quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Que fazes aqui?

Texto bíblico: 1 Reis 19.1-21

O poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza humana (2Co 12.9). É no momento mesmo em que um gigante espiritual como Elias se sente no fim de suas forças, a ponto inclusive de pedir a morte ao Senhor, que este se revela um Deus ainda mais sábio e poderoso, com um soberano controle da vida individual e coletiva das pessoas.
Para Elias, sua experiência numa caverna do monte Horebe lhe abre os horizontes para perceber que o poder de Deus, como sua graça, é multiforme. O profeta aprende a decisiva lição de que o julgamento humano sobre o início, a duração e o fim das coisas precisa ser suspenso a fim de que se cumpra a verdade contida num texto como Provérbios 16.1: “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor”.

1. A rainha má (vv.1,2)

Jezabel é filha de Etbaal, rei dos sidônios(1 Rs 16.31). Casada com Acabe, monarca que não via problemas no sincretismo do culto a Jeová com o dos baalins, sentiu-se à vontade para executar o projeto de destruir em Israel os profetas do Senhor (1Rs 18.4). Concomitantemente, promovia a ascensão e consolidação dos profetas de Baal como um estamento religioso oficialmente ligado à corte. Elias declara que eles “comiam na mesa de Jezabel”(1 Rs 18.19), o que significa que eram funcionários estatais.
A pedra no sapato de Jezabel chamava-se Elias. No caso da estiagem, ela ainda parecia se manter relativamente equilibrada, até para não reconhecer publicamente a fraqueza de Baal e seus servidores. Quando, no entanto, Elias desmoralizou o ídolo no Carmelo e matou seus profetas, o copo transbordou. O profeta só escapou de sua ira porque se refugiou no deserto.
Os pecados de Jezabel não se limitaram ao âmbito religioso. O caso de Nabote demonstra que a rainha se considerava acima do bem e do mal. A profecia de Elias no sentido de que ela teria uma morte tão infame quanto sua vida se cumpriu quando Jeú assumiu o trono e exterminou a casa de Acabe (2Rs 9.30-37).
Jezabel é o exemplo de como um homem fraco e inseguro, embora poderoso, pode ser destruído por uma mulher idólatra, astuta e sanguinária.

2. Morrer é melhor? (vv.3-8)

Elias está agora no território de Judá, onde os profetas do Senhor não sofrem a perseguição sistemática de que são vítimas no Reino do Norte. Já sem seu ajudante, segue para o monte Horebe, local onde Moisés recebera as tábuas da lei. A esta altura, aplicam-se a eles as palavras de Jesus Cristo no Getsêmani, no sentido de que sua alma “está triste até a morte” (Mt 26.38). Solitário, abatido, deprimido, exausto física e emocionalmente, o profeta pede a Deus a morte.
As razões de Elias podem ser assim discriminadas: a) por mais que o Senhor lhe conceda triunfos extraordinários, o poder de seus inimigos permanece inabalável; b) ele é o guerreiro isolado que luta sozinho contra um exército inteiro de políticos corruptos e falsos profetas; c) ele é como um cão danado em Israel: seus inimigos o buscam para matá-lo; seus amigos se afastam dele para não morrerem junto; d) tudo indica que seu ministério fracassou, uma vez que a posição do baalismo só faz se fortalecer; e) chega de solidão, fome, cansaço, incompreensão e incerteza. É melhor morrer.
O anjo do Senhor o socorre, dando-lhe condições de prosseguir na jornada (vv.5-7). Fica a lição, inúmeras vezes demonstrada na Bíblia e na vida comum, de que quem está no fundo do poço não tem mais como descer – só pode subir. E de que Deus não tem melhor lugar para revelar sua plenitude de poder e glória senão no pior da miséria, da frustração e da fraqueza humanas.

3. Uma voz suave (vv.9-14)

Embora seu nome não conste da galeria dos heróis da fé (Hb 11), Elias está sem dúvida entre eles. Ele é um dos “profetas” que pela fé “venceram reinos” e que “da fraqueza tiraram forças” (Hb 11.33,34). Seu estilo de vida rústico aparece na descrição dos que “andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados, errantes pelos desertos, pelos montes, pelas cavernas, pelos antros da terra” (Hb 11.38). Neste momento, no esforço por escapar da ira de Jezabel, ele está numa caverna do monte Horebe.
Cavernas não são incomuns na vida do justo. Elas podem servir de refúgio e abrigo, como no presente caso, mas em outros casos representam apenas a tentativa de uma autodefesa emocional diante dos duros desafios da vida. Assim como existem cavernas físicas, há também cavernas emocionais, traduzidas como medo de viver, renúncia a escolhas morais e omissão em face do testemunho da verdade. O cristão as abandona tão logo o perigo concreto tenha passado.
Deus chama Elias para fora da caverna (19.11) e lhe mostra a fúria dos elementos – o vendaval, o terremoto e o fogo – mas nada lhe diz por intermédio disso. Depois faz com que o atônito profeta ouça o suave sussurro da brisa. E então diz o que espera dele daí para frente. Elias estava começando a aprender que seus métodos proféticos, por poderosos e decisivos que fossem, não esgotavam o repertório do poder de Deus. Não se trata mais da falta de chuvas ou de fogo do céu, mas da ação política que realmente altere a situação do poder em Israel.

