Texto Bíblico: Atos 20.17-38
Introdução
Ao longo dos anos, a igreja tem sido vista de diversas formas: um clube religioso; um grupo de ação política pressionando contra os males da sociedade; a vitrine de Deus no mundo; um reformatório; um hospital para curar as feridas da alma; uma agremiação de fanáticos religiosos; uma espécie de tábua de salvação; um meio de ganhar dinheiro; o ópio (entorpecente que causa dependência) do povo; uma democracia religiosa que deseja apresentar as regras morais para o mundo; e uma empresa para comercializar os produtos da fé. Apesar de na prática de vida da igreja encontrarmos vários equívocos e inúmeras fraquezas, também percebemos sua influência positiva, a sua poderosa força na defesa do bem e na restauração da dignidade dos seres humanos; sendo luz na escuridão (Mt 5.14,15) e sal para retardar o alastramento da corrupção moral na sociedade (Mt 9.50); atuando como um tempero de alta qualidade para trazer sabor à vida; quebrando as barreiras étnicas e de classes em nome de Cristo, que nos fez um n’Ele (Rm 10.12;12.5); livrando as pessoas do medo, da culpa, da vergonha e da ignorância. A igreja do Senhor não é uma empresa da fé. Seus objetivos são divinos e não humanos. Seus resultados são trabalhados no tempo, mas voltados para a eternidade e sua finalidade principal vai muito além de lucros e bens materiais.
O Senhor Jesus recomendou que a sua igreja construísse tesouros nos céus (Mt 6.19,20), lugar inatingível às ações dos malfeitores. Será então pecado adquirir bens, e levar uma vida mais folgada financeiramente? Claro que não! Mas a motivação principal da igreja não é essa. Não dá para colocar o transitório à frente do permanente, o que perece na frente do imperecível e o que é da terra suplantando o que é do céu. Devemos planejar, trabalhar e construir as coisas daqui, mas não dá para ter o coração nelas (Mt 6.21). No período do Antigo Testamento o sinal de aprovação divina e bênçãos dos céus era a multiplicidade de bens materiais (Gn 12.1-8; Jó 1.1-3); já no tempo da graça, o enfoque volta-se para o caráter cristão (Mt 5.1-10), para o zelo com os salvos (At 4.34,35), para a riqueza espiritual, que se expressa na compaixão e numa nova visão de si e dos fatos da vida (Fp 4.10-19), em que se aprende a contentar-se com o que se tem, percebendo que mais bem-aventurada coisa é dar do que receber (At 20.35b). Como expressão do Reino, a igreja não se preocupa em construir impérios, em fazer grandes aquisições, com suntuosidade e com dinheiro em bancos, mas em investir em pessoas, seu maior patrimônio. Ela proclama a verdade eterna, traz direcionamento para a vida humana e pauta-se pelo evangelho de Cristo, não se desviando dos seus ensinamentos (Gl 1.6-12).
I - Tem líderes e não gerentes
Na igreja de Cristo não há clericalismo, estrutura hierárquica e governo totalitário. A relação não pode ser por imposição, mas deve ser de cordialidade, de parceria, de respeito e de cooperação mútua.
Os gerentes não se encaixam nessa visão. A função deles é de fiscalizar os projetos ou alvos de terceiros, supervisionar o que está em execução e motivar para o cumprimento das metas, visando a uma maior produção e lucratividade. Os líderes são de natureza diferente. Sua visão é de servo. Sua preocupação é com o Reino. Seu investimento é nas pessoas, de valor excedente aos resultados por elas produzidos. Sua maior realização é o crescimento pessoal dos liderados, e pela causa sacrificam a própria vida. Paulo estava de viagem para Jerusalém, desejando contato com os irmãos de Éfeso. Preferiu parar em Mileto e chamar os líderes efésios (At 20.17) para transmitir-lhes uma mensagem visando à preservação de elevada pureza na doutrina e na conduta cristã. O apóstolo proferiu uma aula magistral àqueles líderes: a mensagem que transmitimos precisa ter o respaldo da vida (At 20.18-21). Somos servos dos servos de Cristo e o nosso valor reside em servir e cumprir a missão que nos foi confiada (At 20.24), pois aqueles que servem às reais necessidades do povo servem melhor ao seu Senhor (Mt 25.34-40).
Como expressão do Reino, somos igreja que passa por perigos e privações (2 Co 11.26,27), por incompreensões e injustiças (Mt 5.11,12); que sofre pressões e abatimentos (2Co 4.8,9), mas não foge aos desafios espirituais (At 20.22,23); que anuncia o plano de salvação, mostrando o que Deus oferece, pede aos homens (At 20.27) e cuida de vidas (At 20.28), o maior patrimônio para Deus. O imperecível tesouro é visto no que somos e não no que possuímos.
É missão do líder desafiar a igreja de Deus a ter seus olhos fixados para além das coisas visíveis – nas eternas (2Co 4.16-18); a não desanimar diante das tribulações (2Co 7.4), a ser vigilante para não se ensoberbecer caindo nos laços do maligno (1Pe 5.6-9) e a envolver-se com Deus em consagração e edificação; vivenciando a sua herança entre os santificados (At 20.32), realidade que afasta a ganância e a cobiça, pois a prata e o ouro estão aquém de um coração purificado, da plenitude do Espírito e de uma vida submetida incondicionalmente à vontade de Deus.
II - Tem uma missão integral
No percurso de sua história, a igreja tem apresentado diferentes percepções sobre o sentido e a definição de sua missão no mundo. Não dá para olhar essa missão de forma fracionada, mas coesa e que se apresenta com aspectos diferentes descrevendo a mesma essência. A igreja que evangeliza é a mesma que educa, que louva e que adora e que, em amor sacrifical, desenvolve ações que traduzem de forma prática e concreta o seu amor ao próximo (Lc 4.14-21).
