Deus é privilégio e compromisso do cristão. Quando cultuamos, reconhecemos quem Deus é e quem somos. Uma tendência daninha tem sido difundida por alguns, ensinando o erro de se exigir de Deus o atendimento das vontades humanas. É justamente o contrário. Deus é o Senhor e nós nos adequamos à sua vontade. Ele manda, nós obedecemos. Cultos que não celebram a Deus e os seus feitos devem ser repensados. É possível idolatria numa celebração evangélica, basta tirar o foco de Deus. Às vezes, pensamos que idolatria só acontece diante de uma imagem, mas a questão é muito ampla. Quando os feitos humanos roubam a cena dos feitos de Cristo, a celebração é idólatra. Por isso, a recomendação paulina deve estar sempre viva em nossas mentes, pois culto é “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. É para Ele e por Ele que cultuamos. Não gastemos tempo com questões secundárias, mas aproveitemos bem cada oportunidade de celebrar a Deus, com vida santificada e agradecida pela bênção da salvação. Leituras Diárias Segunda: Salmos 1 e 2 Terça: Salmos 3 e 4 Quarta: Salmos 5 e 6 Quinta: Salmo 7 Sexta: Salmo 8 Sábado: Salmo 9 Domingo: Salmo 10

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Últimos conselhos de Tiago

TIAGO 5.9-19 INTRODUÇÃO Apesar de reiterar as exortações feitas nos capítulos anteriores – a guarda da língua; paciência nas tribulações e sofrimento; a importância de honrar a palavra empenhada – Tiago introduz novos assuntos nos seus conselhos finais: o comportamento do crente nos momentos de tristeza ou de alegria; a importância e a objetividade nas orações e a preparação para a volta do Senhor. Ao relembrar seus conselhos, Tiago revela o quanto estava preocupado com aqueles irmãos e esperava urgentemente uma mudança radical em suas vidas. Note-se que apesar da cobrança de uma postura digna de cristãos, Tiago insistia em confortá-los e encorajá-los. Este deve ser o comportamento do crente. Aquele que caiu em pecado deve ser exortado, sim. Contudo, antes de qualquer palavra dura, deve-se tentar colocar-se no lugar do outro; usar de misericórdia, sabendo que poderia incorrer no mesmo erro. Deve-se, ainda, encorajar o irmão caído a levantar-se. Lembrar-lhe que Cristo o ama e que você o ama também. ANÁLISE DO TEXTO “não vos queixeis irmãos uns dos outros, para que não sejais julgados. Eis que o juiz está à porta.“ (5.9) Tiago já havia orientado sobre a guarda da língua (cap. 3.1-10 e 4.11). Relembra que devem deixar de lado a maledicência; devem abandonar as críticas destrutivas. Se houver necessidade de correção, que seja feita com paciência e amor. Qualquer julgamento deve ser entregue a Cristo. Tiago cria que Jesus voltaria naqueles dias e, portanto, quando voltasse julgaria os erros cometidos. Aqueles irmãos não precisavam fazer a tarefa do Justo Juiz. a questão da paciência e do sofrimento (5.10 e 11) Tiago retorna ao problema da paciência nas tribulações e sofrimento (1.1-4). Relembra o que sofreram os profetas e o exemplo de paciência e perseverança que deram. Recorda ainda que aqueles que suportam as provações são bem-aventurados. a honestidade no empenhamento da palavra. (5.12) Era comum jurar por qualquer motivo. Tiago condena os juramentos, demonstrando o que aprendera com Jesus. os céus - lugar onde está Deus. a terra - lugar sagrado criado por Deus. Havia o hábito de se jurar em nome de Deus, pelos céus ou por um ou mais objetos sagrados. Tiago ressalta que nem Deus nem o objeto poderiam garantir o cumprimento de uma palavra empenhada. Eles não são para serem tomados em vão. A palavra deve ser empenhada com honestidade. Se não for cumprida, ou não houver a intenção de cumpri-la, não deve ser firmada. o comportamento do crente nos momentos difíceis e na alegria (5.13) Tiago trata da conduta cristã nos principais momentos da vida. Na doença, é a oportunidade para exercitar-se na oração. De um modo geral, toda enfermidade