4. Missão a cumprir (vv.15-18)

Para quem, como Elias, se julgava num frustrado fim de carreira, o Senhor lhe revela que sua vida ainda poderá ser muito útil na obra de Deus. Não é a idade que nos derrota, nem as doenças, muito menos as dificuldades materiais ou a perseguição dos filhos do mundo. Tudo isso pode servir para nos tornar mais experientes, mais sábios e mais fortes. O que nos derrota é a maneira como reagimos diante das provações da vida – como medo, desânimo ira ou ressentimento.
O socorro agora lhe vem por meio da demanda que o Senhor lhe apresenta de uma série de ações proféticas, cujos desdobramentos irão alterar radicalmente o cenário político em Israel (vv.15-18). Em momentos de crise em nossas vidas, uma das formas de Deus nos levantar – talvez a principal delas – é dando-nos trabalho a fazer em sua seara. Além disso, Deus lhe diz que Elias não está sozinho, pois há muitos israelitas que não aceitaram praticar o culto a Baal.

5. Vocação e festa (vv.19-21)

A tarefa de ungir os novos reis da Síria e de Israel seriam cumpridas por Elias por intermédio de Eliseu, seu sucessor no ministério profético. Elias lhe transfere o poder de que era possuidor pelo gesto simbólico de lançar o manto sobre ele (v.19). Eliseu, que estava lavrando no campo, lhe pede que o deixe despedir-se de seus pais. É atendido, mas sob a advertência de que precisa estar cônscio e atento acerca do ato de que fora protagonista. Para aquele que é chamado ao ministério – seja qual for esse ministério – é muito fácil deixar que os laços de sangue se tornem um empecilho natural ao cumprimento da missão. É por isso que Jesus é tão radical com os candidatos a segui-lo (Lc 9.59-62). Ao contrário de Eliseu, eles iriam e não voltariam.
Eliseu recebe com alegria o chamado à missão profética. O banquete que manda preparar celebra o fato de que agora ele é formalmente um mensageiro de Deus, colocado por ora na posição de um servo de Elias. Ser convocado ao serviço do Reino de Deus deve ser sempre motivo de alegria para o homem ou a mulher de Deus.

Para pensar e agir

A experiência de Elias no monte Horebe representa um avanço em sua compreensão de quem seja e como opera o Senhor a quem servia. O Deus dos grandes sinais pela água, pelo fogo e por outros elementos da natureza é também o Deus da voz tranquila, comunicada direto ao coração, e o Deus que interfere na vida prática das nações a fim de fazer justiça e cumprir seus planos no mundo. Elias aprende que, por maior que seja o cansaço moral e físico de um servo de Deus, haverá sempre uma evolução pessoal a alcançar na vida e na obra do Senhor.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Pastoral

COLOCANDO NOSSO FUTURO NAS MÃOS DO SENHOR.
“E há esperança para o teu futuro, diz o Senhor; pois, teus filhos voltarão para os seus termos” (Jeremias 31.17).
Este é um ano que promete muito, como já disse é ano de colhermos o que plantamos no ano passado. É um ano de grandes desafios... Temos desafios de ordem financeira, desafios na área da evangelização, desafios em missões, desafios na expansão de nosso templo, desafios no que se refere ao crescimento e à maturidade espiritual dos membros da Igreja, desafios por uma melhor comunhão entre os irmãos, desafios na área social, desafios na crescente busca por uma verdadeira adoração, enfim, são desafios que Deus coloca diante de nós para este novo ano.
Estes desafios espirituais deparam com um mundo em constante mudança e transformação. Um mundo que lança, diante de nós, enormes problemas, sejam eles de ordem econômica, de ordem social, de ordem política; além disso, o de como preservar o que ainda resta na natureza, como temos visto recentemente, todas as tragédias que aconteceram em vários municípios e estados do país...
Diante disso, somos desafiados a continuar firmes, sendo identificados como coluna e esteio da verdade (1Tm 3.15).
Não podemos ficar com medo. Não podemos e nem precisamos desanimar. Nossa atitude deve ser a de total confiança no poder de Deus, a fim de que possamos vencer todos os desafios que nos são impostos. Para isso, podemos renovar a nossa esperança no Senhor. Podemos lançar nosso futuro em Suas mãos. É Ele quem diz a cada um de nós e à Sua Igreja: “há esperança para o teu futuro”. Que maravilha! Como isso nos alegra o coração! Se depositarmos a nossa confiança no Senhor, Ele nos ajudará a vencer cada nova etapa que surgir neste ano. Ele é o Deus de promessas. E suas promessas não falham. Podemos prosseguir na plena convicção de que seremos mais que vencedores. Se aprendermos a confiar nosso futuro ao Senhor, não seguiremos as previsões de adivinhadores, nem de mágicos, nem de prognosticadores, como muitos fazem (Dt 18.9-14). Temos um compromisso sério com Deus e devemos ser os primeiros a confiar em suas promessas e na garantia que Ele nos dá de um futuro melhor. Sei que já disse, mas quero reforçar: Tenham todos um FELIZ 2010! Confiemos no Senhor!!!
Para tanto, que Jesus, nosso Salvador, nos abençoe! Com fé, de seu amigo Pr. Rangel.

Só o Senhor é Deus

Texto bíblico: 1 Reis 18.1-46 O texto registra um dos pontos culminantes do Antigo Testamento. Em termos de carga dramática e conteúdo espiritual, equipara-se, guardadas as proporções, à travessia do mar Vermelho. O desafio mortal entre o profeta Elias e os sacerdotes de Baal e Asera é uma das maiores demonstrações de fé em Deus documentadas na Bíblia. A principal lição do episódio é que Deus honra a fidelidade dos seus aos princípios de sua lei e responde de forma concreta e providencial à confiança depositada por eles no poder divino.
Contudo o desfecho da cena, com Elias matando os adversários depois de os ter vencido na prova de fogo (v.40), deixa claro que Israel ainda estava muito longe de uma compreensão adequada dos pensamentos e caminhos de Deus (Is 55.8). Na realidade, tinha uma noção apenas parcial acerca das formas pelas quais o Senhor se revela ao mundo como um Deus não só de poder, mas também de amor e justiça.