Os líderes de Éfeso foram instruídos quanto a investir e socorrer os que carecem (At 20.34,35), sendo generosos com as pessoas, fato que está perfeitamente de acordo com o espírito e o caráter dos ensinos de Cristo (Lc 6.38).
A missão da igreja deve ser entendida como koinonia, comunhão com Deus e com os homens; relacionamentos de intimidade, de respeito e de valorização; didaskalia, ensinar aos servos de Deus o aprimoramento da fé e a crescer no conhecimento (2Pe 3.18); aproximado-se da Palavra e conhecendo os mistérios de Cristo; poimenia, assistência aos que necessitam de encorajamento espiritual, dar suporte na fé e velar pelos Santos de Deus e diaconia, que é o serviço prestado ao Senhor em todos os níveis. Tudo isso nos mostra que a igreja, expressão do Reino, tem sua visão voltada para o gênero humano (Mc 1.14, 15), viabilizando qualidade de vida na dinâmica do tempo, entendendo que a suprema excelência da riqueza está reservada nos céus (Ef. 1.18; 2.7). O que conquistamos aqui é fruto da bondade de Deus e deve ser empregado para abençoar a nós mesmos e as pessoas que nos cercam; a exaltar e glorificar o nome de Jesus. Não é sábio construir tesouros para o deleite exclusivamente pessoal (1Tm. 6.17) nem esperar em Cristo só para esta vida (1Co 15.19).
III – Não tem adeptos nem celebridades, mas servos
A igreja, expressão do Reino, desenvolve relacionamentos marcados pelo amor e cordialidade espiritual. O apóstolo trabalhou os servos de Cristo, pessoas alcançadas pela graça (Rm 3.24), seladas pelo Espírito (Ef 1.13) e comprometidas com o evangelho. Sua despedida em Mileto foi marcada por oração (At 20.36), lágrimas e tristeza (Atos 20.37,38), mas os líderes se voltaram para as demandas dos ministérios deles em Éfeso, porque eram seguidores de Cristo e não de Paulo, eram servos de Cristo e não adeptos de Paulo e a igreja era de Cristo e não de Paulo ou de homem algum (1Co 1.2). Tem sido lamentável ouvir que as pessoas abrem suas igrejas, negociam essas igrejas e compram franquias, autorização para usar o nome de igreja, que é propriedade de alguém. A igreja pertence exclusivamente a Jesus. É expressão do Reino e não propriedade humana, empresa religiosa ou herança de família.
Na igreja do Senhor, o culto não é show, espetáculo nem programa de auditório; o dirigente não é artista nem apresentador e a igreja não é plateia. O culto precisa ser alegre (Fp 4. 4), reflexivo, uma festa em homenagem a Jesus Cristo; em que não há lugar para celebridades, para os que desejam a atenção e ser o centro das coisas. Só o Senhor é merecedor de toda a honra, louvor e glória (1Tm 1.17; 2Pe 1.17). É distúrbio espiritual e carência de conhecimento bíblico tratar a igreja como não sendo expressão do Reino, comprada por Jesus com preço de sangue (Ef 1.7; Ap 5.9). Usar a influência da liderança para exercer proeminência sobre as pessoas, colocando-se acima delas e puxando todas as luzes só para si (3Jo 1.9-11). É megalomania querer ser além do que se é, ter mais do que os outros e desejar que todos o vejam como celebridade. Para alguns, ser pastor, ternura de Deus para os crentes, não basta. Intitulam-se bispos, não como superintendentes, mas no sentido de hierarquia eclesiástica. Também de apóstolos e patriarcas, o que foge ao padrão da revelação bíblica, que recomenda não ser sábio aos próprios olhos (Rm 12.16) nem se julgar superior aos outros (Fp 2.3). No livro “A crise de integridade”, Warren W. Wiersbe afirma que a igreja tem tido celebridade demais e servos de menos, um número grande de pessoas com muitas medalhas, mas sem cicatrizes. A celebridade religiosa fabrica a mensagem que mais realça a sua popularidade e talvez aumente a sua renda. O servo verdadeiro se preocupa tanto com a sua integridade quanto com a sua mensagem. Para os servos de Cristo, que não são adeptos de homem algum nem desejam ser celebridades nas ribaltas da vida, é confortador lembrar: “importa que ele cresça e eu diminua” (Jo 3.30).
Para pensar e agir
A natureza da igreja é divina e não humana, conquanto seja composta de seres humanos limitados e falhos, mas regenerados, nascidos de novo de semente incorruptível, pela Palavra de Deus (1Pe 1.23). A igreja não tem como seu alvo primeiro construir bens materiais, mas espirituais, apesar de saber que tudo que Deus faz chegar às suas mãos é espiritual, só que o nosso maior empenho deve ser pelo que não perece, mas sem fechar os olhos para melhorar, em todos os níveis, a condição de nossa peregrinação por esta pátria (1Pe 1.17). Se a igreja fosse empresa da fé tinha gerentes; o dono da Razão Social seria figura proeminente, sua missão seria monetária e as pessoas seriam funcionárias e não corpo.
Como igreja, temos demonstrado a grandeza do Senhor? Representamos bem aquele que nos salvou e comissionou para fazermos discípulos de todas as nações (Mt 28.19,20)? A igreja é testemunha de Jesus em todos os lugares, começando em sua Jerusalém e indo até os confins da Terra (At 1.8). A igreja é expressão do reino de Deus, por intermédio dela Ele tempera esse mundo e trabalha na terra os que viverão na eternidade. O domínio de Deus estende-se, por meio da igreja, sobre o mundo e o seu maior patrimônio são as vidas.
Leituras Bíblicas
segunda-feira – 2Coríntios 9.1-13
terça-feira – Atos 8.14-23
quarta-feira – Mateus 20.20-28
quinta-feira – Romanos 16.1-6;17-20
sexta-feira – Lucas 4.14-30
sábado – Efésios 5.1-27
domingo – 1Coríntios 4.1-14
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Uma igreja com influência na comunidade
Texto: Atos 2.37-47.