acaba causando aflição tanto para o doente, quanto para seus familiares e amigos. “Está aflito alguém entre vós?” Aflito tem o mesmo sentido de sofrimento. Este envolve qualquer tipo de tribulação, aperto, enfermidade, necessidade ou privação. Na alegria, o crente cantando, louvando, não só estará demonstrando sua gratidão, como estará sempre se lembrando da sua dependência dele. Tiago adverte que é nas horas de alegria que o crente tende a se esquecer de Deus. a oração (5.14-18) objetiva – para que alguém seja curado. Depois de curado o doente, entendendo ele que necessita da cura maior – a salvação – terá seus pecados perdoados se aceitar a Jesus como Salvador. a confissão de pecados – esta é a condição para resposta à oração. Tiago demonstra que se alguém pecou contra o seu irmão, deve ir até ele e declarar verbalmente o seu pecado àquele irmão. Não é para sair confessando um ou mais pecados cometidos para todos ficarem sabendo. Também não é para encobrir pecados. Vá até aquele contra quem pecou, confesse e peça perdão. Se pecou contra a igreja, denegrindo a sua imagem, deve confessar publicamente à igreja. A oração do justo pode muito em seus resultados.- Tiago ilustra com a vida de Elias, que era igual àqueles cristãos e exercia a oração com resultados. Quando um crente está comprometido com a Palavra, com o Espírito Santo, tudo o que ele pede é respondido. João 14.13 diz: “E tudo o que pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho”. A oração do justo é feita com fé, tem o propósito de glorificar a Deus e manifestar o seu poder. A pregação do evangelho (5.19) Trata da responsabilidade que o crente tem com a pregação da Palavra. Quando o crente prega o evangelho está ajudando a salvar uma vida do fogo do inferno. Cobrir uma multidão de pecados - quando uma pessoa se converte, seus pecados cometidos até aquele momento são perdoados e os que forem cometidos também. Com a conversão do pecador, a quem se pregou a Palavra, os pecados que pressupostamente viria a cometer em sua vida de ímpio são evitados, logo, cobertos. Aplica-se também ao que prega o evangelho a cobertura de pecados. Quando o crente se ocupa da pregação da Palavra não lhe sobra tempo para pecar. A VINDA DO SENHOR NA VISÃO DE TIAGO Tiago cria que Jesus voltaria naqueles dias. Os cristãos estavam sendo perseguidos e ele os exortou a terem paciência, porque o Senhor Jesus estava voltando e logo receberiam a sua recompensa: estar na glória com Cristo. Como ilustração, ele usa o trabalho do lavrador, que tem uma recompensa: o fruto. O lavrador depende de Deus o tempo todo. Para que dê as chuvas, para que faça a semente germinar, para que o fruto se desenvolva e possa ser colhido. Seu trabalho é exercido com toda a paciência para que o resultado apareça. Ele não planta num dia com intenções de colher no dia seguinte. as primeiras chuvas - ocorriam na Palestina entre os meses de outubro e novembro; serviam para umedecer a terra para a semente recém-plantada. as últimas chuvas - ocorriam entre abril e maio e eram necessárias para amadurecer o fruto. A tarefa do lavrador é de paciência. Preparar a terra, semear e esperar. Tem de colher o fruto na época certa; caso contrário, perde toda a colheita. A tarefa do crente é semelhante à do lavrador. É o que Tiago quer mostrar. O campo é o mundo. O crente deve preparar a terra, semear a Palavra, para depois colher os frutos. O fruto de que Tiago está falando como resultado final é a volta de Cristo para buscar sua igreja, quando esta, enfim, será glorificada. CONCLUSÃO A expectativa de Tiago deve ser também a nossa. Ele cria que a volta do Mestre dar-se-ia em seus dias. Os conselhos finais visavam o preparo daqueles crentes para encontrarem-se com Jesus naquele momento. Num dos mais lindos conselhos aos cristãos de Roma, Paulo escreve: "Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? (...) Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." (Rm 8.35, 37-38) O conselho de Tiago é: “exercitem a paciência!” Uma palavra de alento, com muito carinho, de alguém que deseja o bem e que todos os seus irmãos estejam com Cristo. Não é uma cobrança ou exigência por parte do apóstolo. O mesmo deve ocorrer com você hoje. Não permita que as provações venham desanimá-lo, mas fortalecê-lo cada vez mais, e que você seja aprovado. Encha o coração de certeza, de convicção, porque Jesus está voltando e ele pode chegar a qualquer momento. Ao mesmo tempo, encoraje seus irmãos nos momentos difíceis. Faça como Tiago. Leituras diárias Segunda-feira Mateus 18.15-17 Terça-feira João 14.12-15 Quarta-feira Tiago 1.1-4 Quinta-feira Tiago 2.12-20 Sexta-feira Tiago 3.1-10 Sábado Tiago 5.9-13 domingo Tiago 5.14-19

Sexto Conselho de Tiago- Sejam amigos de Deus

TIAGO 4.1-10 INTRODUÇÃO Tiago estava informado de vários problemas na Casa do Senhor. O mais grave eram as contendas entre aqueles irmãos. Elas eram geradas por vários motivos: discriminação de pessoas, uso indevido da língua, prática de vida contraditória à Palavra de Deus, disputa pelos primeiros lugares, “dificuldade” para ouvir, predisposição para falar o que não deviam, facilidade para se irar. Tudo se resumia na carnalidade de alguns irmãos, que acabavam influenciando outros. Aqueles irmãos haviam deixado de lado os padrões ético-morais cristãos, para adotar os valores corrompidos do mundo, tornando-se inimigos de Deus. Desta vez Tiago vai mais fundo no problema. É mais incisivo na sua exortação. Aqueles crentes, dispostos a alcançarem êxito nos seus prazeres carnais a qualquer custo, agiam como se Deus de nada tivesse conhecimento. Era preciso, a todo custo, reverter a situação. ANÁLISE DO TEXTO “guerras e contendas, cobiça e inveja, matais, combateis e fazeis guerras.” (4.1-3) Tiago contextualiza a situação que havia nas igrejas com as que aconteciam no mundo lá fora. A cobiça e a inveja levavam um povo a guerrear com outro, a ponto de aniquilar com nações inteiras. Ele, então, compara as contendas às guerras que estouravam lá fora e o desamor de uns pelos outros aos combates e homicídios. Ambas tinham o mesmo efeito: destruição de vidas. deleites – o mesmo que prazeres carnais - o desejo de prosperar financeiramente para ter uma posição maior e melhor para pisotear os demais estava dividindo a igreja. pedis e não recebeis - aqueles cristãos haviam perdido o propósito da oração. Em vez de exaltarem o nome do Senhor e intercederem para que o Reino de Deus fosse pregado, pediam que fossem cada vez mais abastados. não recebeis - Tiago demonstra àqueles irmãos que a comunidade não poderia crescer, frutificar, devido a sua mesquinhez, ao seu egoísmo, ao trato dos interesses particulares. De igual modo, enfatiza que na vida secular não prosperavam, não eram abençoados, porque os seus desejos eram puramente carnais. Estavam possuídos por um amor ao dinheiro a ponto de cobiçar, invejar, ensoberbecerem-se e se esquecerem de Deus. “infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (4.4) As práticas não cristãs levaram Tiago a chamar aqueles irmãos de infiéis. No original “adúlteras”, numa alusão à Igreja ou a pessoas que são desleais a Deus. Chegaram ao extremo de idolatrar as riquezas e a praticarem atitudes semelhantes às dos ímpios para atingirem seus objetivos. A corrupção era sua principal forma de vida. amizade do mundo - o mesmo que adotar os padrões de vida do mundo como sendo bons, corretos, para se viver como “cristão”. Sem o senhorio de Cristo. Na realidade, o crente deve viver a ética e a moralidade cristã como ideal de vida. A adoção de valores do mundo leva à inimizade contra Deus – é a máxima de Tiago. “todavia, dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos; dá, porém, graça aos humildes.” (4.6) soberbos - pessoas altivas, que se julgam autossuficientes; que pensam não precisar de Deus, ou das