1. O perturbador de Israel (vv.1-19)


A crítica situação causada em Israel pela seca obriga Acabe a sair a campo em busca de fontes remanescentes. Obadias, o mordomo fiel a Deus, ajuda-o nessa tarefa. Encontrando Elias, que a esta altura já tem a promessa de Deus de que a chuva virá em breve, Obadias recebe a incumbência de anunciar ao rei que o profeta quer falar-lhe. Depois de obter de Elias a promessa de que não o deixará em risco de morte, o mordomo realiza a tarefa.
O encontro entre o profeta e o rei é tenso. Elias devolve a Acabe a acusação de que seria o “perturbador de Israel”. As razões do rei para falar como falou: a) profetizando a seca, Elias desagrada aos deuses da fertilidade, que deixam de abençoar a terra; b) a ação do profeta causa crise econômica e instabilidade política e religiosa em Israel; c) enfraquecida, a nação se torna presa fácil dos inimigos externos; d) o profeta pratica um crime de lesa-majestade, desmoralizando o trono e inspirando a desobediência civil.
A réplica do profeta: a) Acabe praticou adultério religioso, adotando o culto aos baalins (v.8); b) traiu o pacto que Israel firmou com Deus no sentido de guardar os mandamentos da lei (v.8); c) provocou à ira o Senhor, que cerrou as portas do céu e trouxe a estiagem sobre a terra; d) praticando e promovendo o sincretismo, em que tanto o culto a Jeová quanto a Baal eram considerados normais, Acabe instaurou a confusão religiosa em Israel, deixando o povo indeciso sobre a quem seguir – a Deus ou a Baal. Para arrematar, Elias faz o assombroso desafio de enfrentar-se com os falsos profetas no monte Carmelo.

2. Desafio mortal (vv.20-24)

O texto não esclarece sobre o fato de que tenham participado do desafio apenas os 450 profetas de Baal ou, acrescidos a eles, mais os 400 da deusa Asera. No versículo 19, ainda no encontro com Acabe, são os 850. No versículo 22, já na reunião do monte, apenas os 450. É possível que a rainha, cuja “tropa de elite profética” eram os profetas de Asera, não quisesse arriscar uma eventual perda de todos eles numa luta contra o representante de um Deus que já mostrara seu poder na ausência de chuvas.
Diante da proposta do profeta a propósito de uma reposta divina pelo fogo, o povo diz: “É boa esta palavra”. A palavra de um homem de Deus é sempre boa quando demarca com clareza quem é de Deus e quem não é (vv.21,22). Ela é sempre boa quando exige da pessoa uma definição religiosa prática e consequente (v.21). Esta palavra é sempre boa quando os termos pelos quais se expressa são claros e viáveis (vv.21-24). Ela é, enfim, sempre boa quando faz o destino humano depender da ação divina e não das iniciativas humanas (vv. 23,24).

3. Fogo do céu (vv.25-40)

Elias está só, tendo a seu favor apenas o povo, mas ainda assim apenas na aceitação das regras do jogo e, terminado este, na hipótese de sair vitorioso. Seus adversários se apoiam mutuamente e contam, além disso, com o respaldo do poder constituído. Contudo, percebe-se pelo relato que o homem de Deus comanda toda a cerimônia. Os profetas de Baal estavam inseguros e intimidados, sabendo que o deus a quem serviam não estava à altura do desafio. Apesar disso, não podiam expor previamente sua impotência, recusando-se a lutar.
“Desde a manhã até ao meio-dia” os falsos profetas invocaram sem êxito o nome de seu deus. Elias, que no geral demonstra uma severa austeridade pessoal, dá-se ao luxo de zombar de seus vãos esforços (v.27). Eles insistem num ritual tão barulhento quanto desesperado, chegando a se retalharem com facas e lancetas. Chegada a tarde, exaustos e desmoralizados, desistem enfim de seguir tentando. Sua única chance é que também Elias nada consiga de seu Deus.
O profeta faz seus preparativos usando elementos da tradição religiosa de Israel. Primeiro, restaura o altar do Senhor, usando para isso doze pedras simbolizando as doze tribos. Em seguida, prepara o holocausto e faz com que seja derramada água sobre ele. Por três vezes, o gesto é repetido. O número três, como o sete e o doze, tem um importante conteúdo simbólico na religião de Israel. Tudo pronto, o homem de Deus faz então uma curta e objetiva oração, exaltando o Deus de Abraão, Isaque e Jacó e pedindo-lhe que se revele como o único Deus a quem o povo devia servir.
O fogo que cai do céu pode ter sido um raio, o que não retira do fenômeno seu caráter de milagre. Deus agiu de forma direta e reveladora, fazendo com que o povo o reconhecesse como o único Senhor. A chuva que chega logo em seguida indica que trovões e relâmpagos podiam estar compondo o cenário naquele momento. O fato é que Deus responde na hora a súplica feita pelo profeta. A oração que Deus responde precisa ser feita no espírito correto e na forma adequada ao assunto. É possível que quando Jesus Cristo falou sobre o excesso de palavras na oração (Mt 6.6,7), estivesse pensando, por contraste, na rápida mas eficaz oração com que Elias move o braço de Deus.
A execução dos profetas de Baal por ordem de um homem de Deus insere-se na realidade religiosa e política da época. Foi uma tentativa de arrancar a raiz do mal que a falsa religião estava provocando em Israel. Não produziu, porém, o resultado que Elias esperava, já que Acabe e Jezabel continuaram no poder, os falsos profetas prosseguiram ministrando (22.6-7) e o culto a Baal continuou sendo praticado em Israel (22.54).