Introdução
A igreja tem uma grande tarefa: influenciar o meio social. Isso só será possível com a proclamação do evangelho, com o testemunho dos crentes e com o exercício da compaixão, por intermédio do socorro aos carentes, necessitados e sofredores. É confortador saber que a mensagem do evangelho não se limita à transformação do homem; ela vai além, transformando também a sociedade.
Jesus olhava o homem como um todo, atendendo suas múltiplas necessidades (Mt 9.35). Ele pregava, ensinava e curava, era tratamento completo, atingia corpo, coração e intelecto. Tornou-se procurado, desejado e relevante para o povo, por isso grandes multidões o seguiam (Mt 19.2). A igreja tem a mensagem de Jesus e precisa compartilhá-la também de forma integral para se tornar, de igual modo, relevante na sociedade, influenciando e alterando comportamentos. A igreja que assim procede é vista pela comunidade como necessária, não propriamente por socorrer o ser humano com o trabalho social, mas por transmitir esperança e instrução, promovendo dignidade.
I – Tem resposta para as inquietações
A igreja precisa, com voz profética, marcar presença na sociedade, proclamando com a autoridade que lhe foi conferida pelo Filho de Deus, a mensagem do evangelho, que liberta das trevas do pecado (Mt 4.16,17) e traz salvação, esperança, conforto e ânimo; não se amoldando com a forma existente (Rm 12.2), sendo voz de quem não tem voz, lutando para melhorar a qualidade de vida do povo e não se calando diante das injustiças (Lc 3.4-6) e do pecado praticado por gente simples ou nobres (Lc 3.1-20). A sociedade tem se desumanizado de maneira preocupante, o convívio social tem se mostrado em desajuste com as pessoas, sem rumo, vivendo uma crise de respeitabilidade, de desvalorização da história de vida, em que tudo é transitório, descartável e sem limites, evidenciando tempos trabalhosos de inversão de valores e da ordem natural das coisas, com homens amantes de si mesmos, obstinados, cruéis e mais amigos dos deleites do que amigos de Deus (2Tm 3.1-5); em que a visão religiosa da sociedade contemporânea tem se mostrado plural, marcada pelo misticismo, pelo modelo oriental de introspecção e quietude como solução para um povo que vive em agitação, pelo esoterismo e magia que dão ênfase ao transcendental e a capacidade mental interior; pelo espiritismo que oferece alívio para a dor pela comunicação com os mortos e reencarnação e pelos grupos religiosos que pregam prosperidade, valorizando em demasia as emoções e as experiências. Por intermédio da mídia, a mensagem de liberar geral tem chegado aos lares, onde tudo é permitido e, fazer diferente é ser retrógrado e desconectado com a modernidade.
É hora de levantar a voz, viver a diferença que o evangelho produz, mostrando o padrão de Deus como alternativa para essa sociedade corrompida (Gn 6.12; Fp 2.15). O que às vezes vemos, são crentes com vergonha de serem diferentes: não se embriagar, não fumar, guardar-se virgem para o casamento, ser fiel ao cônjuge e não se encontrar na roda dos escarnecedores (Sl 1. 1). Só uma mudança espiritual, uma experiência profunda com Jesus permitirá uma nova visão, uma nova postura com ações diferentes, em que a vida tem valor por ser dádiva dos céus, a família é respeitada e cuidada por ser ideia de Deus (Gn 2.18,24; 1Tm 5.8), o ser humano, valorizado por ser coroa da criação e o temor, sinalizado nas escolhas e decisões da vida.
II – Faz diferença com o seu exemplo
A igreja precisa de referência espiritual, estar centrada na Bíblia. É virtude cristã preservar e vivenciar os ensinos fundamentais de Cristo (At 2.42). Era perceptível o zelo que eles tinham uns pelos outros (At 4.32), quando surgiam as necessidades especiais, algum ou alguns crentes vendiam propriedades e deixavam os resultados das vendas disponíveis para solucionar a emergência. Era um sentimento bonito de temor a Deus e cuidado com os irmãos (At 2.43-45). Não faz parte dos ideais de Cristo para os seus servos a mesquinharia, a exploração alheira e o viver encostado nos outros. A recomendação de Deus é que devemos trabalhar “fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidades” (Ef 4.28) e não sermos pesados a ninguém (1Ts 2.9). Mas se o irmão precisar, é nosso dever cristão socorrê-lo em suas necessidades. É uma agressão à Palavra de Deus agir com indiferença ao sofrimento de alguém, podendo ajudar e não ajudando (Tg 4.17), usar de mentira para ficar bem diante da opinião pública e praticar a agiotagem (Dt 24.10-13; Sl 15.5; Lc 6.34,35). Aprendemos na Palavra de Deus que não era permitido acrescentar naquilo que emprestavam aos filhos de Israel (Êx 22.25-27), podia haver penhora, desde que obedecesse a regras (Am 2.8) e não executassem de maneira desumana as hipotecas contra os devedores; aos pobres israelitas todos deveriam ajudar, mas sem aplicar usura (Lv 25.35-37).
A comunidade foi influenciada com ações práticas da igreja: valorização da família (1Tm 5.8), proteção e cuidado com os que foram gerados por Jesus (1Pe 1.23), lutar em favor dos desfavorecidos, participar com os outros organismos e entidades em prol da justiça, socorrer e investir nos necessitados, desenvolver qualidade nos relacionamentos e dar atenção respeitosa em obediência aos preceitos divinos (Lc 1.6; 1Co 11.2).