outras pessoas, para viverem suas vidas. Geralmente são pessoas orgulhosas, que se gabam do seu poder, da sua influência, impunidade, “sabedoria”, etc. Tiago declara que a estas pessoas Deus faz resistência, ou seja, retém a bênção; não permite que seus projetos sejam bem-sucedidos. dá maior graça - ainda assim, Deus usa de grande misericórdia. Porém, mais ainda com os humildes. humildes - usada no sentido prático; aquele que busca as coisas espirituais de Deus. A estes, sim, Deus abençoa grandemente. “Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós.” (4.7) sujeitar-se a Deus - submeter-se à sua vontade; desejar estar sob o seu senhorio; viver sob a sua vontade. resisti ao Diabo - literalmente, não ceder ao seu assédio; resistir aos desejos carnais; à sedução do mundo; às suas ofertas. e ele fugirá de vós - Tiago ressalta que resistindo aos intentos de Satanás, o crente o afugenta. “Chegai-vos para Deus, e ele se chegará para vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de espírito vacilante, purificais os corações.” (4.8) chegai-vos para Deus - demonstra que quem se afasta de Deus é o homem. Deus está sempre pronto à reconciliação, mas não força o homem a buscá-lo. Este deve ser um ato espontâneo. limpai as mãos - as mesmas que eram usadas para ajuntar riquezas, para abraçar a corrupção. espírito vacilante [dobre] - pessoas que querem estar em comunhão com Deus, mas desejam, ao mesmo tempo, os prazeres do mundo. “Senti as vossas misérias, lamentai e chorai; torne-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria em tristeza.” (4.9) Aqueles cristãos estavam alegres e conformados com o seu pecado. Tiago declara que eles devem olhar para o seu estado miserável. O quadro deve ser revertido: se querem ser cristãos verdadeiros, se desejam ser abençoados, devem reconhecer os erros e deles arrepender-se sinceramente. O lamento, choro, pranto, revela que o crente deve quebrantar-se diante de Deus. Declarar para ele que não quer e não mais vai cometer tal pecado. A maioria das vezes que o crente se arrepende do seu pecado chora, se quebranta. O arrependimento sincero o faz quebrantar-se diante do Senhor. “Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.” (4.10) humilhai-vos - reconhecer o seu estado miserável devido ao pecado. vos exaltará - ao arrepender-se do seu pecado, o crente possibilita o derramamento de bênçãos sobre sua vida. CONCLUSÃO Para crescer em qualidade e maturidade a igreja deve abandonar as contendas, a cobiça, a inveja, a autossuficiência, a amizade do mundo. A autossuficiência tem tornado alguns crentes soberbos demais, até mesmo para fazer a obra do Senhor. Tiago proclama a necessidade de se resgatar a humildade (1Pd 5.6). Humildade é se colocar na posição de servo sempre, reconhecer o seu irmão como superior a você (Fp 2.3). Declarações do tipo “eu fiz”, “eu realizei”, “eu vou fazer” são frequentes. Quando se deveria dizer: “Se o Senhor quiser faremos...”. A soberba é o maior empecilho para vida cristã, pois impede o crescimento da igreja. Lembre-se: Deus resiste aos soberbos. Mude sua forma de orar. Adore o Senhor em primeiro lugar. Exalte o nome do Senhor. Depois agradeça-lhe por tudo. De preferência, demonstre sua gratidão listando tudo aquilo que o Senhor tem-lhe concedido. Interceda pelos seus, pela igreja, pelos seus vizinhos, pelos seus colegas de trabalho. Por último, se preciso for, faça seus pedidos. Verifique, contudo, se o que está pedindo trata-se de uma necessidade real ou de “um supérfluo”. Avalie sua amizade com Deus. Ela está em alta ou em baixa? Tem conversado com seu Amigo diariamente e a todo o tempo? Ou só fala com Ele quando as coisas apertam? Você pode afirmar que é realmente amigo de Deus? O que você aprendeu no estudo de hoje? De que forma tem enfrentado as tentações? Tem deixado seduzir-se logo à primeira vista, ou tem resistido até o fim? Qual tem sido sua atitude