4. A chuva que cai (vv.41-46)


Depois da dura batalha no Carmelo, o Senhor envia a chuva. O rei tem agora todos os motivos para confiar no Deus de Israel. Suas relações com o profeta parecem ter chegado a um melhor termo (18.41), mas Acabe insistirá em ouvir Jezabel, por conveniência política. Cega de ódio, a rainha define como um projeto pessoal a morte de Elias. Não lhe interessa o milagre na vitória de Elias, nem que a chuva tenha afinal chegado. Jezabel age como os líderes religiosos de Israel em relação aos milagres operados por Jesus Cristo. Para eles, mais importante do que a cura de uma pessoa escravizada 18 anos por uma doença grave era a proibição de trabalhar (curar, no caso) no sábado (Lc 13.10-17).
O cristão precisa estar atento à escala de prioridades do Reino de Deus. Antes de todos os detalhes ligados à forma de cultuar, ou à ênfase em certos dons e rituais, ou ao que se deve ou não fazer em certos dias, está o essencial da atitude e da conduta cristãs – a fé que opera por amor (Gl 5.6).

Para pensar e agir

A vitória de Elias no desafio do monte Carmelo se deveu a fatores bem explícitos:

a) Comunhão com o Deus vivo como garantia de sempre agir em estreita conexão com a vontade divina.
b) Fidelidade ao Senhor e à estrutura do culto no qual Ele é adorado e servido em espírito e em verdade.
c ) Coragem para agir em termos de tudo ou nada, na dependência do poder de Deus.
d) Oração como fator que desencadeia a ação divina.

Quais dos itens acima você precisa praticar para também ter vitória?

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Como fazer de 2010 o melhor ano de sua vida?

Existe uma lei natural, portanto irrevogável, que continuará ditando o
andamento de sua vida em 2.010: tudo o que você semear isto,
certamente, colherá. O profeta Oséias declarou: Porquanto semeiam
vento, hão de ceifar o turbilhão (Os 8:7). A profecia de Oséias visou
despertar os israelitas para a realidade de que eles mesmos estavam
investindo num futuro desastroso: não haverá seara, a erva não dará
farinha; se a der, tragá-la-ão os estrangeiros... Pois Israel se esqueceu
do seu Criador (Os 8:7 e 14).Este livro profético do Antigo
Testamento nos ajuda a entender o que devemos semear
agora para colher muitas bênçãos no futuro.
Vejamos como fazer deste novo ano o melhor da sua vida até hoje:
a) Semeie mais conhecimento de Deus: Em Os 4:6, o Senhor afirma:
O meu povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento.
Para ter um ano novo feliz você precisa atender a este apelo de Os 6:3:
Conheçamos, prossigamos em conhecer ao Senhor... e Ele a nós virá
como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra.
b) Semeie santidade: Oséias previu desgraças para Israel por causa
da sua imoralidade: pois te prostituíste, apartando-te do teu Deus (9:2).
No capítulo 4 há uma lista dos males praticados: porque na terra não há
verdade, nem benignidade, nem conhecimento de Deus. Só prevalecem
o perjurar, o mentir, o matar, o furtar, e o adulterar; há violências e
homicídios sobre homicídios (4:1 e 2).
c) Semeie adoração: Para adorar a Deus é preciso um coração
contrito (Os 5:5), um coração agradecido (Os 5:4 e 6) e um coração
inclinado a obedecer: O meu povo é inclinado a desviar-se de mim;
ainda que clamem ao Altíssimo, nenhum deles o exalta (Os 11:7).
d) Semeie avivamento: Lavrai o campo alqueivado (Os 10:12). Há
crentes cujas vidas são semelhantes a campos tomados por arbustos e
ervas daninhas. Deixe Deus limpar sua vida, para que ela se
transforme num pomar. Deus promete fazer chover sobre o
quebrantado (Os 14:9). Feliz Ano Novo!
Que 2010 seja o melhor ano de sua vida!
Com fé, Pr. Rangel

Um Grande Profeta

Texto bíblico: 1 Reis 17.1-24

O texto básico define o início da série de narrativas sobre o ministério de Elias, o extraordinário profeta, cuja vida e obra marcaram de modo indelével a história religiosa de Israel. Sua biografia é curta, quase inexistente. Sua obra, ao contrário, é rica e variada, constituindo-se dos milagres que realizou, da luta que travou contra o baalismo patrocinado por Acabe e Jezabel, soberanos do Reino do Norte, e pelo decisivo papel profético que desempenhou ao longo de sua carreira. Elias foi tão importante para a fé israelita que a profecia canônica (profetas com livros que levam seus nomes) viu nele o precursor do Messias (Ml 4.5), razão pela qual muitos o identificaram com João Batista quando este surgiu pregando na Judeia.
Além de Enoque, Elias é o único dos grandes vultos bíblicos que não passou pela morte. O Novo Testamento também lhe reserva posição de destaque, inclusive pelo fato de ele aparecer como representante dos profetas no encontro com Jesus Cristo, no Monte da Transfiguração (Mt 17.1-8). De uma figura deste porte espiritual pode-se esperar ensinamentos de enorme relevância para a vida de fé do povo de Deus.