III – Alcançando resultados
A influência dos convertidos em Jerusalém foi tão expressiva que os de fora reconheciam o seu amor fraternal, percebiam que havia harmonia entre o que eles falavam, criam e viviam (At 4.19,20) e apreciavam a postura cristã que eles evidenciavam. Por conseguinte, se abriam para conhecer o que eles tinham para compartilhar, pois haviam caído na graça do povo, ou seja, o terreno estava preparado e fértil para semear e germinar a semente (Mt 13.1-8;18-23), pois “... todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que estavam sendo salvos” (At 2.47b). Era uma atuação primorosa da igreja como sal e luz do mundo (Mt 5.13,14), marcando mais do que presença, impactando as vidas com o testemunho de Cristo (At 8.25). Era uma igreja relevante, que colocava à disposição da comunidade os resultados da obra do Espírito: convicção, conversão e comunhão. Uma igreja sem convicção não é referencial da verdade (Ef 2.20-22), promove imaturidade e contenda (1Co 3.1-5) e expõe a obra de Cristo aos escândalos, além de não desfrutar de um ambiente saudável para compartilhar a mensagem salvadora e desenvolver um convívio marcado pelos laços do Calvário (Ef 2.18,19). O testemunho é a arma da graça para alcançar o pecador, trazendo-o para a riqueza espiritual, que é muito mais do que bens materiais.
O evangelho sempre promoveu resultados positivos e enriquecedores. Na igreja de Tessalônica, os crentes tornaram-se imitadores do Senhor (1Ts 1.6), haviam se convertido dos falsos deuses para o Deus verdadeiro (1Ts 1.9), opuseram-se à falsa religião, não tomando parte nela (At 17.5-9) aguardavam o retorno de Jesus com uma esperança inabalável (1Ts 1.10) e amadureceram rapidamente pelo poder da Palavra (1Ts 2.13). Na igreja de Filipos, houve uma grande atuação evangelística e uma generosidade ímpar ao desenvolver a mordomia da graça (At 16.15-34; Fp 4.15,16). O testemunho é um facilitador, ele viabiliza credibilidade para comunicar a mensagem que traz uma nova dimensão para a vida humana e abre a porta do céu (At 20.24; 1Jo 5.9-13).
Para pensar e agir
Se a sua igreja fechasse as portas ou mudasse o local, as pessoas da comunidade sentiriam falta dela?
Não dá para ser igreja e fechar os olhos para tudo que acontece à sua volta. É preciso amar o pecador, afastar o pecado, apontar alternativas, desempenhar cidadania, votar com consciência, fiscalizar as ações dos mandatários e não ser massa de manobra.
A igreja relevante se faz necessária, indispensável à sua comunidade, cumpre a sua missão em todos os aspectos básicos: de adoração, proclamação e serviço.
Quais os serviços que sua igreja oferece à sua comunidade?
Os crentes têm mostrado no cotidiano a diferença que Cristo faz na vida deles?
Leituras diárias
segunda-feira – Romanos 12.1,2
terça-feira – Atos 4.32-37
quarta-feira – Romanos 12.9-21
quinta-feira – João 17.1-12
sexta-feira – Atos 14.1-28
sábado – Tito 3.1-9
domingo – 1João 3.14-18
Introdução
A igreja tem uma grande tarefa: influenciar o meio social. Isso só será possível com a proclamação do evangelho, com o testemunho dos crentes e com o exercício da compaixão, por intermédio do socorro aos carentes, necessitados e sofredores. É confortador saber que a mensagem do evangelho não se limita à transformação do homem; ela vai além, transformando também a sociedade.
Jesus olhava o homem como um todo, atendendo suas múltiplas necessidades (Mt 9.35). Ele pregava, ensinava e curava, era tratamento completo, atingia corpo, coração e intelecto. Tornou-se procurado, desejado e relevante para o povo, por isso grandes multidões o seguiam (Mt 19.2). A igreja tem a mensagem de Jesus e precisa compartilhá-la também de forma integral para se tornar, de igual modo, relevante na sociedade, influenciando e alterando comportamentos. A igreja que assim procede é vista pela comunidade como necessária, não propriamente por socorrer o ser humano com o trabalho social, mas por transmitir esperança e instrução, promovendo dignidade.
I – Tem resposta para as inquietações
A igreja precisa, com voz profética, marcar presença na sociedade, proclamando com a autoridade que lhe foi conferida pelo Filho de Deus, a mensagem do evangelho, que liberta das trevas do pecado (Mt 4.16,17) e traz salvação, esperança, conforto e ânimo; não se amoldando com a forma existente (Rm 12.2), sendo voz de quem não tem voz, lutando para melhorar a qualidade de vida do povo e não se calando diante das injustiças (Lc 3.4-6) e do pecado praticado por gente simples ou nobres (Lc 3.1-20). A sociedade tem se desumanizado de maneira preocupante, o convívio social tem se mostrado em desajuste com as pessoas, sem rumo, vivendo uma crise de respeitabilidade, de desvalorização da história de vida, em que tudo é transitório, descartável e sem limites, evidenciando tempos trabalhosos de inversão de valores e da ordem natural das coisas, com homens amantes de si mesmos, obstinados, cruéis e mais amigos dos deleites do que amigos de Deus (2Tm 3.1-5); em que a visão religiosa da sociedade contemporânea tem se mostrado plural, marcada pelo misticismo, pelo modelo oriental de introspecção e quietude como solução para um povo que vive em agitação, pelo esoterismo e magia que dão ênfase ao transcendental e a capacidade mental interior; pelo espiritismo que oferece alívio para a dor pela comunicação com os mortos e reencarnação e pelos grupos religiosos que pregam prosperidade, valorizando em demasia as emoções e as experiências. Por intermédio da mídia, a mensagem de liberar geral tem chegado aos lares, onde tudo é permitido e, fazer diferente é ser retrógrado e desconectado com a modernidade.
É hora de levantar a voz, viver a diferença que o evangelho produz, mostrando o padrão de Deus como alternativa para essa sociedade corrompida (Gn 6.12; Fp 2.15). O que às vezes vemos, são crentes com vergonha de serem diferentes: não se embriagar, não fumar, guardar-se virgem para o casamento, ser fiel ao cônjuge e não se encontrar na roda dos escarnecedores (Sl 1. 1). Só uma mudança espiritual, uma experiência profunda com Jesus permitirá uma nova visão, uma nova postura com ações diferentes, em que a vida tem valor por ser dádiva dos céus, a família é respeitada e cuidada por ser ideia de Deus (Gn 2.18,24; 1Tm 5.8), o ser humano, valorizado por ser coroa da criação e o temor, sinalizado nas escolhas e decisões da vida.