diante do pecado cometido? Tem se arrependido e chorado aos pés do Senhor, ou tem levado uma vida de conformismo com o pecado? Reflita e responda para você mesmo a estas perguntas. Não permita que as seduções deste mundo o afastem de Deus. Busque uma proximidade constante. Tiago diz: “Chegai-vos para Deus” (v. 8). A presença de Deus será tão perceptível que você poderá falar com Ele do mesmo modo como fala com aquele amigo de que gosta tanto, em uma conversa de “pé de orelha.” Deus se inclina para ouvir. Se você for amigo de Deus, poderá contar tudo para Ele, ser ouvido; desfrutar de uma companhia constante. Pense nisto. É tempo de despertamento. Jesus está voltando. Seja amigo de Deus. Descarte a amizade com o mundo. Leituras diárias Segunda-feira Tiago 4.1-10 Terça-feira Mateus 6.9-13 Quarta-feira 1Pedro 5.5,6 Quinta-feira Filipenses 2.1-4 Sexta-feira Isaías 41.8-14 Sábado Mateus 6.9-13 Domingo Gálatas 5.22

Quinto Conselho de Tiago- Pratiquem a Palavra de Deus

TIAGO 1.19-27 INTRODUÇÃO Imaginem uma pessoa vestida com o melhor terno. Por baixo, uma camisa branca, toda encardida e, em algumas partes, com a sujeira bastante visível. Ou ainda, uma mulher trajando um vestindo branco, bem talhado, tecido da melhor qualidade, com uma grande mancha escura, na altura do coração. Ou alguém que se veste com a melhor roupa, porém sem tomar banho, com o corpo todo sujo. Estas coisas não combinam, não é verdade? A roupagem do crente é chamada na Palavra de Deus de vestes brancas. Deve ser sem ruga ou mancha, tal qual um traje de gala. Na lição de hoje veremos a importância de uma vida “bem trajada” (uma expressão mais amena para vida sem imundícia). É ilusão. O mundo procura se esconder atrás da religiosidade, numa forma de dizer que está buscando Deus na melhor das intenções. Tiago nos apresenta a verdadeira religião (1.26) e a única forma de vivê-la: praticá-la. Frequentar a igreja, tornar-se membro, ocupar cargos não faz de uma pessoa um discípulo. Faz-se necessário guardar-se da corrupção do mundo; ler, meditar, apreender e colocar em prática a Palavra. Tem gente que se melindrar quando ouve uma palavra mais contundente. Seja ela do pastor ou de outra pessoa da igreja. Na realidade quem fala é o Senhor, por intermédio do seu Espírito. O mesmo aconteceu com Tiago. Ele, entretanto, não se estressou, apenas disse: “recebei com mansidão”. Recebamos, pois, com humildade e mansidão aquilo que o Senhor tem a nos dizer. Análise do texto “E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.” (1.22) cumpridor - quer dizer executor; praticante daquilo que é proposto ou ordenado. meramente ouvintes - aquele em quem a Palavra entra por um ouvido e sai pelo outro, como se naturalmente seus ouvidos fossem vazados. É ignorar tudo o que for dito. Nos versos seguintes Tiago usa a metáfora do espelho (1.23 e 24) O ouvinte da Palavra – ouve apenas, mas não a cumpre – é semelhante ao homem que se contempla no espelho. No contexto de Tiago, o espelho era de metal polido. A imagem que refletia não era boa, servia apenas para uma breve olhadela. As pessoas se preparavam e usavam o espelho apenas para simples conferência, para ver se tudo estava correto com sua aparência. Por isso, logo se esqueciam de como eram ou estavam vestidos. “Entretanto aquele que atenta bem para a lei perfeita, a da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas executor da obra, este será bem-aventurado no que fizer.” (1.25) Tiago está dizendo que o crente que obedece à Palavra tem a vida secular bem-sucedida. Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã. (Tg 1.26) refrear – é aplicado metaforicamente ao cavalo, em cuja língua se coloca o freio para dominar o animal. Tiago não está chamando seus irmãos de animais ou de cavalos, mas ensinando que se colocarem um freio em suas línguas terão domínio sobre todo o corpo. “Controlem a sua língua e o modo de falar”, é o que diz ele. (Tg 1.26) “A religião pura e imaculada diante do nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da corrupção do mundo.” (1.27) Tiago refere-se ainda ao evangelho – religião pura e imaculada. A vida do crente deve ser vivida em prol das pessoas, do próximo. Tiago menciona duas classes desassistidas pela sociedade de sua época, mas não eram as únicas. E exorta a voltar-se para elas e servi-las com carinho, com amor, suprindo suas necessidades. guardar-se isento da corrupção do mundo - A Lei no Antigo Testamento determinava que se alguém houvesse cometido algum pecado deveria oferecer um animal sem mancha e defeito como oferta pela expiação do seu erro. Tiago, conhecedor da Lei, estava persuadindo aqueles cristãos a viverem uma vida isenta da corrupção do mundo. O CONTEXTO DE TIAGO Havia contendas nas igrejas dispersas, causadas na sua maioria pelo egoísmo e o desejo de ocuparem os primeiros lugares; embora ouvissem a Palavra nos cultos, portavam-se como surdos. O NOSSO CONTEXTO Será exagero afirmar que ainda hoje existem pessoas egoístas na igreja? Que tratam somente dos seus interesses e, se convocadas a um trabalho de discipulado ou evangelismo, reagem como se não tivessem nada com a vida das outras pessoas? São visíveis as competições para ver quem é o melhor. Se um irmão apresenta algum projeto, os demais não cooperam porque “não gostam do jeito dele”. Encontramos pessoas que são prontas para falar – inclusive junto com o pastor quando ele está pregando. Há irmãos que querem ditar normas, costumes, ao pastor e aos outros membros. Irmãos que falam de um evangelho que não leram, não ouviram. Irmãos que declaram que o pastor não doutrina a igreja, mas que na realidade o que falta é a leitura e a prática da Palavra em suas vidas. Existem dois tipos comuns no mundo: o ateu e o herege. O primeiro nega a existência de Deus. O segundo distorce a verdade bíblica. Ambos são confessos, pois assumem de viva voz os seus pecados. Na igreja encontramos o ateu e o herege praticantes. O primeiro, embora não negue verbalmente a existência de Deus, nega-o com o seu viver. Age como se Deus não existisse: “Tô nem aí!”. O segundo aprova a verdade bíblica, acha o sermão do pastor fantástico, tudo é muito bom... para os outros. Há na igreja crente que é pronto para se irar. Na sua ira quer que as pessoas vivam de acordo com a sua interpretação da Bíblia, sem a ajuda do Espírito Santo. Impõe com palavras ásperas a “vontade de Deus” que é tão somente sua. A igreja tem revelado pessoas que são tardias na leitura da Palavra de Deus e obediência a ela. O ouvir é ainda comum em nossos dias, à medida que o pastor ou outro pregador leem a Palavra para a igreja. O crente de hoje tem privilégio maior que o da igreja primitiva. Tem a oportunidade de acompanhar o que está sendo lido com a sua própria bíblia. Verificar se não houve distorções da Palavra. Ele mesmo pode checar a veracidade do que está sendo veiculado. Contudo boa parte da igreja é vagarosa na postura de ler e obedecer às ordenanças bíblicas. CONCLUSÃO A ordem natural das coisas nos mostra que o homem foi feito por Deus com dois ouvidos e uma boca. Naturalmente foi “fabricado” com mais recursos para ouvir do que falar. A capacidade para ouvir é maior e mais ampla do que falar. Portanto, O conselho de Tiago não é nenhum absurdo. Deus deu ao homem espiritual a capacidade de dominar sobre todas as coisas, em especial, dominar-se a sim mesmo. São vários os ensinamentos sobre o assunto, Tiago apenas aconselha a não se irar. Pode parecer um paradoxo (mas não é) quando Paulo diz: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira” (Rm 12.19). Em outra oportunidade, ele diz: "Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira." (Ef 4.26) Qualquer atitude intempestiva por parte do crente é bastante prejudicial ao Corpo de Cristo, a ele próprio e ao seu próximo. Quando o crente se ira, acaba