1. A seca e a provisão ( vv. 1-7)

Sétimo rei de Israel, na efêmera dinastia iniciada por Onri, seu pai, Acabe reinou 22 anos em Israel e “fez o que era mau perante o Senhor, mais do que todos os que foram antes dele” (1 Rs 16.30). Em princípio, esse “mau” se traduz como adultério religioso. O monarca trocou pelo culto aos baalins a fidelidade esperada de um israelita em relação a Jeová, o Deus único de Israel. Casando-se com Jezabel, princesa do reino vizinho de Sidom, Acabe, por influência da rainha, adotou o baalismo como religião de Estado. Um bem estruturado corpo de sacerdotes e profetas de Baal executava as atividades cultuais e dava sustentação religiosa ao trono.
A entrada de Elias em cena ocorre por ocasião da seca que grassava em Israel. Esse tipo de calamidade, que durou três anos e meio e teve efeitos devastadores na vida e na economia dos israelitas, foi a forma usada por Deus para mostrar a Acabe que Baal, considerado o provedor das condições de fertilidade da terra, a começar pela chuva, era um mero ídolo, não um Deus de verdade. Na pregação de Elias, longe de ser uma simples manifestação natural, a seca era uma demonstração do poder de Deus e da impotência de Baal. De igual forma, a sobrevivência do profeta, alimentado pelas aves e bebendo da corrente de um riacho, foi o fruto direto e milagroso da ação divina.

2. Entre os sidônios (vv.8-12)

Elias tem como inimiga mortal a rainha sidônia Jezabel – e o Senhor o manda refugiar-se exatamente numa cidade sidônia. É provável que intimamente o profeta tenha se perguntado se isso não seria uma loucura completa. Se o fez, conhecia Deus o suficiente para saber que a loucura de Deus é mais sábia do que os homens (1 Co 1.25). E era obediente o bastante para cumprir a vontade de Deus sem pestanejar, sabendo que, quando Ele ordena, tudo acaba saindo a contento.
Jesus Cristo se referiu à viúva de Sarepta no sermão que pregou em Nazaré (Lc 4. 25,26), valorizando sua fé, como estrangeira que era, em contraste com a incredulidade dos judeus em face da pregação profética. A viúva era de fato uma pessoa de fé. Além de acolher em casa o profeta e de procurar alimentá-lo, ela o reconheceu como um verdadeiro homem de Deus (17.24). Na realidade, ambos foram usados por Deus para abençoarem um ao outro, uma vez que Elias lhe revelou o poder de Deus na miraculosa multiplicação dos mantimentos e na ressurreição de seu filho.

3. Não temas (vv.13-16)

Na boca de um autêntico profeta do Deus vivo, a expressão “não temas”, presente 75 vezes na Bíblia, exprime consolação, segurança e estímulo. Já angustiada pelo esgotamento dos mantimentos de sua casa, a viúva fica ainda mais aflita quando Elias lhe pede que divida a comida com ele. Na experiência do cristão, por vezes o Senhor lhe ordena que ele alimente outros, mesmo se ele parece nada ter. Foi assim na multiplicação dos pães e peixes, quando Jesus disse aos discípulos que dessem de comer ao povo (Mt 14.13-21). No aspecto espiritual ocorre o mesmo: é ao servo fiel, mas que pelas lutas da vida se sente em alguns momentos fraco, vazio e cansado, que o Senhor determina que vá e pregue, e testemunhe, e sirva. E se Deus assim age é porque Ele mesmo provê as condições da bênção, fazendo com que o sustento dure muito além do esperado.
Nas circunstâncias aflitivas da vida, apenas uma coisa se torna necessária aos filhos de Deus: ouvir a Palavra do Senhor e confiar nela. Ela vem como o “não temas” de Elias à viúva, fortalecendo o coração e a vida emocional, mas alcança também os aspectos materiais da vida, por meio da promessa profética de que “a farinha da vasilha não se acabará, e o azeite da botija não faltará, até o dia em que o Senhor dê chuva sobre a terra” (v.14).

4. A alma retorna (vv.17-23)

Nos anos recentes, as chamadas “experiências de quase morte” tornaram-se um assunto de enorme interesse na mídia em geral. A ideia do “quase” não se refere ao fato de que a morte não tenha havido de fato, mas ao fato de que não se tratou de um processo irreversível, embora concluso. A pessoa realmente morreu, mas o processo da morte não seguiu a sequência temporal, com a ausência de reação vital do organismo no avanço das horas e sua consequente decomposição. Houve na realidade uma ressurreição. Em geral, como no caso de Elias, o retorno à vida se dá em poucas horas, ou até em minutos. Há, contudo, diferenças essenciais entre o fato natural e o fato espiritual, o que não significa que ambos não estejam na dimensão do milagre.
No caso que estamos estudando, a primeira constatação refere-se ao fato de que a morte do menino não é vista como mero efeito de uma certa doença grave. Pela reação da mãe, o desfecho fatal é enquadrado no âmbito da ação divina (v.18). A própria oração de Elias (v.20) realiza esse enquadramento. Em princípio, esse simples movimento de fé já é garantia, no mínimo, de alívio a uma dor que de outra maneira poderia se tornar insuportável.
Num primeiro momento, tanto a viúva quanto o profeta veem na morte do menino o peso destruidor da mão de Deus. A mãe diz que a tragédia se deu em função de algum pecado seu, duramente cobrado por Deus por meio da presença do profeta em sua casa. Elias, por seu lado, não fala em pecado, mas dá a entender que o mal que está consumindo a coletividade israelita não poupou nem mesmo aqueles que o ajudam em sua missão profética. E se lamenta com Deus, mas não se restringe ao lamento. Sua oração adquire os contornos práticos de uma ação salvadora, inclusive pelo gesto de seu autor em deitar-se três vezes sobre o menino e clamar ao Senhor que lhe devolvesse a vida. E Deus lhe concede essa graça.
Havendo a fé operante que não impõe limites ao poder de Deus, os milagres mais impensáveis se tornam realidade.