II – Faz diferença com o seu exemplo
A igreja precisa de referência espiritual, estar centrada na Bíblia. É virtude cristã preservar e vivenciar os ensinos fundamentais de Cristo (At 2.42). Era perceptível o zelo que eles tinham uns pelos outros (At 4.32), quando surgiam as necessidades especiais, algum ou alguns crentes vendiam propriedades e deixavam os resultados das vendas disponíveis para solucionar a emergência. Era um sentimento bonito de temor a Deus e cuidado com os irmãos (At 2.43-45). Não faz parte dos ideais de Cristo para os seus servos a mesquinharia, a exploração alheira e o viver encostado nos outros. A recomendação de Deus é que devemos trabalhar “fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidades” (Ef 4.28) e não sermos pesados a ninguém (1Ts 2.9). Mas se o irmão precisar, é nosso dever cristão socorrê-lo em suas necessidades. É uma agressão à Palavra de Deus agir com indiferença ao sofrimento de alguém, podendo ajudar e não ajudando (Tg 4.17), usar de mentira para ficar bem diante da opinião pública e praticar a agiotagem (Dt 24.10-13; Sl 15.5; Lc 6.34,35). Aprendemos na Palavra de Deus que não era permitido acrescentar naquilo que emprestavam aos filhos de Israel (Êx 22.25-27), podia haver penhora, desde que obedecesse a regras (Am 2.8) e não executassem de maneira desumana as hipotecas contra os devedores; aos pobres israelitas todos deveriam ajudar, mas sem aplicar usura (Lv 25.35-37).
A comunidade foi influenciada com ações práticas da igreja: valorização da família (1Tm 5.8), proteção e cuidado com os que foram gerados por Jesus (1Pe 1.23), lutar em favor dos desfavorecidos, participar com os outros organismos e entidades em prol da justiça, socorrer e investir nos necessitados, desenvolver qualidade nos relacionamentos e dar atenção respeitosa em obediência aos preceitos divinos (Lc 1.6; 1Co 11.2).
III – Alcançando resultados
A influência dos convertidos em Jerusalém foi tão expressiva que os de fora reconheciam o seu amor fraternal, percebiam que havia harmonia entre o que eles falavam, criam e viviam (At 4.19,20) e apreciavam a postura cristã que eles evidenciavam. Por conseguinte, se abriam para conhecer o que eles tinham para compartilhar, pois haviam caído na graça do povo, ou seja, o terreno estava preparado e fértil para semear e germinar a semente (Mt 13.1-8;18-23), pois “... todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que estavam sendo salvos” (At 2.47b). Era uma atuação primorosa da igreja como sal e luz do mundo (Mt 5.13,14), marcando mais do que presença, impactando as vidas com o testemunho de Cristo (At 8.25). Era uma igreja relevante, que colocava à disposição da comunidade os resultados da obra do Espírito: convicção, conversão e comunhão. Uma igreja sem convicção não é referencial da verdade (Ef 2.20-22), promove imaturidade e contenda (1Co 3.1-5) e expõe a obra de Cristo aos escândalos, além de não desfrutar de um ambiente saudável para compartilhar a mensagem salvadora e desenvolver um convívio marcado pelos laços do Calvário (Ef 2.18,19). O testemunho é a arma da graça para alcançar o pecador, trazendo-o para a riqueza espiritual, que é muito mais do que bens materiais.
O evangelho sempre promoveu resultados positivos e enriquecedores. Na igreja de Tessalônica, os crentes tornaram-se imitadores do Senhor (1Ts 1.6), haviam se convertido dos falsos deuses para o Deus verdadeiro (1Ts 1.9), opuseram-se à falsa religião, não tomando parte nela (At 17.5-9) aguardavam o retorno de Jesus com uma esperança inabalável (1Ts 1.10) e amadureceram rapidamente pelo poder da Palavra (1Ts 2.13). Na igreja de Filipos, houve uma grande atuação evangelística e uma generosidade ímpar ao desenvolver a mordomia da graça (At 16.15-34; Fp 4.15,16). O testemunho é um facilitador, ele viabiliza credibilidade para comunicar a mensagem que traz uma nova dimensão para a vida humana e abre a porta do céu (At 20.24; 1Jo 5.9-13).
Para pensar e agir
Se a sua igreja fechasse as portas ou mudasse o local, as pessoas da comunidade sentiriam falta dela?
Não dá para ser igreja e fechar os olhos para tudo que acontece à sua volta. É preciso amar o pecador, afastar o pecado, apontar alternativas, desempenhar cidadania, votar com consciência, fiscalizar as ações dos mandatários e não ser massa de manobra.
A igreja relevante se faz necessária, indispensável à sua comunidade, cumpre a sua missão em todos os aspectos básicos: de adoração, proclamação e serviço.
Quais os serviços que sua igreja oferece à sua comunidade?
Os crentes têm mostrado no cotidiano a diferença que Cristo faz na vida deles?
Leituras diárias
segunda-feira – Romanos 12.1,2
terça-feira – Atos 4.32-37
quarta-feira – Romanos 12.9-21
quinta-feira – João 17.1-12
sexta-feira – Atos 14.1-28
sábado – Tito 3.1-9
domingo – 1João 3.14-18
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Uma igreja que combate o império das trevas
Texto bíblico: Efésios 6.10-18
Introdução:
A igreja entra nessa guerra consciente de sua vitória (Mt 16.18b). Seu
Senhor deu-lhe a garantia (1Co 15.57). Contudo, a batalha é monumental, pois não lutamos contra a carne e o sangue, mas contra as hostes sobrenaturais da maldade
(Ef 6.12). Temos que enfrentar um mundo que está no maligno (1Jo 5.19), marcado por problemas, desencontros, sofrimentos, violências, conflitos, tragédias, corrupção
e crimes ambientais que destroem a natureza, onde as pessoas vivem assustadas, angustiadas e cheias de incertezas. Mas é este o mundo pelo qual Jesus veio e, por ele, deu a sua vida (Jo 3.16).