por esquecer o amor de Cristo. Em que consiste o amor cristão? Consiste em cuidarmos dos outros como cuidamos de nós mesmos. Se você tem facilidade a se irar por tudo, peça a Deus que lhe dê domínio próprio. Todas as vezes em que surgirem situações para você se irar lembre-se destes ensinos de Tiago. Coloque-os em prática. Você será muito feliz por se controlar. Está escrito em Provérbios: "Melhor é o que tarda em irar-se do que o poderoso, e o que controla o seu ânimo do que aquele que toma uma cidade." (Tg 16.32) Leituras diárias: Segunda-feira Tiago 1.19-27 Terça-feira Romanos 15.4 Quarta-feira 2 Timóteo 3.14-17 Quinta-feira Atos 17.11-12 Sexta-feira Hebreus 5.12-14 Sábado Lucas 11.28 Domingo 1 Tessalonicenses 2.13-14

Quarto Conselho de Tiago- Pratiquem a Palavra de Deus

TIAGO 1.19-27 INTRODUÇÃO A Bíblia é a Palavra de Deus. É o “manual do Fabricante”. Foi inspirada por Deus e escrita por seus servos para o homem orientar a sua vida. Quase todo aparelho ou equipamento que você compra vem com um manual. Pequeno ou grande, simples ou mais sofisticado, o que se observa é que sem a utilização do manual é quase certo que alguma coisa, em um dado momento, vai dar errado. Sem a ajuda do manual é impossível colocar em funcionamento um complexo equipamento. E o homem é o ser mais completo e complexo que Deus criou. Sem o uso da Bíblia, o homem não faz nada correto e “funciona” em condições aquém daquilo que Deus planejou. A leitura, meditação e a prática da Palavra de Deus conduz o homem a uma vida bem-aventurada, a uma vida de sucesso. Observe que cada parte é importante e harmoniosa entre si. Não dá para ler sem meditar, nem meditar se você não ler. É impossível colocar em prática aquilo de que não se tomou conhecimento (não leu) ou, ainda, que não pensou antes de fazer. É correto dizer que nenhum manual vem com todas as instruções de funcionamento ou respostas para as dúvidas do usuário. A Bíblia não é diferente neste aspecto. Você não encontrará nela tudo escrito, mas há algo que nenhum outro manual possui: a Bíblia é o único manual que permite ao ser criado conversar e interagir diretamente com o Criador. É um manual que fala, compreende? Esteja pronto para ouvir o que Deus tem a lhe dizer pela sua Palavra. ANÁLISE DO TEXTO Tiago abre uma nova série de exortações chamando os cristãos a quem endereçara a carta de “meus amados irmãos”. Esta expressão dá mostras da sua preocupação com eles. O apóstolo escrevia-lhes com a intenção de ajudá-los e não feri-los ou magoá-los. Ele não põe em dúvida a autenticidade da fé daqueles cristãos, mas demonstra que estava sabendo de alguns erros práticos e doutrinários e, por isso mesmo, precisava corrigi-los. “Sabei isto, meus amados irmãos: Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar.” (Tg 1.19) todo - significa que ninguém fica de fora; todos devem colocar em prática a orientação dada. Pronto para ouvir – do latim promptu, que quer dizer “disponível”. Esta disponibilidade deve ser espontânea, sincera; um desejo natural para ouvir. Estar disponível para ouvir, é estar disposto e pronto para obedecer. Era comum as pessoas ouvirem a Palavra de Deus nos cultos, nas sinagogas. Não havia exemplares da Bíblia como os temos hoje. A Palavra estava nos rolos e manuscritos, que eram lidos pelos líderes religiosos. Tardio para falar – sem pressa, lento, vagaroso. É ficar calado sem ficar emburrado, sem ficar carrancudo ou trombudo. O sentido da frase é: o crente não deve precipitar-se em dizer qualquer coisa sem antes ter ouvido e colocado em prática. As consequências da pressa no falar acaba levando o cristão a negar a fé e a contradizer o evangelho (Tg 1.26). “se alguém cuida ser religioso [isto é, nascido de novo pelo evangelho] e não refreia a sua língua, mas engana o seu coração, a sua religião é vã.” Uma pessoa que é precipitada no falar parece trazer dentro de si uma espécie de panela de