5. Homem de Deus (v.24)

“Então a mulher disse a Elias: Agora sei que tu és homem de Deus, e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade”. Um homem de Deus não se autoproclama assim, mas é reconhecido como tal por testemunhas isentas. Ele tem as suas palavras confirmadas por atos de poder na oração, não deixando de buscar no Senhor algum tipo de resposta aos dramas humanos. Se há no Antigo Testamento alguém que merecia esse honroso título de homem de Deus, esse é o profeta Elias.

Para pensar e agir

O que faz de Elias um grande profeta é, entre outras coisas, o fato de que num curto espaço de narração, ele é o intermediário de vários milagres operados por Deus. Para aquele que crê e vive em estrita e fiel comunhão com Deus, esse ministério frutífero se torna apenas a ordem natural das coisas.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Como podemos perceber a presença de Deus no culto?

Texto bíblico: Romanos 12.1,2

O culto é oferta do povo de Deus para honrá-lo, é uma celebração para bendizer o nome daquele que é a razão da vida do seu povo.
No culto rendemos graças, cantamos louvores, glorificamos ao Senhor e anunciamos os seus feitos maravilhosos (Sl 105.1-3). Culto é para adorar a Deus, apreciar os seus atributos, que é a essência da perfeição divina e, também para render-se a Ele, servindo-o com dedicação, entusiasmo e prazer. Com o culto retribuímos a Deus os resultados daquilo que Ele tem feito em nós, ou seja, apresentamos-lhe o resultado de sua obra em nossa vida. É o derramar da alma perante o Senhor (Sl 108.1).
O culto coletivo é o momento áureo da comunidade cristã. É sublime o ajuntamento solene do povo de Deus, para prestar-lhe culto, em reconhecimento da sua pessoa e dos seus feitos.
Quanto à presença de Deus no culto, sabemos que é uma questão pessoal, mas, com base na Palavra, podemos pontuar aspectos gerais, que envolvem nossa vida, enquanto salvos, servos de Cristo Jesus.

1. O que é culto

No imaginário do nosso povo, mesmo dos mais novos, a ideia de culto está ligada ao templo. Se perguntarmos para uma criança o que é culto, via de regra, ela responderá que é ir à igreja adorar, orar e cantar para Deus com os irmãos. É o pensamento de coletividade que nos envolve diante do assunto.
Culto é a celebração do povo de Deus, com consciência de sua constante presença motivadora para uma prática diferenciada de vida, que sempre nos leva a corresponder com os ideais divinos, servindo-o com alegria e gratidão (Sl 100.1,2).
Há muitas definições sobre o culto cristão. Apresentaremos uma simples e objetiva definição, que afirma que “culto é o encontro da comunidade com Deus”. Quem nos convida para este encontro é o próprio Deus, pois Ele mesmo dá garantia da sua presença: “pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles” (Mt 18.20).
Sendo assim, a presença ilustre no culto é a de Jesus. É Ele o foco da adoração. Todas as nossas intenções e ações devem ser para Ele. O culto tem como referência o nome dele (Mt 18.20), pois por meio dele temos autoridade (Lc 10.19,20), nos comportamos para agradar lhe (1Ts 4.1) e buscamos a santificação (1Ts 4.3; Hb. 12.14), ou seja, sem a presença de Jesus não há culto. Portanto, em nossas celebrações, devemos ter consciência e a certeza da sua presença.

2. Presença de Deus no culto


Para tratar desse ponto, faremos uma distinção entre culto e liturgia. Já vimos que “culto é o encontro da comunidade com Deus”. E liturgia? “É o conjunto de elementos e formas através dos quais se realiza esse encontro”.
Culto é a essência e liturgia a forma. Muitos problemas residem neste entendimento. Não é sábio vincular a percepção da presença de Deus às formas.
O pastor é responsável pela liturgia do culto, e isso não significa que ele seja a pessoa que, com exclusividade, tenha que prepará-la; pode ser o ministro de música ou outra pessoa com tal responsabilidade, mas as diretrizes de cada culto devem ser transmitidas pelo pastor.
O equilíbrio do culto deve ser trabalhado. Não seria prudente privilegiar os idosos em detrimento dos jovens, nem estes em detrimento daqueles. Deve o pastor adotar a postura de administrador das tendências, dosar cânticos e hinos para que todos saiam contentes para os seus lares, prosseguindo com o culto, mas de forma prazerosa e não com ressentimentos ou tristezas.
Não devemos “prender” a constatação da presença de Deus a determinados fenômenos litúrgicos, tais como levantar ou não as mãos ou chorar ou não durante o culto. Não será qualquer outra manifestação humana o termômetro que atestará a presença de Deus.
A certeza da presença de Deus no culto cristão só é possível porque Ele mesmo garante. É audacioso demais achar que elementos humanos podem dar conta dessa Santa Presença.
Erramos quando reproduzimos estilos do Antigo Testamento, aplicando-os literalmente, sem a devida interpretação. São aqueles casos de simulações de uma espécie de arca da aliança ou sarças ardentes.
Erramos quando relacionamos culto a show, a meras convenções sociais, a agremiações onde se defendem interesses próprios.
Erramos quando vinculamos o sentir a presença de Deus mediante determinadas manifestações, como rolar, rir, chorar, mudar tonalidade da voz, dando um timbre mais estridente etc. Erramos quando julgamos o próximo, inferiorizando ou até mesmo supervalorizando as suas ações.
Erramos quando não fazemos o melhor, de coração, em nossos cultos. Quando olhamos apenas para os nossos interesses, quando esperamos em Deus uma espécie de “antídoto instantâneo para todos os nossos males”.
Acertamos quando nos prostramos diante de Deus, em sincera adoração, quando nos despimos dos vãos interesses, quando o buscamos em primeiro lugar. Acertamos quando nossa prática de vida é coerente com a Palavra, quando atendemos os apelos divinos, quando obedecemos às suas ordens.