A ideia de guerra e campo de batalha aparece nesta segunda parte do capítulo 6 e não em toda a Epístola aos Efésios. Sendo indispensável para combater esse império das trevas, a propagação do evangelho, único capaz de eliminar as guerras entre os homens, promover a paz espiritual (Rm 5.1), viabilizar um ambiente cordial no Corpo de Cristo (Ef 6.1-9) e expandir o domínio de Deus sobre as pessoas, promovendo reconciliação com Ele (2Co 5.17-19).
I – Conhecendo o seu inimigo
Nossa luta é contra forças crueis e poderosas que se empenham por agredir a
Deus, o seu Reino e a todos quantos foram alcançados e libertos pela graça redentora de
Jesus.
Pertencemos a dois mundos: espiritual e material. Daí, sermos atacados por essas forças invisíveis, mas perceptíveis, que ameaçam e promovem grandes males.
Satanás é o estrategista dessa guerra, ele mina o campo de batalha com os explosivos da mentira, da sedução, da ilusão, do desejo desenfreado e do engano. É o grande patrocinador das obras da carne (Gl 5.19-21); age de forma traiçoeira e perspicaz (Lc
4.1-13; Ap 12.9) e faz camuflagens para enganar (At 13.9-11; 2Co 11.3,4; 3Ts 2. 9,10).
Esse poder maligno arrasa a vida humana, escraviza e almeja tê-la como sua contínua morada (Mt 12.43-45), além de obscurecer o entendimento (Ef 4.18), distanciar de
Deus, degradar a vida e procurar devorá-la (1Pe 5.8). O inimigo a ser derrotado, o
Diabo e seu exército de forças demoníacas, são ferozes. Na linguagem do apóstolo
Paulo devemos nos armar contra os principados, as potestades, os príncipes das trevas, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Ef 6.12; Rm 8.38,39; Cl 1.13).
O Comandante do império das trevas é falível, não possui os atributos da onisciência, onipotência, onipresença e imutabilidade, que são exclusivos de Deus, incomunicáveis a qualquer ser. Mas isso não o torna menos implacável. Ele tem o poder da morte (Hb 2.14), age por intermédio dos seus demônios em todo o lugar, muda suas táticas para alcançar seus planos maléficos, é organizado em suas estratégias para prometer o que não pode cumprir (Lc 4.6), para oprimir (At 10.38), para armar ciladas
(Ef 6.11), para atrapalhar a propagação do evangelho e afastar da fé (At 13.4-12). Seu alvo é derrotar o povo de Deus, e para isso ele se articula de todos os meios visando conseguir o seu intento. Só que não ficará impune, sem a sua recompensa (Ap 20.10).
II - Resgatando vidas do poder do pecado
O salário do pecado é a morte e a vida eterna é o dom gratuito de Deus, em
Cristo (Rm 6.23). Só por meio d’Ele há libertação (Jo 8.32,36), redenção e remissão dos pecados (Cl 1.14; At 26.18). Ele é o meio de resgate, mediador entre Deus e os homens
(1Tm 2.5) e viabilizador da promessa da eterna herança (Hb 9.15).
Paulo é enfático ao descrever o estilo de vida de quem se encontra à margem da graça salvadora e vivificadora de Cristo, afirmando que os tais estão mortos nos seus delitos e pecados (Ef 2.1). Isto significa que sem Cristo a humanidade está espiritualmente perdida, separada de Deus, morta, não tendo a percepção de que o verdadeiro sentido da vida suplanta a existência finita do corpo (Gn 3.19; Ec 12.7). É terrível, mas o pecado conduz segundo o curso do mundo, debaixo da influência do inimigo de nossas almas e em desobediência, para servir aos desejos da carne e dos pensamentos corrompidos (Ef 2.2,3).
Para o apóstolo, o poder transformador exercido por Cristo e comunicado à sua igreja sobrepõe-se às forças das trevas e alcança o gênero humano em sua integral dimensão. Pois aprouve a Deus salvar o homem pela loucura da pregação (1Co 1.21).
A pregação do evangelho é plano divino de resgate da vida humana, pois conduz a aceitação de Jesus (Rm 10.8-17), que derruba as barreiras da separação (Ef 2.13-16) e nos submete ao seu jugo suave (Mt 11.29,30). Sendo Ele rico em misericórdia e movido pelo seu imenso amor, nos ressuscitou para uma novidade de vida, nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo, mostrando a suprema riqueza de sua graça e sua bondade infinita (Ef 2.4-7), destruindo o domínio do pecado (Rm 6.14), por meio do seu sacrifício no Calvário.
III – Usando armadura de Deus
O império das trevas é a esfera onde Satanás “manda” e o pecador vive. É lugar de arbítrio, de impulsos e vontades insaciáveis, onde vale tudo, por ser sem leis, sem ordem, sem respeito, sem amor, sem temor, onde o ladrão vem para cumprir a sua função (Jo 10.10a) e tentar desfazer a criação de Deus. Nesse império, Satanás dá a impressão ao homem de que ele pode fazer o que deseja, mas ai de quem ousar pensar diferente, pois será pressionado com fúria para cair.