pressão, permanentemente colocada no fogo. A água no seu interior está sempre em ponto de ebulição. Basta ouvir algo que vai de encontro ao seu pensamento, desejo ou vontade, e dispara a falar. É aquele “psssssssssssssssssss” da panela de pressão. tardio para se irar – novamente a orientação para não ter pressa. Desta vez para não se irar. É o “fica frio!” de Tiago. Seja lento, vagaroso, “devagar, quase parando” para se irar. Para descontrair, seja como aquela vela de aniversário que não acende nunca. “porque a ira do homem não opera a justiça de Deus.” (Tg 1.20) A ira do homem é obra da carne. Revela falta de crescimento espiritual e imaturidade cristã. As obras da carne só retardam a implantação da natureza moral de Cristo em nós. A ira indica a impaciência e/ou a intolerância com o próximo. Geralmente é manifesta por palavras permeadas de um sentimento de superioridade e desprezo pelo outro. São ainda acompanhadas de egoísmo, misturadas com o ódio. Uma prática comum nas nossas igrejas é o que podemos chamar de “indignação justificada”. Em nome de interesses pessoais e egoístas, alguns crentes – ou mesmo um líder – podem atacar os outros com a sua ira e afirmar que estão prestando um serviço a Deus. Partem da premissa que estão agindo “pela Palavra”, em favor da “ordem certa”. Na realidade lutam pelo poder, para estarem em evidência. Esquecem-se de que o crente é chamado para servir. “Pelo que, despojando-vos de toda sorte de imundícia e de todo vestígio do mal, recebei com mansidão a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar as vossas almas.” (1.21) despojar - o mesmo que despir; tirar a roupa velha, suja. Livrar-se de tudo aquilo que impede a mudança de vida. toda imundícia – deve ser entendida no sentido literal: significa sujo ou imundo. No sentido figurado, significa tudo aquilo que suja moralmente. Aponta o caráter do velho homem; os pecados em geral outrora cometidos. e todo vestígio - qualquer atitude que volte a revelar o caráter do velho homem. Um exemplo: a roupa suja, quando mal lavada, apresenta vestígios de sujeira. O crente que não se despoja das impurezas e padrões do mundo revela que não foi totalmente transformado. Se vez por outra comete pecados que contradizem a vida de uma nova criatura, isto é o que Tiago chama de vestígios, sombras do passado de trevas. Outro exemplo: uma pessoa que falava muitas palavras torpes antes de se converter e, agora que é nova criatura, deixa escapar de quando em vez alguma palavra torpe. Ou ainda, uma pessoa que, no passado, só falava da vida alheia, agora como cristão vez por outra faz uma “fofoca santa”. recebei com mansidão - com humildade. Tiago exorta que o crente deve reconhecer o erro com humildade todas as vezes que contrastar sua vida com a Palavra. É reconhecer a própria necessidade de mudança e, desta forma, acolher a Palavra. a palavra em vós implantada: palavra - o próprio evangelho implantada - o mesmo que inserida dentro do contexto. Antes não se tinha recebido o evangelho; agora ele está enxertado em sua vida. “a qual é poderosa para salvar as vossas almas” Com a ação regeneradora do Espírito Santo, a Palavra é capaz de levar à perfeição da obra da salvação. CONCLUSÃO Você tem o compromisso consigo de ouvir a Palavra e isto implica obedecer a ela. É ouvir e colocar em prática. Quando falar, certifique-se de que suas palavras estão de acordo com a Palavra. Reflita antes se o que vai dizer não irá ofender ou magoar o seu irmão. Pondere se a sua franqueza é de fato falar com sinceridade, ou se faltará com a educação. Se você deseja ser bem-sucedido em seu viver, deve ler, meditar, colocar em prática tudo o que aprendeu na Palavra de Deus. Leituras Diárias segunda Tiago 1.19-27 terça Romanos 12.17-21 quarta Provérbios 12.16 quinta Provérbios 29.8, 20 e 22 sexta Efésios 4.30-32 sábado Jó 5.2 domingo Colossenses 3.8

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