3. Culto racional

Seria um culto sem emoção, marcado pela ausência de sentimento e afeição, algo frio, sem brilho ou garra, em que as pessoas não vibram, pois tudo é cronometrado, não restando espaço para nada, algo mecânico? É claro que não se refere a isso!
O culto racional deve ser algo planejado, mas flexível; trabalhado, mas na dependência de Deus e guiado pelo Espírito; deve dar espaço para que as pessoas glorifiquem ao seu Senhor, emocionando-se com Ele, sentindo prazer em exaltá-lo, encantando-se com sua presença, mas sendo capaz de pensar, refletir e confrontar.
O culto racional não nos tira do ar, como quem fica em êxtase, mas nos centraliza nos propósitos de Deus explícitos em sua Palavra. Ele nos dá consciência de que o bom mesmo não é sentir, nem buscar o que quero, mas o que Deus quer; não é fazer a minha vontade, mas a de Deus, nem fazer o que gosto, mas encaixar-me no gosto de Deus.
O culto racional me leva de uma atitude contemplativa ou de delírio para o campo da ação, do serviço e da dedicação ao Senhor. Apresento-me ao invés de esperar que Deus se apresente a mim. Demonstro minha fidelidade no lugar de ficar esperando que Deus me mostre a sua. Deus é fiel independentemente de qualquer coisa!
O culto racional vai além da decência e da ordem (1Co 14.40); é uma celebração saudável e responsável dos crentes equilibrados pela Palavra, expressa no ensino, na dependência e na comunhão com Deus e com os salvos, evidenciada no interesse de zelar pela boa harmonia facilitadora de uma convivência aprazível e de resultados significativos (At 2.42-47).
Em Romanos 12.1 encontramos um pedido que tinha como base a autoridade apostólica de Paulo. Essa exortação efetiva-se na vida de alguém pelo viés da misericórdia divina. É pelo Senhor que nos aproximamos do espiritual, dos ideais dos céus e atentamos para o seu querer.
Quando o apóstolo fala dos nossos corpos, referia-se a uma devoção que deveria ser consciente, inteligente e consagrada a Deus. Daí a necessidade de o culto ser uma oportunidade de confronto entre aquilo que somos e o que Deus quer que sejamos; uma entrega incondicional ao Senhor, separados para Ele; é dedicação ao serviço do Mestre.

Para pensar e agir

Ao se dirigir ao templo de sua igreja para o culto coletivo, tenha a convicção de que não participará de um momento vazio de sentido, mas de um encontro relevante com Deus, juntamente com os seus irmãos.
Valorize cada minuto do culto, com uma postura sincera e reverente, com gratidão, exaltando aquele que nos salvou da condenação e nos abriu o caminho do céu.

Leitura Bíblica Diária
Segunda: Salmo 27.1-4
Terça: Apocalipse 4.11
Quarta: Salmo 95
Quinta: Mateus 21.12-17
Sexta: 2Crônicas 7.14-16
Sábado: Salmo 150
Domingo: Romanos 12.1,2

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O inferno realmente existe?

Texto bíblico: Apocalipse 20.14,15

O inferno não é assunto atraente à reflexão de ninguém, possivelmente em razão de sua natureza: lugar do Diabo e seus anjos, de perdição, de ausência de Deus e de sofrimento por toda a eternidade. Mas é um assunto necessário ao conhecimento, para tomarmos mais cuidado com a nossa vida, valorizarmos a salvação que recebemos de Jesus Cristo e termos mais amor pelos perdidos, para levarmos a mensagem libertadora que tira das trevas para a maravilhosa luz da salvação. Não falar sobre o tema é deixar de lado ensinos das Escrituras, como: Deus não tem prazer na morte do ímpio (Ez 33.11) e o destino final do homem sem Deus.