Não dá para enfrentar esses inimigos sem comando e munição à altura. A orientação bíblica é que sejamos revestidos de toda a armadura de Deus (Ef 6.11), meio de resistir às ciladas, astúcias ou enganos do diabo. A ideia central aqui é que precisamos de um equipamento divino, completo, pois nosso inimigo é violento, de sorte, que devemos usar tudo que Deus nos disponibiliza para nossa luta defensiva e ofensiva. A armadura transmite a ideia de completude, poder de Deus que precisa ser uma realidade plena na vida dos seus filhos, para que eles triunfem, vencendo este conflito visível e invisível de planos enganosos e de investidas astuciosas. De acordo com Efésios 6.13-18, o apóstolo dos gentios apresenta uma descrição das armaduras: cinturão da verdade, caráter firme, ilibado e aliado ao entendimento iluminado pelo Espírito; couraça da justiça, vida santa para dar suporte ao enfrentar as críticas e perseguições; escudo da fé, recurso para repreender os ataques do maligno; pés calçados, para desenvolver a trajetória em obediência ao Senhor, levando a preciosa semente; capacete da salvação, para guardar os pensamentos e guiar nos combates, desenvolvendo a vitória que Cristo já concedeu, impedindo que prevaleçam desejos egoístas e pecaminosos; espada do Espírito, para avançar na batalha com a Palavra de Deus na mão, no coração e na mente (Hb 4.12). Sendo a dependência fator primordial para que o manejo da armadura seja exitoso, melhor dizendo, essas armas precisam ser utilizadas em oração.
De nós mesmos não somos capazes, nem alcançaremos absolutamente nada, mas envolvidos pelo poder de Deus, utilizando as suas armaduras somos imbatíveis (Fp 4.13; Ef 1.19; 3.20), enquanto reconhecedores que a glória não será nossa, os méritos não serão nossos nem nos pertence a grandeza da vitória, mas a Jesus, Rei dos reis e
Senhor dos senhores, e nós, por sermos d’Ele, nos alegramos com as conquistas do
Reino, pois o poder das trevas só será combatido na força do Senhor.
Para pensar e agir
O mundo está no maligno, mas não pertence a ele (Sl 24.1,2). Como igreja do
Senhor, temos um compromisso com este mundo: apresentar a mensagem do evangelho que destrona o pecado e traz o brilho da glória de Deus.
Cada salvo é um carregador de luzeiro (Fp 2.15) e aonde chega a luz de
Cristo as trevas são dissipadas (Jo 8.12; 9.5;12.46).
É na Palavra que conhecemos o nosso inimigo, recebemos as instruções para combater na batalha contra o império das trevas e nos vestirmos da armadura de Deus para resgatar vidas, tirando-as do reino das trevas e levando-as para o reino do Filho do seu amor (Cl 1.13). Como usar a armadura de Deus? A batalha é cruel! O desafio é por um fortalecimento continuado.
Leituras Diárias
segunda-feira – 1Coríntios 15.21-26
terça-feira – Efésios 1.17-23
quarta-feira – Colossenses 1.10-14
quinta-feira - – Colossenses 2.12-19
sexta-feira – 2 Timóteo 3.1-5
sábado – 1João 4.1-6
domingo – Romanos 1.16-17
Introdução:
A igreja entra nessa guerra consciente de sua vitória (Mt 16.18b). Seu
Senhor deu-lhe a garantia (1Co 15.57). Contudo, a batalha é monumental, pois não lutamos contra a carne e o sangue, mas contra as hostes sobrenaturais da maldade
(Ef 6.12). Temos que enfrentar um mundo que está no maligno (1Jo 5.19), marcado por problemas, desencontros, sofrimentos, violências, conflitos, tragédias, corrupção
e crimes ambientais que destroem a natureza, onde as pessoas vivem assustadas, angustiadas e cheias de incertezas. Mas é este o mundo pelo qual Jesus veio e, por ele, deu a sua vida (Jo 3.16).
A ideia de guerra e campo de batalha aparece nesta segunda parte do capítulo 6 e não em toda a Epístola aos Efésios. Sendo indispensável para combater esse império das trevas, a propagação do evangelho, único capaz de eliminar as guerras entre os homens, promover a paz espiritual (Rm 5.1), viabilizar um ambiente cordial no Corpo de Cristo (Ef 6.1-9) e expandir o domínio de Deus sobre as pessoas, promovendo reconciliação com Ele (2Co 5.17-19).
I – Conhecendo o seu inimigo
Nossa luta é contra forças crueis e poderosas que se empenham por agredir a
Deus, o seu Reino e a todos quantos foram alcançados e libertos pela graça redentora de
Jesus.
Pertencemos a dois mundos: espiritual e material. Daí, sermos atacados por essas forças invisíveis, mas perceptíveis, que ameaçam e promovem grandes males.
Satanás é o estrategista dessa guerra, ele mina o campo de batalha com os explosivos da mentira, da sedução, da ilusão, do desejo desenfreado e do engano. É o grande patrocinador das obras da carne (Gl 5.19-21); age de forma traiçoeira e perspicaz (Lc
4.1-13; Ap 12.9) e faz camuflagens para enganar (At 13.9-11; 2Co 11.3,4; 3Ts 2. 9,10).
Esse poder maligno arrasa a vida humana, escraviza e almeja tê-la como sua contínua morada (Mt 12.43-45), além de obscurecer o entendimento (Ef 4.18), distanciar de
Deus, degradar a vida e procurar devorá-la (1Pe 5.8). O inimigo a ser derrotado, o
Diabo e seu exército de forças demoníacas, são ferozes. Na linguagem do apóstolo
Paulo devemos nos armar contra os principados, as potestades, os príncipes das trevas, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Ef 6.12; Rm 8.38,39; Cl 1.13).
O Comandante do império das trevas é falível, não possui os atributos da onisciência, onipotência, onipresença e imutabilidade, que são exclusivos de Deus, incomunicáveis a qualquer ser. Mas isso não o torna menos implacável. Ele tem o poder da morte (Hb 2.14), age por intermédio dos seus demônios em todo o lugar, muda suas táticas para alcançar seus planos maléficos, é organizado em suas estratégias para prometer o que não pode cumprir (Lc 4.6), para oprimir (At 10.38), para armar ciladas
(Ef 6.11), para atrapalhar a propagação do evangelho e afastar da fé (At 13.4-12). Seu alvo é derrotar o povo de Deus, e para isso ele se articula de todos os meios visando conseguir o seu intento. Só que não ficará impune, sem a sua recompensa (Ap 20.10).