1. Que é o Inferno?

É lugar de punição eterna pela injustiça e rejeição ao sacrifício do Calvário. Algumas palavras são usadas na Bíblia para referir-se ao mundo dos mortos: no Antigo Testamento “Sheol” e no Novo Testamento, “Hades”. Na Septuaginta (a tradução do Antigo Testamento em hebraico para a língua grega) a palavra “Hades” ocorre mais de cem vezes, e na maioria delas para traduzir o hebraico “Sheol”, mundo inferior que recebe os mortos. Uma das tristes realidades do inferno é a separação eterna de Deus. Inferno é a tradução para “Gehenna”, a forma grega da frase hebraica que significa “Vale de Hinom”, lugar onde os cananeus adoravam aos deuses Baal e Moloque, sacrificando crianças em fogo abrasador, que queimava continuamente. A Bíblia em 2Crônicas 28.3 e 33.6 afirma que Acaz e Manassés, reis de Judá, foram culpados por essa lastimável e terrível prática idólatra.
O rei Josias pôs fim a esse tipo de adoração satânica, como expressão de sua reforma religiosa, deixou o vale totalmente impossibilitado de realizar-se ali qualquer tipo de culto (2Rs 23.10).
No período do ministério de Jesus esse vale era usado como lixão, lugar onde depositavam todos os resíduos e sujeiras de Jerusalém, inclusive corpos dos animais e dos criminosos executados. Para que toda essa sujeira fosse queimada e os estados de putrefação dos corpos não afetassem de forma insustentável, o fogo deveria manter-se aceso queimando continuamente. Era comum nesse ambiente o surgimento de muitos vermes, que se multiplicavam em razão da sujeira.
Jesus usou essa triste realidade para ilustrar o inferno e seus horrores, mostrou esse quadro como símbolo do inferno, lugar de tudo que não se encaixa no céu. É como se Jesus perguntasse: “Querem saber como é o inferno? Então olhem para o Gehenna”.
Para o Novo Testamento o inferno é um lugar, habitação final dos condenados ao sofrimento ou punição eterna (Mt 25.41-46). É lugar de fogo e de trevas (Jd 7.13); de choro e ranger de dentes (Mt 8.12); de destruição (2Ts 1.7-9) e de tormento (Ap 20.10).
O inferno nunca terá fim (Jd 13; Ap 20.10), de lá não se tem mais oportunidade, em razão de um grande abismo: os que estão lá amaram mais as trevas do que a luz, recusaram receber Jesus como Salvador e Senhor, preferiram o pecado, a injustiça e não se sujeitaram a Deus (2Ts 2.9-11; Jo 3.12-21; Rm 2.8).
Quando nos deparamos com tudo que a Bíblia relata sobre o inferno somos tomados por um sentimento de gratidão muito expressivo a Deus por nos ter enviado Jesus, expressão da graça, e nos salvar, inclusive da ira futura (Jo 3.16; Mt 13.48-50).

2. O que as pessoas geralmente pensam sobre o inferno?

Algumas afirmam que o inferno é neste mundo, por causa da violência, das injustiças, da desgraça, dos infortúnios, da falta do amor, da crueldade que aumenta, do coração do homem tão despido de piedade e compaixão: pais matam filhos, filhos matam pais, o ser humano sendo tão descartável. Isso não é o inferno, mas reflexo dele, pois o mundo jaz no maligno (1Jo 5.19).
Acham também que o inferno é um mito, uma história inventada para assustar as pessoas, que não passa de um emocionalismo recheado de hostilidade e pavor. Esse conceito não procede, pois Jesus, essência do amor infinito do Pai, referiu-se a ele como lugar de punição (Mc 9.47; Lc 12.5).
Para outros o inferno é morte definitiva, onde tudo se acaba, se desintegra, se desfaz com o fogo abrasador. Também acham que o inferno não existe, esse pensamento tem sido evidente na intelectualidade moderna.
À luz da Bíblia, são crenças infundadas, pois o inferno é uma realidade e seus habitantes não se desintegrarão com o fogo, este os cercará para todo o sempre (Mc 9.46,48). O livro do Apocalipse arremata esse assunto apresentando o inferno como “lago de fogo que arde com enxofre” (Ap 19.20; 20.10,14-15; 21.8). Também diz que o falso profeta e a besta (Ap 19.20) foram lançados no inferno e, no fim de tudo, para o mesmo lugar foram lançados o Diabo, a morte (último inimigo a ser vencido ou destruído, 1Co 15.26), o Hades e todo aquele que não se achou inscrito no livro da vida (Ap 20.10,14,15).

3. Sua existência é comprovada pela Palavra

Sendo eternos os efeitos dos nossos pecados, a punição não poderia ser temporária, ela também é eterna. No Antigo Testamento a palavra hebraica para eterno é “olam”, já no Novo Testamento a palavra correspondente é “aiônios”, que significa sempre. Sendo assim, as palavras usadas nas línguas originais para descrever a eternidade de Deus e a eternidade das vitórias dos salvos nos céus são as mesmas para descrever as desgraças e sofrimentos dos perdidos no inferno.
A Palavra de Deus diz que os pecadores inconversos nunca mais verão luz (Sl 49.19b), habitam em labaredas eternas (Is 33.14), ficam totalmente aterrorizados (Sl 73.19), não haverá quem possa ajudá-los e sofrerão por toda a eternidade.
Dentre as grandes certezas que encontramos na Palavra, destaco duas: as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja (Mt 16.18) e o Senhor Jesus tem as chaves da morte e do inferno.

Para pensar e agir

O inferno existe, conforme a Bíblia diz. Ele não foi criado para nós, mas para o Diabo e os seus. Jesus é o caminho para o céu e aquele que nele está não precisa temer o inferno. Mas é lamentável saber que há pessoas longe de Jesus. Conhecendo o fim daqueles que não se arrependem e se entregam a Jesus, pela fé, devemos anunciar a mensagem da salvação, com toda a intensidade possível.

Leitura Bíblica Diária:
Segunda: Lucas 12.1-5
Terça: Lucas 16.19-31
Quarta: Mateus 18.7-9
Quinta: Mateus 16.18
Sexta: Oseias 13.14
Sábado: Salmo 139.8
Domingo: Apocalipse 20.14,15

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