II - Resgatando vidas do poder do pecado
O salário do pecado é a morte e a vida eterna é o dom gratuito de Deus, em
Cristo (Rm 6.23). Só por meio d’Ele há libertação (Jo 8.32,36), redenção e remissão dos pecados (Cl 1.14; At 26.18). Ele é o meio de resgate, mediador entre Deus e os homens
(1Tm 2.5) e viabilizador da promessa da eterna herança (Hb 9.15).
Paulo é enfático ao descrever o estilo de vida de quem se encontra à margem da graça salvadora e vivificadora de Cristo, afirmando que os tais estão mortos nos seus delitos e pecados (Ef 2.1). Isto significa que sem Cristo a humanidade está espiritualmente perdida, separada de Deus, morta, não tendo a percepção de que o verdadeiro sentido da vida suplanta a existência finita do corpo (Gn 3.19; Ec 12.7). É terrível, mas o pecado conduz segundo o curso do mundo, debaixo da influência do inimigo de nossas almas e em desobediência, para servir aos desejos da carne e dos pensamentos corrompidos (Ef 2.2,3).
Para o apóstolo, o poder transformador exercido por Cristo e comunicado à sua igreja sobrepõe-se às forças das trevas e alcança o gênero humano em sua integral dimensão. Pois aprouve a Deus salvar o homem pela loucura da pregação (1Co 1.21).
A pregação do evangelho é plano divino de resgate da vida humana, pois conduz a aceitação de Jesus (Rm 10.8-17), que derruba as barreiras da separação (Ef 2.13-16) e nos submete ao seu jugo suave (Mt 11.29,30). Sendo Ele rico em misericórdia e movido pelo seu imenso amor, nos ressuscitou para uma novidade de vida, nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo, mostrando a suprema riqueza de sua graça e sua bondade infinita (Ef 2.4-7), destruindo o domínio do pecado (Rm 6.14), por meio do seu sacrifício no Calvário.
III – Usando armadura de Deus
O império das trevas é a esfera onde Satanás “manda” e o pecador vive. É lugar de arbítrio, de impulsos e vontades insaciáveis, onde vale tudo, por ser sem leis, sem ordem, sem respeito, sem amor, sem temor, onde o ladrão vem para cumprir a sua função (Jo 10.10a) e tentar desfazer a criação de Deus. Nesse império, Satanás dá a impressão ao homem de que ele pode fazer o que deseja, mas ai de quem ousar pensar diferente, pois será pressionado com fúria para cair.
Não dá para enfrentar esses inimigos sem comando e munição à altura. A orientação bíblica é que sejamos revestidos de toda a armadura de Deus (Ef 6.11), meio de resistir às ciladas, astúcias ou enganos do diabo. A ideia central aqui é que precisamos de um equipamento divino, completo, pois nosso inimigo é violento, de sorte, que devemos usar tudo que Deus nos disponibiliza para nossa luta defensiva e ofensiva. A armadura transmite a ideia de completude, poder de Deus que precisa ser uma realidade plena na vida dos seus filhos, para que eles triunfem, vencendo este conflito visível e invisível de planos enganosos e de investidas astuciosas. De acordo com Efésios 6.13-18, o apóstolo dos gentios apresenta uma descrição das armaduras: cinturão da verdade, caráter firme, ilibado e aliado ao entendimento iluminado pelo Espírito; couraça da justiça, vida santa para dar suporte ao enfrentar as críticas e perseguições; escudo da fé, recurso para repreender os ataques do maligno; pés calçados, para desenvolver a trajetória em obediência ao Senhor, levando a preciosa semente; capacete da salvação, para guardar os pensamentos e guiar nos combates, desenvolvendo a vitória que Cristo já concedeu, impedindo que prevaleçam desejos egoístas e pecaminosos; espada do Espírito, para avançar na batalha com a Palavra de Deus na mão, no coração e na mente (Hb 4.12). Sendo a dependência fator primordial para que o manejo da armadura seja exitoso, melhor dizendo, essas armas precisam ser utilizadas em oração.
De nós mesmos não somos capazes, nem alcançaremos absolutamente nada, mas envolvidos pelo poder de Deus, utilizando as suas armaduras somos imbatíveis (Fp 4.13; Ef 1.19; 3.20), enquanto reconhecedores que a glória não será nossa, os méritos não serão nossos nem nos pertence a grandeza da vitória, mas a Jesus, Rei dos reis e
Senhor dos senhores, e nós, por sermos d’Ele, nos alegramos com as conquistas do
Reino, pois o poder das trevas só será combatido na força do Senhor.
Para pensar e agir
O mundo está no maligno, mas não pertence a ele (Sl 24.1,2). Como igreja do
Senhor, temos um compromisso com este mundo: apresentar a mensagem do evangelho que destrona o pecado e traz o brilho da glória de Deus.
Cada salvo é um carregador de luzeiro (Fp 2.15) e aonde chega a luz de
Cristo as trevas são dissipadas (Jo 8.12; 9.5;12.46).
É na Palavra que conhecemos o nosso inimigo, recebemos as instruções para combater na batalha contra o império das trevas e nos vestirmos da armadura de Deus para resgatar vidas, tirando-as do reino das trevas e levando-as para o reino do Filho do seu amor (Cl 1.13). Como usar a armadura de Deus? A batalha é cruel! O desafio é por um fortalecimento continuado.
Leituras Diárias
segunda-feira – 1Coríntios 15.21-26
terça-feira – Efésios 1.17-23
quarta-feira – Colossenses 1.10-14
quinta-feira - – Colossenses 2.12-19
sexta-feira – 2 Timóteo 3.1-5
sábado – 1João 4.1-6
domingo – Romanos 1.16-17
Assinar:
Postagens (Atom)
Quem sou eu
- Igreja Batista Ebenézer em Cabuçu
- Igreja Batista Ebenézer. Uma igreja que AMA você!


